Anel vaginal poderá proteger contra vírus HIV

Por , em 9.09.2012

Normalmente usado para evitar uma gravidez indesejada, o anel vaginal poderá, no futuro, ser uma proteção contra doenças sexualmente transmissíveis (como Aids).

Em estudo recente, um grupo de pesquisadores desenvolveu e testou uma versão do produto que libera uma droga anti-HIV. Os experimentos foram realizados em fêmeas (naturalmente) do macaco-rhesus e os resultados foram animadores.

Os animais usaram anéis que continham um placebo ou uma droga chamada MIV-150 e foram expostos ao vírus SHIV (um “híbrido” de HIV e SIV capaz de infectar macacos). Entre as 17 cobaias que usaram o anel contendo MIV-150, apenas 2 foram infectadas; já entre as que receberam o anel com placebo, 11 das 16 foram infectadas.

De acordo com os pesquisadores, o anel protegeu contra o vírus independentemente de ser inserido um dia ou duas semanas antes da exposição. Contudo, eles ressaltaram que era fundamental que o produto estivesse posicionado corretamente. Das 7 cobaias que tiveram o anel removido pouco após serem expostas, 4 foram infectadas. Futuramente, os pesquisadores pretendem testar anéis com outros antivirais, capazes de oferecer proteção contra vírus além do HIV (o da herpes, por exemplo).

Anel vaginal: um leque de opções

Existem outras formas eficazes de se proteger contra doenças sexualmente transmissíveis, como comprimidos de antivirais ou géis microbicidas. O problema dos comprimidos é que devem ser tomados diariamente (há o risco de esquecimento) e o gel deve ser usado sempre antes de uma relação. Uma das propostas do estudo é permitir o desenvolvimento de um anel que pudesse ser usado e “esquecido lá” por pelo menos três meses, sugere o pesquisador Tom Zydowsky.

“A ideia é dar opções às pessoas”, diz Zidowsky, cientista sênior da Population Council (“Conselho Populacional”), uma organização sem fins lucrativos sediada nos Estados Unidos e dedicada a pesquisas sobre HIV/Aids e saúde reprodutiva.

Outra vantagem do anel vaginal é que, ao contrário da camisinha (que também é um método bastante efetivo na prevenção de DST), faria com que a mulher tivesse mais controle sobre a situação, já que não é tão incomum o homem “se recusar” a usar preservativo.

Apesar dos bons resultados, Zidowsky e seus colegas lembram que o estudo foi realizado com animais e, portanto, ainda não se sabe qual seria o grau de eficácia do produto em humanos. A equipe pretende testá-lo em mulheres daqui a cerca de dois anos.[Live Science]

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