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Ansiedade pode dar origem a radicalismo religioso

Um instituto britânico de psicologia está descobrindo, através de testes, que o ser humano tende a ficar mais idealista e radical, em suas convicções religiosas, nos momentos de ansiedade e incerteza.

Para tirar conclusões concretas, os pesquisadores tiveram que forjar situações de aflição ou inquietação, e aí então, com cada participante do estudo mostrando sinais de ansiedade, aplicar as perguntas a respeito.

Mais de 600 voluntários foram envolvidos no estudo. Em um dos testes, os participantes foram incitados, em um questionário verbal, a ponderar sobre dilemas pessoais que os afligiam, e depois, em perguntas sobre objetivo de vida, demonstraram ser mais idealistas do que aqueles que não foram levados à ansiedade.

Outro teste foi feito de maneira a deixar o voluntário lutando às voltas com um problema matemático. Quando a pessoa já estava na neurose e perto de desistir, relatava maior tendência a tomar medidas radicais em prol de sua religião, quando perguntados. Em outro, após serem levados a pensar sobre dificuldades em seus relacionamentos pessoais, também referiram as mesmas tendências.

A tendência a medidas religiosas extremadas (tais como se envolver em uma guerra pela fé, o que também foi relatado) foi mais comum em pessoas com o seguinte perfil psicológico: personalidade forte, em que se destacam a auto-estima e preferência a agir ao invés de ponderar, mas ao mesmo tempo vulnerabilidade à ansiedade. Algo como “pavio curto”.

Os pesquisadores afirmam que, embora tivessem que forçar situações de ansiedade para poder mensurar os resultados, essas situações acontecem dentro de um contexto. Geralmente, quando provoca medidas extremadas de fé, a ansiedade surgiu de alguma ameaça pessoal, que torna o indivíduo paranoico e mais exposto a fatores psicológicos externos. [Science Daily]

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