As 9 maiores descobertas dos últimos 130 anos na sexologia

Por , em 2.02.2009

A sexologia é uma ciência comum, apesar de alguns de seus temas de estudo serem considerados tabu pelos mais puritanos. E, como qualquer ciência, suas descobertas provocaram revoluções na maneira como o assunto é visto.

Entre as maiores revelações, as seguintes são algumas das mais significativas:

9. Mulheres ovulam mais de uma vez por mês

Em 2003, Roger Pierson, pesquisador da Universidade de Saskatchewan, negou a crença popular de que mulheres ovulam apenas uma vez por mês. Seus estudos contaram com a ajuda de 63 voluntárias e provaram que a ovulação ocorre de duas a três vezes a cada trinta dias. Essas descobertas podem influenciar na maneira com que os ciclos hormonais femininos e a fertilidade são compreendidos.

8. Uma pílula pode prevenir a gravidez

Em 1960 as pílulas surgiram como anticoncepcionais para as mulheres. Nos anos 50, estavam sendo usadas apenas como uma maneira de corrigir o ciclo menstrual irregular. No entanto, quando seu potencial como contraceptivo foi descoberto, a pílula significou não só uma inovação no mundo da medicina, mas uma revolução cultural.

7. Mulheres têm orgasmos

O orgasmo feminino foi descoberto e redescoberto várias vezes durante os últimos 130 anos. Desde o uso de vibradores por médicos tentando aliviar a histeria de suas pacientes até pesquisas mais recentes, que monitoram atividades neurológicas de mulheres durante o momento.

6. O comportamento sexual sem a função reprodutiva é normal

Em 1886, um psiquiatra chamado Richard von Kraft-Ebbing, teve uma brilhante idéia: catalogar todos os comportamentos “perversos” de seus pacientes na cama. Sua pesquisa foi batizada de Psychopathia Sexualis e revolucionou a sexologia. Para Kraft-Ebbing, um comportamento sexualmente perverso era definido por qualquer atividade sexual sem o propósito de reprodução (e ainda mais perverso se não praticado por um casal heterossexual). No entanto, sua pesquisa teve o efeito contrário do que o psiquiatra esperava – outros estudiosos, e até mesmo leigos, descobriram que os comportamentos perversos descritos no livro eram tão comuns que chegavam a ser normais.

5. Bissexualidade existe

De acordo com Freud, pai da psiquiatria e conhecido de qualquer um que tenha um interesse mínimo no assunto, todo ser humano é bissexual. Um dos sexólogos mais infames e conhecidos no mundo, Alfred Kinsey, aproveitou a idéia do antecessor e criou uma escala, de zero a seis, que determina a orientação sexual de uma pessoa. O zero seria uma pessoa totalmente hétero, enquanto o seis representa o homossexual convicto. De acordo com milhares de entrevistas anônimas realizadas nos Estados Unidos, Kinsey determinou que a maioria das pessoas acaba obtendo um três na escala, indicando um possível bissexual.

4. A medicina pode transformar homens em mulheres e vice-versa

A primeira operação que transformou um homem em uma mulher, com sucesso, aconteceu na Dinamarca, em 1952. Mas, mesmo antes disso, houve vários casos de homens que vivessem como mulheres e vice-versa, incluindo tentativas de operação mal-sucedidas. A primeira tentativa registrada foi a de Einar Wegner que, pouco tempo depois, apareceu como a mulher Lib Elbe. No entanto o procedimento foi um fracasso, já que incluiu até mesmo o implante de ovários. Depois de algumas semanas, Lib faleceu.

3. Homossexualidade não é doença

Em 73, o homossexualismo foi retirado do “catálogo de doenças mentais”. De acordo com especialistas, obviamente um homossexual deprimido pode apresentar distúrbios mentais, no entanto pessoas bem-resolvidas são felizes e normais.

2. Muitos tipos de impotência sexual podem ser curadas com uma pílula

Em 98, homens ganharam a sua versão da pílula. O conhecido comprimido azul chamado Viagra tirou o medo da impotência de muitas mentes masculinas. Essa pílula representou uma revolução científica e, hoje, é um dos produtos mais vendidos em farmácias.

1. Estímulos neurais podem causar orgasmo

Também em 98, um médico chamado Stuart Meloy, estava operando a coluna vertebral de uma mulher. Quando ele tocou determinado nervo, sua paciente teve um orgasmo imediato. “O senhor devia ensinar isso ao meu marido”, ela comentou. Atualmente o doutor Meloy está desenvolvendo um aparelho para ser implantado na espinha, que estimule a região, provocando momentos mais prazerosos tanto para homens quanto para mulheres. [io9]

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