Assédio sexual nas escolas é assustadoramente comum

Por , em 10.11.2011

É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido nenhum tipo de assédio sexual na escola – desde comentários sobre o sutiã de meninas que estão começando a se desenvolver fisicamente até meninos que tiveram suas calças abaixadas ou sofreram preconceito e afirmações depreciativas sobre sua sexualidade.

O assédio sexual nas escolas é mais comum do que parece. Um novo estudo descobriu que mais da metade das meninas – e muitos meninos – sofreram pelo menos uma situação de assédio no ensino médio ou fundamental. E embora algumas pessoas possam afirmar que são apenas “crianças sendo crianças”, as vítimas podem sofrer com muitos maus efeitos no futuro.

De acordo com a revista Times, um estudo com quase 2 mil crianças descobriu que 56% das meninas e 40% dos meninos sofreram assédio sexual em algum momento no ano letivo anterior. 46% das garotas e 22% dos meninos relataram “indesejáveis comentários sexuais, gestos ou piadas”, enquanto 13% das meninas e 3% dos meninos mencionaram terem sido tocados contra sua vontade.

A estatística mais assustadora é que 3,5% das meninas e 0,2% dos meninos foram forçados a realizar um ato sexual, e uma parcela igual de meninos e meninas – 18% – foram chamados de gays de forma depreciativa.

Muitos adultos se lembram da escola como um local de comentários sobre sutiãs, agarramentos indesejados, comentários depreciativos sobre a sexualidade e coisas do gênero. E ainda que isso tenha sido extremamente doloroso, muitos adultos não se esquecem, mas carregam por muito tempo os comentários maldosos sobre eles, que começaram com a escola.

37% das meninas e 25% dos meninos disseram que o assédio fez que eles desejassem evitar a escola. 22% das vítimas do sexo feminino e 14% do masculino relataram até problemas para dormir. Esses números são ainda maiores entre crianças que foram perseguidas tanto online como pessoalmente – 46% dessas vítimas não queriam mais ir à escola, enquanto 44% delas tiveram problemas no estômago e 43% tiveram problemas de estudo.

Claramente, o assédio não é apenas uma brincadeira de crianças e adolescentes – além de afetar o desempenho escolar, prejudica a saúde. Assim, não deve ser tratado como um rito normal de passagem.

De acordo com a pesquisa, as escolas deveriam criar uma política contra o assédio sexual e certificar-se que ela seja divulgada e aplicada. As escolas devem assegurar que os estudantes sejam informados sobre os seus direitos, incentivando os jovens a falar sobre o assédio com a escola. Pais e colégios devem estar cientes que alunos merecem um ambiente de aprendizado em que o assédio seja uma ofensa punível, e não algo com o que eles devam lidar com naturalidade. [Jezebel]

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49 comentários

  • Mirna Tetzner:

    Senti falta das referências do estudo que é citado.

  • Pedro Paulo Mamprim Dias:

    Hm… Já sei o que devo fazer.

  • Jacqueline Barbosa:

    Sou coord em uma escola e ao lidar com o problema ouço mais do mesmo: “elas provocam”, “elas vêm de shorts”. A vítima é a culpada.

  • Luiz:

    Com a internet, canais de tv educativos, os pais escolarizados e a facilidade em adquirir livros e vídeos didáticos fico me perguntando qual é a real necessidade de mandarmos nossos filhos para a escola. Posso garantir que até o final do ensino médio a educação pode ser dada em casa de maneira mais eficiente que na escola.

    • Lucas Moreira:

      mas as crianças precisam interagir socialmente com outras crianças,principalmente hoje em dia onde as crianças não saem mais de casa para brincar

  • Samuel:

    E o mais engraçado é que elas estão indo para lá para serem educadas. E o pior é que eu vi uma matéria de jornal que diz que é bom as crianças enfrentarem esse tipo de coisa sozinhas, pra quê? Pra perder a inocência mais cedo do que já perde, pra se igualar aos mais adultos e jovens, e começar a xingar muito antes de completar 12 anos de idade?

  • Luan P.:

    ( Desviando da matéria ) Fui numa festa ontem , pra um lado rolava funk e a outra um bom pagode de raíz , eu tava na parte do funk pois minhas amigas tavam la, e tava triste viu, mó pu***** as moças , ta cada vez mais dificil as meninas de hoje ( sem generalizar tmb ) , quase todas super-interesseiras , tipo , eu tenho 15 anos e nessa idade é dificil eu ter dinhero , quase num pego ninguem porque o elemento tem um carro …. tenso hj em dia , mas ta chegando o 2012 pra curar as dores do mundo =D , ótimo blog com pessoas inteligentes comentando ( menos eu )

  • Noé P. Campos:

    O fato de ninguém ter gostado do comentário sobre a necessidade de critérios científicos para considerar uma pesquisa como válida, já demonstra quão distantes estamos de ter critérios válidos para analisar assuntos com critérios objetivos.

  • André:

    Sem generalizar, claro, mas tem umas mulheres que chegam parecer animais quando vêem um homem bonito e de carro, sério, é feio de ver.

    • Ezio José:

      Pior é que elas deixam transparecer na maior cara-de-pau esse comportamento e atitude.

  • Vida:

    Muita gente postando textos grandes, explicaçãod prática: sempre houve esses pequenos “delitos” entre alunos e alunas, o problema vem de casa e é a falta de respeito entre as pessoas que gera tudo isso…

  • Ezio José:

    O PUDOR E O SENTIDO DO PUDOR

    Pudor

    A palavra pudor (no grego aidos) subentende vergonha em exibir o corpo. Envolve a recusa de vestir-se de tal maneira que atraia atenção para o seu corpo e ultrapasse os limites da devida moderação. A fonte originária da modéstia acha-se no coração da pessoa, no seu âmago. Noutras palavras, modéstia é a manifestação externa de uma pureza interna.

    O sentido do pudor

    Se o corpo é expressão da alma, a educação do corpo levará a apresentá-lo como manifestação adequada do ser espiritual da pessoa. A intimidade pessoal tem também um reflexo na intimidade corporal. Já indicamos a diferença entre o domínio total do corpo que nos descreve o Génesis e a situação atual de ruptura interior.

    O pudor é o aspecto da educação que nos leva a apresentar-nos, sempre como pessoas com alma e corpo. É a defesa do aspecto pessoal do corpo, é evitar que apareça como simples objeto sexual. Uma vez que essa experiência do corpo como simples objeto apetitoso está dentro das possibilidades normais de qualquer pessoa, quando nos apresentamos junto dos outros procuramos evitar-lhes que caiam numa consideração meramente animal do nosso próprio corpo. E assim evitamos ser considerados como animais. Porque o nosso corpo é parte da nossa pessoa. O pudor consiste em apresentar o caráter pessoal do corpo. O impudor consiste em apresentar-se como objeto sexual, em destacar o estritamente sexual, de maneira que chame a atenção do outro de maneira imediata.

  • Ezio José:

    Que é “assédio sexual”?

    Assédio sexual é um tipo de coerção de caráter sexual praticada geralmente por uma pessoa em posição hierárquica superior em relação a um subordinado (mas nem sempre o assédio é empregador – empregado, o contrário também pode acontecer), normalmente em local de trabalho ou ambiente acadêmico. O assédio sexual caracteriza-se por alguma ameaça, insinuação de ameaça ou hostilidade contra o subordinado.

    Exemplos clássicos são as condições impostas para uma promoção que envolvam favores sexuais, ou a ameaça de demissão caso o empregado recuse o flerte do superior.

    Geralmente a vítima do assédio sexual é a mulher, embora nada garanta que ele também não possa ser praticado contra homens. Do mesmo modo o agressor pode ser homem (mais comum) ou mulher.

    • Asdrubal:

      Obrigado, shô professô! 😉

  • Danibyo:

    Fiz um comentário nesse tópico…! porque vocês botaram pra moderação!? Desse jeito vou ter que cancelar minha inscrição neste site anti-democrata!

  • Ayeka:

    Agora eu lembrei da minha época de escola, era triste tanta besteira que as pessoas de lá faziam.
    Uma vez estavamos sem professor e um menino, deveria ter uns 15 por aí, sentado lá atrás da sala tirou o pênis para fora e começou a ser masturbar. Foi uma situação tensa, as pessoas fingiram que não viam nada, ninguém disse nada para a coodernação, pois muitos tinham meio que medo da pessoa em questão.
    Também tinha o outro que sempre abaixava as calças na hora do intervalo para mostrar a bunda, se bem que nesse caso era mais brincadeira e ele foi pego.
    Eu particulamente, cheguei a ser assediada por um dos alunos da minha sala, ele era um daqueles garotos altos e marrentos que ninguém gostava de se meter, então um belo dia ele resolveu começar a dar em cima de mim. Até aí beleza, seria só ignorar, porém ele começou a pertubar, pegava a cadeira colocava do meu lado e dizia um monte de besteiras perto de mim (pornografias mesmo), eu falava para ele que não estava interessada, mas a criatura não desistia. Teve um dia que ele colocou a mão no pênis e quase em seguida encostou com a mão na minha boca. Depois disso, bem eu me irritei, usei das minhas artimanhas e acabei humilhando ele (armei uma para cima dele), ele foi zuado por um bom tempo a partir disso, então esqueceu de mim. Quando foi se lembrar eu já tinha aprendido a lutar um pouco (judô) e acabei fazendo ele passar uma vergonha ainda maior, fazendo ele cair, após tudo isso ele nem olhava mais para minha cara. E ainda fiquei com fama de durona na escola. xD~
    Devo ter passado por mais uma ou outra, mas sempre dava um jeito, se não podia com a força usava minha sagacidade.
    Minha dica para quem é vítima de assédio é a seguinte, não aceite isso, você não é obrigada (o) a fazer nada que não queira, use sua inteligência e saia dessa! As pessoas costumam tentar assediar e abusar quem é fraco(a) se você se mostrar forte meio caminho já foi andado.

    • Nik:

      “Acho que tu ta assistindo muito filme.
      mas nem vo te encomodar ne? afinal vc luta judô…..”

      Pequeníssima observação: Já encomodou. 🙂

    • Nik:

      Opa, opa… Calma aí. Primeiramente NÃO SOU SEU AMIGO.

      Não tenho realmente nada de interessante sobre a matéria para comentar, MÃÃÃS tenho um senso de justiça muito forte. Forte o suficiente para não conseguir ignorar um “troll” que diz entender “de mulheres” (já errou aí) zombar das mesmas.

      Sou encrenqueiro? Achei que gostasse disso, você que sempre provoca os outros.

      Eu julgo? Todos aqui julgam, rapaz! Olhe os negativos aí!

      E finalizando… não sou pau-mandado de ninguém, gosto de mulheres (em particular, ruivas e morenas :]) e quem eu defendo não é da sua conta. ¬¬’ (até porque percebi que algumas aqui sabem se defender muito bem)

    • Nik:

      Ah, então é esse o seu problema. o-o’

      [Desviando novamente totalmente da matéria…]

      Engraçado, na época de escola eu já fiz uns valentões chorarem (teve um gordo no estacionamento que deu pena), porque eu nunca deixei barato e sempre tinha uns planos ótimos… Foi defendendo uma garota de um desses babacas que eu percebi o quão burros eles eram. o_õ

      E caaaaraaaa, seria realmente incrivel ver você “robá” meu lanche preparado especialmente pra você com um laxante, ou sonífero, ou pimenta, ou os 3… (facilitando você também)

      Mas ta ok, já passou a época em que eu precisava me preocupar com gente como você. Adeus aí~

    • Ayeka:

      Pior que a história é verdadeira sim, mas eu não comecei a lutar por causa dele, comecei porque sempre me interessei por lutas (é algo de família).
      Ocorreu que o aprendizado me foi útil para outras coisas também, ainda demorei a briguar propriamente dito, porque a filosofia não é essa de sair batendo nas pessoas e sim autodefesa.
      O porquê de ele não revidar não faço a mínima ideia, eu francamente esperava que ele fizesse isso, fiquei até o resto do ano letivo meio paranóica. Felizmente ele simplesmente me ignorou.
      Não eu não estou assistindo muito filme e se fosse o caso meu relato conteria trechos de terror que é o gênero que assisto mais.
      Sabe ao contrário de algumas pessoas, dificilmente eu brinco quando se trata de falar assuntos sérios.

  • Cayo César:

    vish.. a putaria nas escolas tah geral!! meninas de 11 e 12 anos, crianças!! se oferecendo aos garotos, e claro, os mesmos aproveitam!! semana passada mesmo, houve um caso de uma menina de 13 anos, masturbando um garoto de 14, dentro da escola e o garoto filmou tudo!! e o que aconteceu depois, alguma punição?? kkkk.. nada!!!! as escolas até tentam, mas os jovens estão terriveis, parece que a base da educação que eh formada em casa, simplesmente não existe!!

  • Danibyo:

    Analizando os fatos…com certeza o assédio sexual não é bom! principalmente para aquelas meninas bem criadas dentro da educação e pudor! mas como dizem alguns comentários…muitas acabam se erotizando e confundindo as mentes pervetidas.na internet está cheio de falta de respeito dos adolescentes delinquentes cujo os pais não se policiam e largam a deriva nas redes sociais e no youtube! O que elas e eles fazem? Se erotizam mostrando seus corpos recem formados. Isso é falta de pudor…A própria mídia dá mau exemplo em suas novelas e propraganda que vendem o consumismo erotizado. As meninas não querem roupas de criança mas , roupa de mulher adulta…! Até as bonecas cresceram com corpos e peitos adultos!Pensem bem… se vasculharem o orkut por exemplo… esta cheio de menininhas exibidas e sem pudor! O exemplo e os bons costumes vem de nós PAIS, temos que ensinar os nossos filhos atravez do exemplo e obras as coisas que convem e as que devem evitar…não culpar os professores pelo mau comportamento de nossos filhos!

    • Ezio José:

      Verdade! Quem quer respeito deve dar respeito.
      Pior que uma grande margem de meninas fazem isto e acabam denegrindo as que ainda não cederam.

  • Gui Melo:

    Sem generalizar claro, mas tem uns caras que chegam parecer animais quando vêem uma mulher, sério, é feio de ver.

    • Mochileiro:

      Os coitadinhos não sabem o que é uma mulher 😉

  • Noé P. Campos:

    Sem ter acesso à pesquisa, a conclusão a que se chega é que ela não foi conduzida com critérios técnicos suficientes.

    Pesquisar alguns milhares de alunos sem discriminar por faixas etárias e daí ditar conclusões com percentuais de “assédio” é no mínimo ridículo.

    Só um exemplo: como afirmar que 3,5% das meninas foram forçadas a atos sexuais? Por que não menos, se a pesquisa focar só crianças até 7 anos?

    E como não é muito mais, se muitas adolescentes de 14 ou 15 anos sabidamente transam porque querem, como tem sido declarado pelas próprias, inclusve abertamente, em certos jornais de tv?

    Para ser afirmado que há qualquer validade científica numa “pesquisa”, é preciso apresentar os critérios de inclusão ou exclusão, a amplitude do universo pesquisado e condições de controle.

    • Ezio José:

      A pesquisa refere-se a quem frequenta escolas.

  • André:

    Na minha escola as garotas erram as piores. Eram piores que os garotos. Depois dizem que os garotos só pensam “naquilo”.
    Não são só os garotos, as garotas também.

    • André:

      corrigindo: eram as piores*

    • Jacqueline Barbosa:

      É isso mesmo Arnaldo? Os meninos tem direito de sentir desejo, mas a elas esse direito negado, é visto como permissão ao abuso.

  • celiane:

    ainda tem gente que diz que não existe mais machismo. basta ler esses comentários de quem acha que a vida da mulher se resume a ser ou não desejada. esses são os mesmos que defendem os estupradores.

    • Asdrubal:

      Do meu ponto de vista, hoje em dia todos se exibem. Mulheres e homens. Antigamente as mulheres mal se exibiam, os homens não, hoje em dias mulheres exibem-se e os homens também. Não noto diferença de um para outro. Não é só as mulheres, os homens também querem ter aquele look especial do actor preferido, ou o seu ídolo da bola.

  • Pica da Galáxia:

    Situação:

    Uma mulher passa pela calçada e os pedreiros a assediam. Ela pensa: nojentos, quem acham que são, como se tivessem chance….

    Essa mesma mulher passa pela calçada e os pedreiros nem a notam. ela pensa: nossa! será que to tão mal assim? nem os pedreiros me assediam!

    Essa é a pura verdade!

    • Nik:

      Não é a pura verdade não, é uma tentativa falha de fazer humor com um assunto realmente sério! o_õ

    • José:

      Disse o dono da verdade…….

    • Nik:

      NÃO É JUSTO entre vários comentários de mulheres desabafando sobre um assunto sério aparecer um babaca, isso mesmo, UM BABACA fazendo piadinhas.

      Sou um pé no saco? Me odeia? Que ótimo. Entra na fila.

    • Nik:

      Vivo em uma casa cheia de mulheres, a maior parte da minha família é composta por mulheres (vovó, tias, primas… s2).

      Se eu não às entendo (admito que às vezes é confuso) pelo menos aprendi a respeitá-las…

    • Nik:

      Denovo fazendo piadinhas…
      Chega, cara. Você não veio aqui para adquirir ou compartilhar conhecimentos, veio zombar de tudo e todos e acontece que aqui não é lugar disso. Caso encerrado.

    • Pica da Galáxia:

      que meda! pra esse xilique ai que tu teve’ pra fica 10 só faltava no final: Olha que eu ti afogo! magoei!
      tchau coisinha meiga.

  • Asdrubal:

    “É difícil encontrar alguém que não tenha sofrido nenhum tipo de assédio sexual na escola.”

    Eu!

    A não ser que seja considerado empurrármo-nos uns aos outros para a casa de banho das meninas. 😀

    Nem nunca conheci nenhum caso de assédio, se bem que um colega no 5º ano com 10 anos, levantou a saia de uma menina.
    Mas isso é a maior naturalidade, não é assédio, é muitas vezes “curiosidade infantil”.

    Mas acredito que hoje em dia o assunto esteja mais sério, com a total liberdade da net, aprende-se coisas antes dos 10 anos de idade que eu só aprendi depois dos 18 anos. E depois são miúdos imaturos e irresponsáveis que se querem aventurar sem nenhum pensamento de responsabilidade. Acredito mesmo que hoje em dia haja casos complicados de assédio sexual durante a adolescência nas escolas. Coisa que há uns 15 anos atrás quando era eu adolescente não existia.

    Deparo-me muito hoje em dia com notícias dessas de assédio sexual e bullying nas escolas que no meu tempo não existia.

    Ahhh anos 80 e 90… 😉

  • gloria:

    A vida já é tão difícil de ser vivida porque ainda encontramos pela frente esses protótipos de pederastas?

  • Amanda:

    Com 11 anos, um menino já disse que queria arrancar meu vestido e fazer uma coisa indevida com meus seios. Nossa, eu quase chorei naquela hora

    • dacio:

      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk isso foi muito engraçado!

  • Lola:

    Viixe, na minha escola é exatamente desse jeito…se não for pior.

  • Leandra:

    Não foi exatamente na escola, mas acho que vale o relato.

    Quando eu tinha por volta dos meus 12 anos, estava indo até um mercado perto de casa. Dia quente, shorts, regata e tênis e eu subindo uma ladeira gigantesca para chegar até ao local.

    Na volta, quando estava descendo, um homem subia. Como meus pais sempre disseram ‘cuidado com estranhos’, fui para o outro lado da calçada. Eis que ouço; ‘Nossa senhora, se eu te pegasse te comeria inteirinha’.

    Nessa idade já se sabe uma ou duas coisas da vida sexual. Como a rua estava deserta, não deu outra; corri até em casa desesperada, morrendo de medo de dar de cara com o sujeito novamente. Em casa, menti para meu pai, dizendo que havia um cachorro solto na rua e que eu havia corrido (isso pelo menos explicaria a pele branca feito papel e o corpo trêmulo).

    O pior de tudo isso é encarar os pais, sem dúvida. Ambos te criam com todo o cuidado do mundo, amor, carinho, não querem que nada te aconteça e isso ocorre. Eu não conseguia encarar meu pai. O que ele faria se soubesse disso? Se sentiria o último dos pais da terra…

    Felizmente o meu caso não é dos piores. Quando eu morava no interior, o que ouvia de meninos (ÉÉÉÉ, meniNOS) que moravam perto de canavial e sumiam não é brincadeira. Mais do que policiamento, é necessário alguma forma de educação dos adultos e da nova geração. Infelizmente ainda vivemos um período que é normal julgar ou intervir na vida do próximo como bem acharmos que devemos.

    • Márcio M:

      Leandra, a problema é que vc teve uma educação diferenciada. hoje, sexualidade infantil faz parte das grades de ensino. Nossa realidade está avançando muito nesse aspecto, e temos que acompanhar. Tudo está acontecendo de maneira precoce (infelizmente). Crianças que deveriam estar brincando, aproveitando a infância já se interessa mais por sexualidade. Tem o seu lado bom, a INFORMAÇÃO. Espero que saibam utilizar essa informação que lhes são passadas nessa fase de suas vidas.

    • Flor de Lis:

      Leandra, sinto muito que vc tenha passado esse tipo de situação. Só uma mulher entende realmente o que uma coisa dessas pode nos fazer quando nos chega aos ouvidos.

    • Ayeka:

      Quando era criança eu também costumava ser “cantada” direto na rua por homens (HOMENS), ficava um pouco assustada, quer dizer, eu era uma criança e os caras homens feitos de 30 anos ou mais.
      E por vezes falavam obscenidades.

  • 3dx:

    ainda bem q na minha escola é pequena e não acontece isso(na nossa sala)

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