Confirmada a transmissão via sexo do vírus Zika

Por , em 4.02.2016

Autoridades de saúde do estado norte-americano do Texas afirmaram que uma pessoa em Dallas parece ter passado o vírus Zika para outra pessoa através do sexo. As informações são do portal Live Science.

Funcionários do Dallas County Health and Human Services (DCHHS, o centro que administra a saúde na região) disseram que uma pessoa na área foi infectada com o vírus Zika depois de ter contato sexual com outra pessoa que havia retornado da Venezuela, onde o vírus está se espalhando, e estava doente. O caso foi confirmado na última terça-feira, dia 2, pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) do governo federal.

“Agora que sabemos que o vírus Zika pode ser transmitido através de relações sexuais, isso aumenta a nossa campanha de sensibilização para educar o público sobre como proteger a si mesmo e aos outros”, disse Zachary Thompson, diretor DCHHS, em um comunicado. Thompson observou que a abstinência ou preservativos são os melhores métodos de prevenção contra doenças sexualmente transmissíveis.

Transmissão sexual

O vírus Zika, que atualmente está se espalhando por mais de 20 países da América Central e do Sul e no Caribe – sendo esperados até 4 milhões de casos na região este ano – é geralmente transmitido por mosquitos. Mas, em casos raros, há relatos de que ele possa se espalhar através do sexo.

Por exemplo, em 2008, um cientista americano contraiu o vírus enquanto trabalhava no Senegal, e aparentemente o transmitiu para sua esposa quando voltou para casa, no Colorado. A transmissão sexual era a forma mais provável de a mulher ter sido infectada, de acordo com um relatório do caso escrito pelo cientista e seus colegas à época.

Em um estudo publicado no ano passado, os pesquisadores relataram a descoberta do vírus Zika no sêmen de um homem que estava infectado com o vírus durante o surto de 2013 na Polinésia Francesa.

O perigo do Zika

O caso de Dallas é o primeiro relato do vírus nos Estados Unidos este ano. As autoridades de saúde preveem que poderia haver pequenos surtos do vírus no país a partir da disseminação em mosquitos, mas isso ainda não aconteceu.

A infecção com o vírus Zika geralmente não causa sintomas, mas pode causar febre, erupção cutânea, dor nas articulações ou olhos vermelhos em algumas pessoas. No entanto, a maior preocupação das autoridades de saúde é com a ligação entre o Zika em mulheres grávidas e microcefalia – um defeito de nascença em que a cabeça do bebê é anormalmente pequena. No Brasil, o número de casos suspeitos de microcefalia aumentou drasticamente em 2015, ao mesmo tempo em que o país estava passando por um surto do vírus. Os pesquisadores também descobriram o vírus no tecido cerebral de crianças nascidas com microcefalia.

Por causa desta suposta conexão, nesta segunda-feira, dia 1, a Organização Mundial de Saúde chamou a ligação entre o vírus Zika e microcefalia “uma emergência de saúde pública de interesse internacional”. [LiveScience]

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2 comentários

  • Rodrigo A. Sena Pereira:

    Muito preocupante!!

    • Rodrigo A. Sena Pereira:

      Já não bastava as doenças antigas, agora mais uma nova (por enquanto ainda não mortal)!!

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