Cientistas descobrem localização de humanos antigos a partir de dentes

Por , em 27.11.2011

Um sotaque pode dizer de onde uma pessoa é, mas e se elas não podem mais falar? Cientistas estão descobrindo isso pelos dentes. Pesquisadores estão analisando a composição química de dentes de humanos primitivos para identificar os locais em que esses indivíduos cresceram e como eles se moviam pelos arredores.

Uma análise de alta tecnologia conhecida como ablação a laser é usada para medir as taxas de isótopos de estrôncio encontrados no esmalte dentário. O estrôncio é um elemento naturalmente encontrado em rochas e no solo, e é absorvido por plantas e animais.

Como os únicos sinais de estrôncio estão vinculados a determinados substratos geológicos – como o granito, basalto, quartzito, arenito e outros – eles podem ajudar a identificar as condições específicas das paisagens onde os hominídeos antigos viveram.

A imagem acima mostra um dente provavelmente de um Australopitecos (Australopithecus). Uma série de minúsculos sulcos horizontais deixados pelo laser é visível no lado direito da coroa do dente. Tradicionalmente, os cientistas medem as relações de estrôncio em outra substância, como o esmalte do dente, perfurando um pequeno pedaço de dente e o dissolvendo em ácido, o que remove a maior parte do material dissolvido, exceto o estrôncio.

O laser é uma nova maneira de medir amostras, e nem sequer laboratórios de química são necessários para isso, o que está facilitando o processo. A partir de pesquisas como essa será possível ter um panorama mais claro do ambiente em que viveram os antigos hominídeos. [LiveScience]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

Deixe seu comentário!