Cientistas descobrem uma droga que faz crescer células cerebrais

Por , em 11.07.2010

O estudo, realizado em roedores, baseia-se na constatação de que todos os mamíferos, incluindo humanos, fabricam células do cérebro ao longo da vida.

Segundo os cientistas, nós produzimos novos neurônios todos os dias, o problema é que a maioria morre. A nova droga, então, poderia ajudar as células mais novas a sobreviverem e crescerem para funcionarem como células cerebrais.

O composto que permitiria uma maior sobrevivência destas células é chamado P7C3. Os pesquisadores já começaram a fazer ajustes para torná-lo mais eficaz, e disseram que ele parece seguro e funcionaria até mesmo na forma de pílula.

O composto é similar às drogas contra o Alzheimer experimentais, e inclusive pode proporcionar meios para melhorar os seus efeitos.

A pílula está sendo testada e os cientistas esperam reforçá-la para torná-la bastante útil. Se assim for, esse trabalho ofereceria testes concretos para o desenvolvimento de versões melhoradas destes fármacos neuroprotetores.

A doença de Alzheimer destrói gradualmente o cérebro e afeta 26 milhões de pessoas no mundo. Drogas tais como Aricept, da Pfizer Inc, melhoram os sintomas minimamente.

As pesquisas realizadas com os ratos provaram que os que ingeriram o composto tinham três vezes mais que o número normal de neurônios em uma região do cérebro chamada giro dentado.

Quando os pesquisadores testaram os compostos Dimebon e Serono, eles descobriram que essas drogas também estimularam o crescimento de novas células cerebrais. Ser capaz de segmentar os seus efeitos pode levar a melhorias nos medicamentos para tratar não só a doença de Alzheimer, mas também outras doenças que destroem as células do cérebro, como AVC e esclerose lateral amiotrófica, também conhecida como doença de Lou Gehrig. [Reuters]

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9 comentários

  • Claudia Schulz:

    Fantástico saber que estamos progredindo nesta área tão complexa. Interessante tambem seria saber se isso servitia na recuperação de lesões cerebrais.

  • ALDAIR:

    CADA NOTICIA É UMA ESPERANÇA PARA OS PORTADORES DE ELA.CASO ALGUEM TENHA MAIS NOVIDADES,MANDE-ME UM EMAIL.TENHO UMA PESSOA DA FAMÍLIA COM ESTE PROBLEMA.OBRIGADA BE VAMOS TORCER PELA CURA DESTE AMAL.

  • Luis A. M. MANO:

    venho por meio a vossa excelencia gostava de saber em relação ao medicamento novo para esclerose lateral amiotrofica em que ja ando dois anos com a doença ´não meio de encontrar e que mandam-sem uma resposta

  • Lucas Viana:

    É giro “denteado” e não “dentado” como está escrito no final do texto.

  • mariamaria:

    deus ajude que vai dar certo essas pesquisas futuramente vai ajudar muitas gente

  • Cristiane:

    Espero que haja logo resultados positivos em humanos,pois recentemente perdi um ente querido com ELA.

  • Bruno Calixto:

    Maravilhoso!!!

    Espero que se consiga mesmo… Tenho um avô que te Alzheimer, e pensando geneticamente esses genes defeituosos podem ter passado para mim. Então será uma boa para quem tiver a doença, obrigado cientistas!!!

  • MrK:

    Importante a saber é qual a contra-reação que pode dar em caso dos neurônios durarem um tempo de vida muito prolongado. Em verdade, há questões muito delicadas a se tratar.

    esclerose lateral amiotrófica = essa é a mesma doença de Stephen Hawking.

  • Marcos:

    Bons dias !
    Tomara que dê certo logo, pois milhões de pessoas no mundo seriam beneficiadas.
    Abraços

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