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Cirurgias de próstata em homens com baixo risco de câncer podem ser arriscadas

Câncer de próstata tornou-se uma verdadeira paranoia nas últimas décadas. Alguns homens, ainda longe da “melhor idade”, insistem em retirar sua próstata mesmo que haja pouco ou nenhum risco de câncer diagnosticado. Essa “obsessão” de parte da população masculina levou pesquisadores de New Jersey (EUA) a fazer um alerta sobre os riscos que envolvem o procedimento de se retirar a próstata cirurgicamente.

A próstata é uma glândula anexa ao sistema reprodutor masculino, e sua função é produzir uma das substâncias líquidas que constituem o sêmem. Está associada ao risco de câncer no local, e passa a receber maior atenção dos médicos a partir dos 50 anos de idade do paciente.

O problema que os pesquisadores detectaram é que muitos pacientes (1 milhão de americanos, por exemplo, no ano passado) têm sido diagnosticados indicadores que não fariam mal algum e não representam absolutamente nenhum risco de câncer. Apesar disso, têm a próstata retirada por cirurgia ou passam por um tratamento radioativo.

O “indicador de risco” para o câncer de próstata é a quantidade de uma proteína chamada PSA, que se eleva em homens com a doença. Entre 2004 e 2006, os pesquisadores analisaram 124.000 pacientes que estavam no grupo de baixo risco do câncer de próstata, ou seja, menos de 4 nano gramas da PSA por ml de sangue. Apesar de estarem abaixo dessa linha, 44% dos pacientes removeram sua próstata através de cirurgia durante o período, e outros 33% fizeram tratamentos à base de radiação.

Estes dois procedimentos (cirurgia e radiação) não estão livres de riscos. Em alguns casos, acarretam no paciente, que deseja se livrar das chances de ter um câncer que provavelmente jamais existirá, problemas como impotência e incontinência. É difícil decidir qual desses é o mais desagradável, mas é claro que um câncer é ainda pior. O problema é que homens saudáveis, por vezes, se submeteram à operação e contraíram problemas de saúde que não precisariam ter. [Reuters]

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