Descoberta a origem do sexo

Por , em 26.10.2014

Cientistas descobriram que a origem do sexo data de, pelo menos, 385 milhões anos. Graças a fósseis de um pequeno peixe chamado Microbrachius, foi possível constatar que essa é a idade da primeira relação sexual conhecida. Os animais petrificados estão enganchados pelos seus braços articulados e suas clásperes genitais ósseas também estão ligadas para transferir o esperma do macho para a fêmea.

As imagens abaixo ilustram os hábitos destes animais espertinhos.

Acasalamento dos Microbrachius

Uma cena de sexo bastante incomum ocorre cerca de 385 milhões de anos atrás, na qual dois pequenos peixes Microbrachius ligam seus “braços” e fazem manobras complicadas para que o clásper genital do macho se junte com placas genitais do sexo feminino. Este movimento esquisito representa a mais antiga cópula conhecida no mundo.

Cópula dos peixes

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A descoberta de fertilização interna em Microbrachius de água doce, que viviam em lagos no que hoje é a Escócia, de 385 milhões anos atrás joga a origem da cópula para os primeiros vertebrados com mandíbula. Os machos usavam um clásper em forma de L para transportar o esperma, enquanto as placas genitais femininas davam ao clásper um lugar para se acomodar.

Fóssil do Microbrachius

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Acima está o fóssil do Microbrachius. Estes peixes mediam 7,6 centímetros de comprimento e eram cobertos de uma armadura óssea. Ranhuras no clásperes ósseos (as formações que se parcem com um L na base dos corpos) destes animais podem ter fornecido um caminho para o esperma.

Microbrachius fêmea

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Este fóssil feminino do Microbrachius mostra um exemplo das placas genitais onde os machos poderiam inserir seus clásperes durante o acasalamento. Placodermos, o grupo de peixe pré-histórico blindado de que Microbrachius fazia parte, foram os primeiros animais a evoluir mandíbulas, dentes, membros posteriores emparelhados e ouvidos internos modernos. Mais tarde, os peixes perderiam a capacidade de acasalar pela cópula em favor da desova externa, mas alguns evoluíram para recuperar a fertilização interna.

Placas genitais

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À esquerda estão as imagens dos clásperes em forma de L dos machos de Microbrachius e do peixe placodermo Austroptyctodus gardineri (D a G). As duas colunas da direita mostram placas genitais femininas do peixe “antiarchi”, o mais velho dos placodermos blindados.

Clásperes

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Fragmentos de Microbrachius encontrados na Estônia, onde o pesquisador John Long notou pela primeira vez que estes peixes antigos poderiam ter copulado. Ao examinar fósseis da Universidade de Tecnologia de Tallinn, Long encontrou uma placa de placodermo com um “estranho tubo de osso” ligado a ele. Ele suspeitava que poderia ser um clásper genital, mas precisava de mais evidências fósseis para sustentar sua explicação.

Gerando clásperes genitais

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Fósseis masculinos de Microbrachius em vários estágios de desenvolvimento revelam o crescimento de suas clásperes genitais. Na imagem A e B, clásperes subdesenvolvidos não têm a forma de L vista em peixes adultos. C e D mostram como os clásperes crescem. [LiveScience]

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1 comentário

  • Luiz Eduardo Andrade Reis:

    sempre acompanho esses artigos que vocês publicam, gosto muiiiiiiiiito de ciências e história, são matérias essenciais ao ser humano

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