Eficácia do controle de natalidade pode ser diferente em mulheres obesas

Por , em 20.07.2010

Devido à recente epidemia de obesidade nos EUA, vários estudos têm posto em causa a eficácia do controle da natalidade em mulheres obesas e com sobrepeso.

Um recente artigo de revisão, que analisou os resultados de sete estudos sobre o sucesso de contraceptivos hormonais, concluiu que a situação pode ser mais complexa do que se pensava. Alguns métodos de controle de natalidade, como a pílula, podem ser menos eficazes em mulheres obesas, enquanto outros, tais como as injeções, podem funcionar igualmente.

Aumentando a confusão, os cientistas sabem muito pouco sobre como a gordura extra pode levar a alterações no metabolismo e como afeta o modo como são tratados os contraceptivos pelo corpo.
Em um estudo de pílulas anticoncepcionais, as mulheres com um índice de massa corporal (IMC) na faixa de sobrepeso (IMC de 25 ou mais) tiveram um risco maior de gravidez do que as na faixa de peso normal. Porém, dois outros estudos não encontraram nenhum risco.

Outro estudo, de adesivos na pele contraceptivos, o maior peso corporal – não o IMC superior – foi associado com maiores riscos de gravidez. O IMC é um indicador da quantidade de gordura que uma pessoa tem, enquanto que o peso do corpo reflete o tamanho total do corpo.

Outros contraceptivos, tais como hormônios injetáveis ou implantáveis podem ser afetados pela massa corporal, mas havia pouca diferença na taxa de gravidez entre mulheres obesas e não-obesas que usaram estes métodos.

Muitos pesquisadores acham que as alterações metabólicas associadas com obesidade – em particular, a quantidade de gordura corporal – poderiam fazer o controle da natalidade hormonal menos eficaz. Eles também podem trazer riscos para a saúde: estudos mostram que os contraceptivos baseados em estrogênio podem aumentar o risco de ataque cardíaco, coágulos sanguíneos, pressão alta e doença da vesícula biliar em mulheres obesas.

Algumas mulheres podem recorrer à contraceptivos à base de progesterona, tais como o injetável Depo-Provera, mas se você já estiver com sobrepeso deve saber que existe um risco de ganho de peso no primeiro ano que se toma o medicamento.

Outro estudo no início deste ano constatou que as mulheres obesas simplesmente são menos propensas a usar certos tipos de controle de natalidade e a ter gestações não planejadas. Uma ideia é que as mulheres obesas têm menos probabilidade de usar métodos contraceptivos orais com medo de ganhar peso, ou os profissionais de saúde estão hesitantes em prescrevê-los.

No entanto, os investigadores dizem que os métodos contraceptivos estudados ainda estão entre os mais eficazes se usados quando recomendados. [LiveScience]

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2 comentários

  • BRUNA:

    ROSANGELA JA OUVIO FALAR QUE BOCA FECHADA NÃO ENTRA MOSQUITO.O ARTIGO DA NATASHA ESTA BOM ATE AI TUDO BEM.MAIS NEM TODA GENTE TEM A MESMA OPINIÃO QUE A SUA OK.NINGUEM TEM O DIREITO DE TIRAR A OUTRAS OPINIOES SOU PORQUE NÃO AGRADOU A CERTAS PESSOAS PORQUE VOCE NÃO É MAIS NEM MENOS QUE NIMGUEM MUITAS VEZES MANDAM MODERAR E RETIRAM OS COMENTARIOS SEM RAZÃO E O SEU COMENTARIO PRECONCEITUOSO ESTA NO AR EU ACHO ISSO PESSIMO.XAU

  • Rosângela:

    Mais uma vez, parabéns! Natasha por mais um excelente artigo.
    E por sua sensibilidade de estabelecer parâmetros a determinados “comments” evitando assim que seus leitores tenham o desprazer de perder tempo lendo textos com péssima ortografia e “unpleasant words”.

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