Escolher bebê menino ou menina: mito ou realidade?

Por , em 18.04.2013

Menino, menina… para muitos casais, tanto faz. Para outros, porém, há uma preferência pelo sexo do bebê e, seja qual for o motivo por trás disso, inicia-se uma busca por maneiras de influenciar, ainda na gravidez, o sexo do bebê.

Não faltam estratégias de sabedoria popular (como ter relações em determinadas épocas do ano ou seguir determinadas dietas), mas o que a ciência tem a dizer sobre isso?

Na década de 1960, o livro How to Choose the Sex of Your Baby (lançado no Brasil com o título “Escolha o Sexo do Seu Filho”) foi sucesso de vendas nos Estados Unidos. Os autores, Landrum B. Shettles e David M. Rorvik, defendiam que o espermatozoide que carrega o cromossomo Y (que dá origem a um menino) se desloca mais rapidamente do que o que carrega o cromossomo X (que dá origem a uma menina) e, por isso, se o casal tiver relações em um período próximo ao da ovulação, as chances de nascer um menino seriam maiores.

Ainda de acordo com os autores, o “espermatozoide Y” pode ser rápido, mas morre antes. Ou seja: se o casal tiver relações alguns dias antes da ovulação, é provável que os “espermatozoides Y” morram antes de chegar ao óvulo, aumentando as chances de ele ser fertilizado por um “espermatozoide X”.

Timing é tudo?

Na década seguinte, um estudo publicado no The New England Journal of Medicine encontrou poucas evidências de que o intervalo entre a ovulação e a última relação sexual antes dela influenciaria o gênero da criança.

Além disso, enquanto algumas pesquisas sugeriram que em períodos de guerras e outros conflitos é mais comum o nascimento de meninos, outros mostraram que o estresse aumentaria a chance de nascerem meninas.

Pesquisas focadas na dieta da mulher antes da gravidez também trouxeram resultados curiosos: em um, cereal no café-da-manhã favorecia meninos; em outro, dietas com pouco sal e muito cálcio favoreciam meninas.

Em 2009, uma análise dos 400 estadunidenses mais ricos (segundo a revista Forbes) mostrou que homens que haviam herdado suas fortunas tinham mais chances de ter filhos do que filhas, quando comparados com aqueles que tinham enriquecido por conta própria. O autor sugeriu que aqueles que fizeram fortuna ao invés de ganhá-la passavam por mais estresse do que os herdeiros, o que talvez afetasse as propriedades do esperma.

Em suma: há tantos fatores envolvidos na gravidez que, ao menos de acordo com a ciência, “planejar” o gênero do filho não é algo simples.[Medical Xpress, NCBI]

Vote: 1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars

8 comentários

  • Marc F.B.:

    Isso é uma coisa boa!

    Claro que, para os que não querem correr riscos e têm dinheiro, a inseminação artificial seria uma boa ideia (óvulos fecundados e escolhidos de acordo com os cromossomos sexuais presentes)… Infelizmente isso ainda é considerado ‘antiético’, e por isso vai demorar muito tempo até que seja algo utilizável.

  • Silvio Ribeiro:

    My Gooooooood!

    Por favor, imprimam esta matéria e guardem por 10 anos.
    Depois leiam e morram de rir.

    No livro “Os Mensageiros” de André Luis, psicografado por Chico Xavier, o autor conta que acompanhou uma equipe de reencarnação no plano astral e detalha tintin por tintin, como se dá o processo.
    A preparação, os mapas (tipo configuração), o sexo, a cor, a família onde a pessoa nascerá, o karma, as tendências e habilidades, as doenças que engrentará até a data e como a pessoa morrerá e muito mais. Tudo muito bem computado.
    Quem manja bem de desenvolvimento de software entende melhor o que estou dizendo.
    Duvida? Leia o livro no capítulo “Reencarnação de Segismundo”
    Só não leia se achar que Chico foi um charlatão, que se enriqueceu vendendo livros ou pedindo o dízimo (rss)

    • Helton Nunes:

      Acreditar numa hipótese cientifica é tão pessoal quanto crer numa teoria sobrenatural. A única coisa que fazem as pessoas escolherem entre uma ou outra é o conjunto de evidências.

    • Silvio Ribeiro:

      Caro Helton:

      Estamos apenas no limiar do terceiro milênio, cujo escopo está fortemente relacionado com a moral, a ética e a espiritualidade no seu melhor sentido.

      Mitos e crenças milenares terão uma interpretação científica (com o avanço da ciência).

      Os dogmas criados pelas religiões desaparecerão diante do raciocínio lógico.

      A antiga idéia de ressurreição dará lugar à reencarnação, pela acepção da lógica e melhor assimilação da Lei da Justiça, à qual estamos todos submetidos.
      E submetidos também estamos à Lei do Progresso e da Evolução. Esta última nos é mais bem compreendida quando avaliamos a história da humanidade.

      Concordo plenamente com a sua citação de “campo das hipóteses”
      Dia virá em que o “campo das hipóteses” dará lugar ao “campo das certezas” cientificamente comprovadas pelo conjunto das evidências.

      Estamos atravessando os primórdios do caos na fase de transição da noite dos conceitos antigos para o amanhecer das novas realidades.
      Ou seja: Começamos a revolver nossas gavetas e delas eliminaremos tudo o que já não nos serve mais, inútil ou obsoleto.

      Então, QUE VIVA O CAOS.

  • Slf Precious:

    Portanto, de acordo com o texto, se nascer uma menina a mulher não sentiu muito prazer durante a relação, e o futuro papai não é bom de cama, ou pelo menos naquele dia, não foi :p

  • Matianelus:

    Falou falou e não concluiu se é mito ou não…

  • Marluci Meira:

    Ameiiii

  • Luzia Fernandes:

    Ainda bem!

Deixe seu comentário!