A evolução é um fato e estas 3 evidências provam isso

Por , em 12.11.2018

Nestes tempos de dúvida e desconfiança em relação à ciência e ao conhecimento, é importante reafirmar verdades absolutas adquiridas através de muita pesquisa e trabalho duro de cientistas. A evolução, por exemplo, não é uma hipótese. É um fato. Por mais de 150 anos, desde que Charles Darwin propôs a teoria que o tornaria uma das pessoas mais conhecidas da história da humanidade, a Teoria da Evolução passou por mais escrutínio e investigação rigorosa do que qualquer outra afirmação científica – e isso só a fortaleceu.

8 Exemplos da evolução em ação

Embora muitas pessoas queiram fazer parecer que a evolução não é amplamente aceita dentro da comunidade científica, isso não é verdade. Em todas as universidades, instituições de pesquisa e organizações científicas, a evolução não é apenas aceita quase que universalmente, é também a base sobre a qual estão sendo feitas pesquisas importantes. A evolução é a base da maior parte da ciência conhecida como biologia.

Caso você precise argumentar sobre o fato da evolução ser, bem, um fato, e não uma hipótese, o portal Futurism listou três evidências que podem ajudar nessa empreitada:

Traços comuns, ancestrais comuns

“Pense na sua família. Você e seus parentes mais próximos são mais parecidos do que você e seus primos. Da mesma forma, você se parece mais com seus primos do que com parentes mais distantes e mais com parentes distantes do que com pessoas do outro lado do globo. Quanto mais próximo você estiver relacionado, em geral, mais semelhanças você compartilha. É claro que essas semelhanças se estendem muito além do nível da superfície, alcançando nossa genética”, afirma o texto.

Esse padrão de semelhanças entre parentes mais próximos se estende por toda a vida na Terra. Essas semelhanças são conhecidas como “sinapomorfias”. São características que estão presentes em espécies ancestrais e são compartilhadas exclusivamente (em forma mais ou menos modificada) pelos descendentes evolutivos dessa espécie. As sinapomorfias vêm em hierarquias aninhadas relacionadas à variedade e intensidade das semelhanças.

Isso acontece porque as semelhanças foram herdadas de ancestrais comuns, e quanto mais atrás no tempo quaisquer duas espécies compartilham um ancestral comum, mais distantes as semelhanças se tornam. Você e seus primos compartilham os mesmos ancestrais comuns nos seus avós, mas você e seus irmãos compartilham ancestrais mais próximos – seus pais.

Por que você deve parar de acreditar na evolução

O texto destaca que espécies com um grande número de semelhanças tendem a viver perto umas das outras. Pinguins vivem apenas no Hemisfério Sul, marsupiais vivem quase exclusivamente na Austrália, cactos quase exclusivamente nas Américas, lêmures em Madagascar, etc. “Se a evolução não fosse verdadeira, esse padrão geográfico não faria absolutamente nenhum sentido. Além disso, essas semelhanças muitas vezes parecem ser completamente arbitrárias, em vez de terem alguma vantagem seletiva”. A imagem abaixo é um bom exemplo das semelhanças adquiridas por um ancestral em comum: embora sejam incrivelmente diversos, os insetos têm seis patas. Há provavelmente várias centenas de milhares de espécies de insetos e todas têm praticamente o mesmo plano corporal.

Espécies mudando com o tempo

A Teoria da Evolução de Darwin se tornou possível através da descoberta de fósseis de animais que habitavam a Terra milhões de anos atrás, mas que deixaram de existir. Os primeiros paleontólogos perceberam que espécies que viviam no passado são muitas vezes drasticamente diferentes de qualquer coisa viva hoje. Trilobites, dinossauros, preguiças gigantes, entre outros, sugerem que a vida na Terra mudou com o tempo.

Quanto mais voltamos no tempo, mais diferentes as espécies são quando comparadas com as espécies de hoje. Essas tendências gerais também podem ser vistas no nível individual, já que as linhagens podem ser vistas mudando com o tempo.

Como sabemos, no entanto, que as progressões de fósseis não representam apenas espécies separadas e não relacionadas? Primeiro, eles têm semelhanças que sugerem que eles estão relacionados. Em segundo lugar, essas progressões representam uma tendência, também conhecida como progressão de mudança. Por exemplo, ao longo do tempo, as espécies vão da baixa expressão de uma determinada característica à expressão intermediária e à alta expressão. Como a evolução das pernas, por exemplo. Não há elos perdidos na evolução.

“Os fósseis não são a única maneira de vermos a mudança de espécies. Podemos ver isso em um laboratório, através da distribuição geográfica como uma espécie se espalha, ou através de seleção artificial realizada por seres humanos”, ressalta o texto.

Falhas genéticas

As espécies carregam marcas de onde vieram. Esses sinais de origem podem vir na forma de traços reaproveitados, características que prejudicam as chances de uma espécie sobreviver ou se reproduzir. Simplificando, as espécies são falhas, e são essas falhas que contam claramente a origem natural delas.

Evolução: você entendeu tudo errado sobre ela

A maioria dos mamíferos pode produzir vitamina C. Eles não precisam se alimentar de frutas ou outros alimentos com vitamina C em sua dieta. Não é o caso para os humanos. Nós tivemos ancestrais que comeram frutas ricas em vitamina C por tanto tempo que nossos genes produtores de vitamina C sofreram mutações há muito tempo. Nós, no entanto, ainda possuímos seu remanescente na forma de pseudogenes.

Com estes três fatos em mente, temos a habilidade de olhar para qualquer espécie e perguntar algumas coisas. Por exemplo: ela compartilha semelhanças com outras espécies que podem sugerir que elas estão intimamente relacionadas? Podemos perguntar também se existem mudanças progressivas nesta espécie que podem ser vistas no registro fóssil, na história registrada ou na geografia, ou mesmo se a espécie em questão tem algum traço que seja remanescente das suas gerações passadas.
As respostas para essas perguntas mostram como a evolução é uma realidade da natureza – e uma de suas maiores belezas.

“Essas três simples perguntas podem, se você permitir, transformar a maneira como você olha para o reino biológico ao seu redor. Continue. Pergunta à vontade. A biologia nunca será a mesma”, conclui o texto do Futurism. [Futurism]

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