Gay ou hetero? Descubra pelo jeito de falar

Por , em 26.05.2011

Quantas vezes você não pensou que alguém era gay, só pelo jeito dela falar? Segundo uma nova pesquisa, quando as pessoas ouvem uma conversa de um homem e acham que ele é gay, elas estão prestando atenção em como ele diz as vogais.

Em estudos anteriores, pesquisadores registraram homens homossexuais e heterossexuais lendo longas passagens de textos de peças de teatro, e os participantes foram muito precisos em dizer quais eram as vozes de gay entre eles.

Agora, Eric Tracy, psicólogo da Universidade de Ohio, queria ver quanta informação as pessoas precisavam antes de decidir se um falante era gay.

Ele gravou um grupo de 36 homens homossexuais e heterossexuais falando palavras, como “massa” e “sabão”, e mostrou para um grupo de homens e mulheres.

Os voluntários do teste classificaram cada falante em uma escala de 1 a 7, para representar o seu palpite sobre a orientação sexual da pessoa: gay (7 pontos) ou hetero (1 ponto).

Os falantes gays receberam uma pontuação de 4,42 em comparação com os falantes heterossexuais, que receberam uma nota média de 3,45.

Uma vez que Eric descobriu que as pessoas tendiam a perceber a fala gay de forma diferente com base em palavras curtas, ele decidiu olhar mais atentamente qual parte da palavra era o “estopim” para a decisão.

Na próxima rodada, os ouvintes só ouviram partes de palavras. Quando eles ouviram uma combinação de uma consoante e uma vogal de uma palavra, como “ma”, foram bastante corretos em sua suposição, mesmo que a palavra estivesse incompleta. “Quando a vogal aparecia, as pessoas tinham certeza”, disse Nicholas Sentario, coautor do estudo.
Pela descrição de Eric, as vogais faladas por homens gays soavam mais alto e eram faladas prolongadamente.

O som que “confundia” os ouvintes era a letra “s”. Quando os sujeitos ouviam o “s”, cujo balbuciar é parte do retrato estereotipado do discurso gay, parecia mais provável classificar a pessoa como gay (mesmo os heteros).

Drew Rendall, psicólogo da Universidade de Lethbridge em Alberta, Canadá, adverte que o estudo parte do pressuposto de que existe tal coisa como “discurso gay”, e que os indivíduos respondem aos vestígios de um diálogo que se tornou generalizado e estereotipado de fala gay.

Esta é uma das questões que Eric planeja tratar em possíveis estudos futuros. Ele espera escolher falantes e ouvintes de origens variadas, ampliando o trabalho inicial, cujos participantes eram em sua maioria estudantes universitários.

Os pesquisadores acreditam que o estudo pode encontrar aplicação em, por exemplo, desenvolvimento de softwares automatizados de reconhecimento de voz, que poderiam usar alguns ajustes quando se trata de reconhecer sotaques e variações do discurso masculino.[MSN]

1 Star2 Stars3 Stars4 Stars5 Stars (1 votos, média: 5,00 de 5)

33 comentários

  • Vinicius Augusto:

    Acho mais interessante acabar com o preconceito para que, ao invés de ficar julgando se o cara é gay ou hétero, eu possa simplesmente perguntar para ele, direta e tranquilamente.

    • Ricardo:

      acredite amigo, se não houvesse preconceito e não tentassem julgar constantemente… os gays não teriam problema nenhum em se assumir.

  • PJ:

    Que estudo importante! Estou sendo irônico.

  • Leyde:

    Essa pesquisa é interessante e ajuda a não cometer certas garfias. Com o jeito que a pessoa conversa já dá prá saber qual assunto pode conversar com ela sem ofende-la, seja Gay ou hetero.
    Agora prá frente vou prestar mais atenção nas falas das pessoas.

    • Ezio José:

      As gafes são tão comum que não resume só no modo de falar, não. No modo de vestir (Restart), de andar e até no jeito de comer.
      O problema de interpretação é que achamos que os gays tentam imitar as mulheres ou vice-verso o que não é verdade. Assemelham as mulheres/homem com toque de exagero e típico deles mesmos.

  • Cairan:

    Conheço um montão de macho com fala de macho e gosta de cobra.
    Falar não significa nada.
    Tanta coisa pra estudar fica perdendo tempo com patifarias…

  • gloria:

    Há leis p\ punir quem discrimina gays, porque ainda tem gente preocupada em adivinhar a sexualidade das pessoas?Preconceito, e falta do q fazer!Independente de como é a voz ou a pronuncia , todas as pessoas merecem respeito, quem gostaria de ser rotulado de gay ,fanho, bobo ,burro ,bicha ou sapata, por ter um voz diferente da maioria, ha muita falsidade nesses assuntos de sexualidade , as pessoas levantam bandeiras em defesa aos gays na mídia mas no fundo são preconceituosos ,nunca assumem ,aí ficam fazendo testes p\ descobrir quem é gay ou ñ, interesa isso ?Vai diminuir o preconceito aos diferentes? Vai combater a fome no mundo?

    • Jullia:

      Discordo. Esses são estudos feitos para compreender os homossexuais, assim como existem estudos de fonologia para compreender os seres humanos em geral. Excluí-los de estudos seria um preconceito muito maior. O entendimento das diferenças entre homossexuais e heterossexuais serve para que a sociedade passe a aceita-las, diminuindo o preconceito, não aumentando.

  • vanildareis:

    KKKKKKKKKKKKKKKK!….SABAO E MASSA?POR QUE?

  • Chuck Norris Modafucker:

    “Chiclete” entrega… 🙂

  • magrela:

    Perda de tempo esse estudo, quando olho ou escuto um gay eu já sei!

  • luciana:

    Fala sério, e a gente ainda comenta!
    Isso é que é falta do que fazer. Vou achar um tanque de roupa suja prá lavar.
    Fui!!!!!

    • Ezio José:

      Ah! Depois lave as mãos com vinagre para que os dedos não fiquem escorregadios.

  • Elili Cristina:

    Mesmo sabendo que a pesquisa é estrangeira, o que vai ter de homem com medo de falar “massa” e “sabão”, é melhor ficar somente no “chicletinho”.

  • oxi!:

    como é?? o estudo foi feito em lingua inglesa? e usaram as palavras “massa” e “sabão”???? Sei não… :/

    • Vinicius Augusto:

      “mass” e “soap”

  • Pedro:

    cara como pode um estudo desses? só pode ser brincadeira…

  • Stefanny:

    Qual a finalidade da pesquisa? Quais as contribuições pra sociedade?

    • Ezio José:

      A finalidade da pesquisa, creio eu, que seja para livrar os heteros de adquirirem comportamentos idênticos aos gays. Já que que a tendência é a invasão desses do terceiro gênero no meio da sociedade. O convívio com certos comportamentos acaba por ser contaminado.

    • Loki:

      Éh!… Ezio José, pra ver como você é seguro de si né! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.

  • BossGrave:

    Ai páááááraaa, que estudo mais sem sentido! Bobinhos, nunca saberão quem é só pelo jeito de falar, não é?

    • Marcos:

      eu ri SHUSAHUASHUHUSSSHHHUSUHUAHUSHS
      UHSHSHUSHUSSHUHU

  • Gilmar Gil:

    Dificil julgamento , psicólogo , ciência está longe de uma conclusão sobre o tema . faltam analogia para ambos .

  • luciana:

    Que piada, Natasha
    Se for assim todos os padres são gays.

    • Felipe:

      Luciana, agora vc matou a charada, vai me dizer que vc nunca notou que ser padre é, pra muitos seminaristas ( a maioria ), uma forma de fugir de sua natureza sexual?

      Eles entram lá pra não ter que ceder à alternativa.

      E não falo isso sem saber não, meu irmão, que sempre foi um alegrinho, entrou lá por isso, mas saiu devido a certas coisas que aconteceram lá dentro.

      Hoje ele trabalha em uma igreja e vive uma vida normal, mas mesmo assim nem pensa em mulher ou se casar ou ter filhos, ainda prefere o celibato (mesmo sem ter a desculpa de ser padre), do que assumir sua sexualidade.

      Honestamente, não tenho nada contra, mas ainda acho melhor ser padre do que se vestir de mulher, embora ambos usem saia 😀

      Não que um gay obrigatoriamente vá se vestir de mulher ( embora alguns façam isso ), mas vc entendeu a piadinha 😀

      Ósculos pra vc

    • Cristiano:

      Perfeito seu comentário, Felipe. Isso até explica também o problema de se encontrar padres realmente vocacionados para a função…
      É muito difícil hoje em dia alguém aceitar, de livre e espontânea vontade (e não como uma fuga), o celibato, seja pessoas hetero ou homo, e dedicar sua vida inteira ao sacerdócio de padre.

    • Opiniático:

      Mais uma vez, confesso que dei boas risadas pelos comentários aqui exposto, isso aqui está bom demais!!!! Acredito que, dificilmente, deixaria de entrar em “Hypescience” para ler mais “resultados de pesquisas científicas” e me deleitar com os jocosos comentários; tanto de quem escreve as notícias, quanto de quem as comenta. Imagine só! Conheci um moço, aliás filho de distinta família da cidade onde nasci, que, quando abria a boca, qualquer um podia ver que se tratava de um “gay” dos mais arraigados, convictos e confessos. No entanto, ledo engano! O fulano (é claro que não declinarei o nome) só tinha de afeminada a voz. Além disso, fazia ele sucesso entre as garotas do bairro. Falava o rapaz naturalmente daquele jeito, mas em absoluto, creia-me, não era o que se pensava. Pois é. Toda regra há de ter sempre alguma exceção!

  • Jorge de Melo:

    Hum… Instrumento de discriminação encontrado!

    • Felipe:

      calma cara, ninguém aqui vai te julgar por isso.

  • Daniel Iserhard:

    veja bem, esse estudo foi feito com a língua inglesa, completamente diferente do português.

    • Miguel:

      Pois, o mais certo é esse estudo não se aplicar a todas as linguas…

    • Ezio Jose:

      É! E como ficam os franceses? (rs)

  • anderea:

    esse estudo n é 100% certo tenho certeza que ouve héteros sendo chamados de homossexual alias gay é uma palavra forte pense o que outros acharão antes de postar

Deixe seu comentário!