Híbrido de porco e chimpanzé deu origem aos humanos?

Por , em 10.07.2013

Não, não foi assim de uma hora para a outra que um porco e um chimpanzé cruzaram e nasceu um humano. Estamos falando de um longo processo e de fortes evidências apresentadas a nós pelo geneticista Eugene McCarthy.

Nesses dias, ter um doutorado é provavelmente a última coisa que você quer fazer se tiver o objetivo de revolucionar o mundo. Se, no entanto, você deseja propor uma ideia, em vez de uma tecnologia, o título talvez sirva para você.

Serviu para Eugene McCarthy, cuja carreira tem se focado em estudar a hibridização (ou “hibridação”) em animais. Ele agora cuida de um website de informações sobre biologia chamado Macroevolution.net, onde ele acumula uma impressionante série de evidências sugerindo que as origens do homem podem ser melhor explicadas pela hibridação entre porcos e chimpanzés.

Teorias extraordinárias exigem provas extraordinárias, e McCarthy não decepciona. Em vez de confiar em comparações de sequências genéticas, ele oferece comparações anatômicas extensas; cada uma das quais permite ser confrontada individualmente, mas são surpreendentes quando se analisa o conjunto.

Você pode se perguntar: por que ninguém chegou a essa conclusão antes? McCarthy sugere que é por causa de um excesso de dependência de dados genéticos entre os biólogos. Ele argumenta que os seres humanos são, provavelmente, o resultado de várias gerações de retrocruzamento com chimpanzés. Isso faz com que as comparações de dados de sequências de nucleotídeos mascarem de forma efetiva qualquer contribuição do porco.

De modo geral, os híbridos entre espécies, como mulas, ligres (híbrido entre leão e tigre) ou zebroides (zebra e alguma espécie de equino), são menos férteis do que os pais que os produziram. No entanto, como McCarthy documentou em seus anos de pesquisa sobre esse assunto, muitos híbridos conseguem cruzar e se reproduzir entre si. “A mula é um híbrido excepcionalmente estéril, mas não representa os híbridos como um todo”, observa. Ligres fêmeas, por exemplo, podem gerar descendentes em retrocruzamentos tanto com leões quanto com tigres.

McCarthy também aponta que a fertilidade pode ser aumentada através de retrocruzamentos sucessivos com um dos pais, uma técnica comum usada por criadores. No caso da hibridização chimpanzé-porco, a reprodução provavelmente teria acontecido entre um javali macho (Sus scrofa) com uma fêmea chimpanzé (Pan troglodytes) e os filhotes teriam sido alimentados por uma mãe chimpanzé entre os próprios chimpanzés. A evidência física para isso é convincente, como você pode descobrir por si mesmo no site do cientista.

Por mais estranha que essa hipótese possa parecer à primeira vista, ela possui o embasamento de um lista de especializações anatômicas extensa demais para ser apenas coincidência. As semelhanças no rosto, na pele e na microestrutura dos órgãos já é difícil de explicar. Outras características ocasionalmente observadas em seres humanos, como úteros bicornes e mamilos supranumerários, também seriam difíceis de terem sido incorporadas pelos humanos a partir de uma árvore puramente primata.

Perguntado sobre quando teria ocorrido essa hibridização, McCarthy apresentou duas possibilidades. A primeira é a de que a hibridização entre porcos e macacos tenha produzido os primeiros hominídeos há milhões de anos e que o acasalamento subsequente dentro desse grupo de híbridos tenha resultado nos vários tipos de hominídeos e humanos modernos.

Outra possibilidade levantada é a de que cruzamentos entre porcos e macacos teriam produzido hominídeos distintos – e ainda há uma possibilidade ainda mais assustadora de que essa hibridização possa ainda ocorrer hoje em dia, em regiões onde essas espécies continuam em contato, como no Sudão do Sul.

Esta última possibilidade pode não parecer tão absurda depois de ler os detalhes fascinantes que sugerem que a origem do gorila pode ser melhor explicada pela hibridização com o porco gigante da floresta, maior suíno selvagem do mundo. Este porco é encontrado no mesmo habitat do gorila e compartilha muitos hábitos e diversas características físicas incomuns. Além disso, a hibridização pode ser a explicação para os problemas de fertilidade e outras peculiaridades da fisiologia dos gorilas. [Phys]

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38 comentários

  • Jariel Cervantes:

    Então quer dizer que, em dado momento da pré história, alguns macacos resolveram praticar zoofilia com porcos e, com isso, geraram uma espécie totalmente diferente de simióides que evoluíram para o que nós somos hoje, ao passo que os macacos permaneceram como macacos? Isso só poderia acontecer se fosse através de manipulação dirigida de genes e inseminação artificial. Só faz sentido se forem incluídos alienígenas na equação.

    • Cesar Grossmann:

      Eu sei, eu sei, não faz sentido. Mesmo colocando os alienígenas na equação.

      É só mais uma hipótese maluca, tem muitas dificuldades insuperáveis nela, e o fato das duas espécies estarem separadas por dezenas de milhões de anos não é a maior delas.

  • Tiago Pesce:

    Conclusão: somos todos canibais por bacon!

  • luciana:

    Bem, o pinguço apresenta estas duas condições, a fase do porco e a do macaco.

  • Marcos Pedroso:

    Não conheço nenhum hibrido de mamífero cujos filhos ( Filhos e filhas)são férteis e possam formar uma nova espécie.
    Não acho este artigo provável.

    • Douglas Renato:

      Nós mesmo(ou pelo menos alguns de nós), somos híbridos Homo sapiens + Neandertal.
      na verdade varias espécies podem dar híbridos férteis…
      mas logico, nada a ver com macacos e porcos..

  • Victor Agmc:

    Quem tiver curiosidade de ler, aqui está as considerações feitas pelo cientista em seu estudo tendo como base evidências físicas, anatômicas e morfológicas, não tem nada cientificamente comprovado, mas vale a pena ler, no fundo não passa de uma teoria. Há vários comentários em “box verdes” que reforçam ou afastam a teoria.
    Concordo que os cientistas geralmente tem uma mente aberta e não devem se apegar a preconceitos na busca pela verdade. Mas é plausível cogitar algo assim? Ainda não sei, mas se existirem outros casos comprovados de hibridação de espécies tão distintas, principalmente entre mamíferos, começarei a crer que sim.

    • Ricardo Ribeiro:

      Nada plausível. Exponho inúmeros argumentos abaixo.

    • Cesar Grossmann:

      Não, é só uma HIPÓTESE. E das fraquinhas.

      O PZ Myers tem uma boa discussão sobre o por que esta hipótese é fraca, em http://scienceblogs.com/pharyngula/2013/07/02/the-mfap-hypothesis-for-the-origins-of-homo-sapiens/

    • Robert:

      Gente, vocês já chegaram a cogitar a hipótese de uma transmissão horizontal de genes ocorrida ao longo de alguns milhares de anos entre essas duas populações por intermédio de insetos sugadores de sangue como mosquitos e barbeiros?

  • Victor Agmc:

    A ciência estragando tudo novamente… a ciência já tirou a Terra do centro do universo, refutou as teorias criacionistas e agora sou descendente de um primata e de um porco! Vou fazer terapia e já volto!

    • Victor Agmc:

      Tava só brincando! Mas as vezes a ciência não é nada reconfortante. Deve se por isso que criamos a religião. rs

  • Cleomines Figueiredo:

    Bom, científicamente é mais uma TEORIA. E teoria se faz quantas queiram, no esquema tese/antítese e síntese, esta última é que o problema para se chegar nela. Contudo se este “cientista” não está certo na tese material, parece acertar bem na composição moral. Entre porcos e macacos, materialistas e palhaços (não no bom sentido)é sem dúvida o resultado do homem sem Deus. E 10 para o comentário do “comi o churrasco dos meus avós ontem”…rsrs

  • Além Aparências:

    Não é só um cruzamento de x com y…
    O a matéria fala acima é:”Estamos falando de um longo processo e de fortes evidências apresentadas a nós pelo geneticista Eugene McCarthy.”
    Entendem o que significa um longo processo para a ciência? Não? Volta para o primário na escolinha da tia Lú.

  • Ricardo Ribeiro:

    Vamos deixar uma coisa clara: o que esse cara faz não é ciência. Os resultados dele são rejeitados por toda a comunidade científica. São totalmente absurdos. Mesmo uma criança percebe as falácias que são cometidas. Mesmo uma criança percebe as generalizações ridículas. Ele, torno a dizer, cita híbridos entre animais de mesmo gênero e generaliza para situações totalmente absurdas, com animais que sequer são da mesma ordem. As teorias dele estão em um site pessoal. Ciência não se faz em sites. Ciência se faz por artigos publicados em revistas que possuem revisão por pares.

  • Carlos Ossola:

    Prefiro aceiar que somos descendentes dos “deuses” astronautas que vieram de Nibiru (o Marduk dos babilônios) e cuja epopéia da criação é exaustivamente narrada nas tabuinhas de barro dos milenários sumerianos,traduzidas pelo profundo conhecedor dos idiomas orientais, o sábio Zecharia Sitchin, nos seus livros “Gênesis Revisitado” e “O 12º Planeta. Confiram acessando (www.estantevirtual.com.br). Segundo Sitchin em priscas eras os annunakis (“aqueles que vieram dos céus”)< chamados de nefilins na Bíblia) pousaram suas naves na terra e criaram o primeiro humano de proveta fecundando com seu esperma o óvulo de uma antropóide produto da evolução na África do Sul. Não fosse assim, estaríamos até hoje pulando de galho em galho e fazendo passeatas pela diminuição do preço das bananas. Essa estória de porco apaixonar-se por macaca é demais pro meu gosto.

  • Willian Lima:

    ridicula teoria

  • Hudson Rodrigo Cruz Monteiro:

    Caramba, eu sempre tive a mesma ideia quando aos híbridos, desde o tempo de ensino médio, no qual se ensinava que híbridos não são férteis, e eu sempre discordei…

    Agora, se essa hibridização for realmente comprovada e aceita, pode mudar completamente a forma de se estudar a evolução dos mamíferos, se não de todos os outros animais…

    O que eu acho ótimo, na verdade xD

  • Ricardo Ribeiro:

    Lixo, lixo e lixo. Pensei até que fosse alguma pegadinha de 1º de abril. Esse cara pega exemplos de animais do mesmo gênero (Panthera tigris X Panthera leo; Equus zebra X Equus cabalus e outros Equus) e tenta, por meio de uma generalização primária absurda, deduzir que animais de gêneros e até de ordens diferentes cruzam e dão origem a descendentes semi-férteis. Pois eu proponho um teste: que qualquer pessoa nesse mundo me mostre um híbrido animal (não vale planta, pois orquídeas são um caso à parte totalmente explicável) me apresente um único indivíduo gerado por animais de gêneros distintos. O nome de quem acredita em historinhas assim é “ingênuo que cai em falácia de autoridade”. Esse geneticista é um cretino.

    • Ricardo Ribeiro:

      Ah, sim: deixando mais um aspecto claro… Quando encontramos híbridos férteis entre animais de gêneros distintos, sabem o que isso denota? Denota que estávamos errados ao considerá-los como pertencentes a gêneros distintos. Deixo isso claro porque, no site desse (pseudo)cientista há alguns exemplos de animais muito próximos, classificados erroneamente em gêneros distintos, hibridizando.

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Não sei qual sua formação mas para criticar um geneticista com tal autoridade, o mínimo que pode ser é ter conhecimento profundo na área. Ele não me pareceu usar falácia de autoridade, apenas apresenta uma hipótese e apresenta dados e profunda análise para tal, e tais dados serão avaliados por outros geneticistas, isso não é cretinice, é ciência.
      E, tal cruzamento que duvidas, existe afinal, e acima de gêneros diferentes, em famílias diferentes:
      1 – Intraespecíficas: são híbridos formados a partir de indivíduos da mesma espécie, porém entre subespécies diferentes. Exemplo: entre o tigre-de-bengala e o tigre-siberiano
      2 – Interespecíficos: quando estes são formados a partir de indivíduos de espécies diferentes como o caso do Ligre, um híbrido entre um tigre e um leão.
      3 – Interfamiliares: Apesar de extremamente raro existe registro de híbridos que ocorrem com o cruzamento entre famílias diferentes um dos poucos exemplos são os híbridos de galinha d’angola:
      AngolaxGalinha e AngolaxPavão

      4 – Interordinal: seriam os híbridos formados entre indivíduos de ordens diferentes, porem não existe registros. (Se você tivesse perguntado entre ordens distintas aí sim, não teríamos exemplos… mas vai saber… ausência de evidência não é evidência de ausência, e a genética tem outras ferramentas para ver tal possibilidade). Precisamos desse ítem para cruzar a ordem Primata com a Artiodátila.

      Acredito que somos meio porcos? não não é assim, ciência não é crendice. Existe uma hipótese, e sei que a ciência vai testa-la da maneira correta, e se ela tem o que ser testada, logo, não podemos descarta-la.

    • Ricardo Ribeiro:

      Lá vamos nós de novo: esse suposto “geneticista” é, na verdade, graduado em matemática. E, sim, isso faz toda a diferença. Aliás, o conhecimento deste senhor é tão escasso que ele também não aceita a teoria da evolução. E propõe uma outra “teoria”. Interessante, não? Ele pode saber de matemática, interessar-se por genética, mas as bases da biologia, ele não domina. O único artigo científico que eu encontrei publicado por ele na internet, diz respeito à criação de um sistema mais eficiente para calcular a hibridação. E de plantas. O novo modelo pode ser interessante, a nível computacional, mas diz pouco, já que hibridação de plantas é conhecido há séculos. Sobre hibridação animal? Nada.
      A pergunta que sou obrigado a fazer é: estamos falando, afinal, de híbridos férteis ou de qualquer híbrido, mesmo infértil? Pois é: híbrido de pavão com galinha d’angola não é fértil.
      Essa “teoria” sequer é uma hipótese. Está errada e fim. É apenas especulação e para se tornar uma teoria, teria que ter um longo caminho. De especulação, o mundo está cheio.
      O número de cromossomos simplesmente impede o pareamento. Porcos têm 40 cromossomos. Macacos têm 48 cromossomos. Não é possível haver híbridos de um cruzamento assim porque simplesmente não há pareamento. Gostaria apenas que este cientista demonstrasse sua “teoria”. Aliás, até o momento, ela não passa pelo crivo da refutabilidade, segundo Popper. Ou seja, de boas intenções…

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Bom não vou falar sobre o matemático ou geneticista… se o que diz sobre ele está certo não tenho o que discordar; só acho que a falta de formação não impeça alguém de ter conhecimento, impede de ter esse conhecimento reconhecido oficialmente e atrapalha a relevância de seus argumentos no PONTO DE VISTA da comunidade científica, mas não o impede de tê-lo.

      Interessante tocar na parte dos cromossomos, nessa eu não pensei, pensei só na taxonomia *mas a taxonomia não é a lei, mas sim a genética e a seleção natural*, a navalha de Occam devia começar por aí, e teu comentário também, aí eu teria entendido tua posição, baseada em fatos e não apenas em opinião, e até em que nível de conhecimento você argumenta *o que agora vi de não ser de um cético do método científico.
      No teu primeiro comentário, havia falado só apresentar ao menos um híbrido de duas espécies de gêneros diferentes *e foi o que respondi, existe sim*, você não especificou se fértil ou infértil. A princípio a primeira definição que conheci em biologia foi a de todo o híbrido ser infértil, depois descobrimos que havia exceções.
      Não é uma teoria científica, de fato. Teoria Científica é algo muito mais profundo.
      Não é hipótese… bem não conheço muito a definição exata… eu considero uma hipótese especulativa, e como elas são numerosas… até eu tenho umas :D.
      “Está errada e fim” é meio forçado, isso é absolutismo… foi o que disseram quando um cientista apresentou os quase-cristais e outro a relatividade geral. Podemos chamar de improvável, mas depende exclusivamente de um geneticista, apenas um, dizer, é improvável.
      No que concordo no total: se ele defende supostos indícios da hipótese avô-suíno, tem que testa-los, e depois ter esse teste submetido a outros cientistas… e com ou sem hibridização, a Evolução das espécies como nossa origem é inquestionável.
      Minha posição é a mesma, não podemos refutá-la só por ser estranha.

    • Ricardo Ribeiro:

      O estudo deste cientista começa com: tem que ser fértil. Esta é o tema central da “teoria” dele. Então, é óbvio que importa, sim. No começo do texto está escrito isto. Não é necessário que ele seja da área da biologia, no entanto, ele precisa ter conhecimento dela. E ele demonstra que não tem. Não apenas por descartar a genética que – supostamente – seria a área de domínio dele, mas também por descartar a seleção natural. E isto faz toda a diferença. Ele pode conhecer estatística e montar um modelo provável. No entanto, isto não faz deste modelo uma prova real. Como eu disse, ele se opõe totalmente a evidências científicas atuais. E sem refutá-las. No mais, a “teoria” dele também não é refutável. Para ser possível as considerações deste cientista, ele teria que criar um novo paradigma, refutar inúmeras provas e teorias testadas. Além do que, o estudo dele carece de revisão por pares. Foi publicado apenas em seu site. Ciência não se faz deste modo. As ideias dele são tão embasadas quanto a criptozoologia. Ausência de evidência não é evidência de ausência. Nem por isto iremos acreditar em um dragão invisível na garagem, sem provas.

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Mas é claro, não vamos acreditar em dragões translúcidos, falamos a mesma língua, ciência não é crendice.
      Eu também não me convenço duma especulação dessas, apenas acho interessante considerar a hibridização nas feições da humanidade, existe suspeita inclusive sobre entre nossos ancestrais e o neandertal, claro, muito mais compatível…
      Só temos que ter o cuidado pra não usar falácia de autoridade ao dizer que o outro pratica falácia de autoridade, é um campo delicado. Você falou de uma incompatibilidade cromossômica, eu ainda vou tirar um tempo e ler mais sobre isso e sobre hibridização, mas é altamente relevante.
      É fato também que na biologia, o conhecimento não é tal a ponto de afirmar uma lei de que todo o híbrido é infértil, temos uma tendência, mas não uma lei, e é por isso que exceções existem, saberia dizer que essa tendência não seria possivelmente quebrada também entre gêneros interordinais?

      No entanto, maior que possibilidades, está os fatos, a genética e a evolução. Por isso quanto a homo-suinos teus argumentos são sólidos fatos, tem a questão genética, e tem a questão evolutiva, e o sistema do cientista foge de alguns fatos importantes já estabelecidos. Só tenho a concordar, muito fraco até como hipótese.

      É melhor esperar pra ver, igual aos cometas gigantes e luminosos do MC-Canney, outro cientista com ideias um tanto… fora da linha.

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Ricardo, acho que isso responde tudo por hora. Abraços
      http://freethoughtblogs.com/pharyngula/2013/07/02/the-mfap-hypothesis-for-the-origins-of-homo-sapiens/

    • Ricardo Ribeiro:

      Sim, é um fato matemático que o hibridismo tem um limite, principalmente para originar descendentes férteis. Interessante que ele é especialista nesta área. Depois de um certo ponto, híbridos são inférteis. E porcos são estão nesta categoria. Pelo menos, entre primatas e porcos. Talvez este cientista seja o primeiro a refutar esta lei… quem sabe toda a seleção natural? Porque o que ele propõe é muitíssimo improvável, para não dizer impossível. Neste caso específico e até porque esta é a tese dele, os descendentes devem ser férteis. Você falou sobre o Neandertal e realmente está correto, houve cruzamento, sim. Nas orquídeas, por exemplo, ocorre cruzamento e geram descendentes férteis. No entanto, é necessário saber a diferença entre possibilidade e algo altamente improvável, dentro das leis da seleção natural. Não veja isto como uma impossibilidade, fruto de argumento arrogante. Não é. É apenas uma lei. Se um físico propõe, por exemplo, uma teoria completamente diferente e, para isto, há a necessidade de refutar leis e teorias conhecidas, temos que tomar cuidado. Não porque a comunidade não está aberta a novas ideias, mas justamente porque novas “teorias” que contradizem algo totalmente enraizado – e provado – dão origem a conceitos errôneos. Eu, como biólogo, sei das limitações, até porque a biologia não é uma ciência exata, mas qualquer teoria que, para ser provada, tenha que ir contra a seleção natural é, no mínimo, “suspeita”. Não que a seleção natural seja irrefutável, ao contrário, uma teoria não é provada, é atacada. E sempre que a teoria se sustenta, ganha mais e mais força. É por isto que se diz que um cientista não tenta provar uma teoria, mas sim refutá-la. No mais, acredito que é válido suposições, mesmo que aparentemente “malucas”. Só devemos tomar o cuidado de não dizermos que nossos devaneios são reais e comprovadamente científicos, quando não há evidências. Não é errado ter algumas concepções, você mesmo disse que já imaginou diversas hipóteses. O errado é, como este cientista, dizer que já é comprovada, quando não é (não sei se você olhou o site dele, aconselho a ir lá e ver algumas coisas absurdas). Agora eu realmente ficaria muito emocionado se ele refutasse tantas evidências em contrário. Quem sabe ele não formule algo melhor que a TE? 🙂

    • Ricardo Ribeiro:

      Fazendo uma comparação bem simples, para quem não tem conhecimento suficiente em biologia: a chance de esse “cientista” estar certo é a mesma de amanhã acordarmos todos com o nariz colado no teto devido à abolição da gravidade. E, de novo, eu digo: é totalmente impossível? Não, mas para isto teríamos que estar regidos por outras leis… e leis e teorias são caracterizadas também por sua periodicidade. Agora eu realmente gostaria de encontrar algo tão singular, ao menos como especulação.

    • Ricardo Ribeiro:

      Jonatas, concordo com esse artigo cujo link você postou. Uma tradução grosseira de uma parte dele, porque estou com preguiça de traduzir adequadamente: “Primeiro, o autor desta nova hipótese fornece uma lista conveniente de todas as características únicas que distinguem os seres humanos de outros primatas, listadas à direita. Ele falsamente enumera uma série de características que são completamente não-exclusivas (como o orgasmo feminino e o câncer), ou são bizarras e irrelevantes (“aninhar-se”, mesmo?). É claramente uma lista seletiva e distorcida feita por alguém com uma agenda, por isso mesmo que alguns itens da lista são, na verdade traços incomuns, a lista em si é pobre de dados”.
      Como diz o próprio artigo: “essa nova ideia é hilária”.
      Eu fui apenas um pouco mais cru do que o autor desse artigo que você me mostrou.
      Simplificando a linguagem: o “geneticista” Gene McCarthy lista características para provar que somos aparentados aos porcos. Sabe que tipo? “Os porcos e os humanos possuem mais de um mamilo”. Oh, não diga… Primeiramente: todos os mamíferos possuem mais de um mamilo, porque mamilo sempre ocorre aos pares. É vergonhoso ter que dizer isso. Em segundo lugar, não somente nós e os porcos, mas quase todos os mamíferos, à exceção dos muito primitivos como a équidna, possuem mamilos.
      Outro erro que McCarthy comete é supervalorizar os aspectos anatômicos. Oras, pandas possuem caninos desenvolvidos, porém não são carnívoros, mas sim totalmente herbívoros. Para evitar os erros devidos às exceções que encontramos para as diferentes regras biológicas, devemos considerar a maior variedade possível de caracteres: morfológicos, fisiológicos, etológicos, genéticos…
      Mesmo assim, nada garante a certeza de nossas ideias. A Navalha de Ockham nos diz para escolhermos o caminho mais simples, que exige menos passos para explicarmos o fenômeno. Porém, por exemplo, os olhos evoluíram várias vezes independentemente (isso nos diz a embriologia), o que não seria o caminho mais curto para explicarmos a evolução dos olhos. A inclusão de dados de distintas naturezas (genéticos, morfológicos, etc) nos ajuda a evitar que caiamos nesse erro da Navalha de Ockham.

    • Jonatas Almeida da Silva:

      Quando puder lê o resto, o autor pegou todos os pontos da proposta e respondeu cada um, inclusive geneticamente, explicou os cromossomos também, igual ao que você disse, com mais detalhes.

  • Jonatas Almeida da Silva:

    Me sinto mal… estou comendo churrasco da carne de nossos pais… 🙁

    • Ricardo Noface:

      hoje ao meu almoço comi um parente,lol
      mas pode ter o seu K de verdade pois segundo sei o único animal que é possível a utilização de alguns órgão no corpo humano é o porco algo que sempre me deixou a pensar o pq.

    • Jonatas Almeida da Silva:

      ::
      Órgãos de Porcos para os Humanos

    • Rafael Pinheiro:

      Uma vez eu li que a carne humana tem um gosto muito parecida com a carne de porco. Isso talvez explique porque o canibalismo foi tão comum no passado.

  • Islan Victor Oliveira:

    Tá bom que o cara tem embasamente e que teoricamente é possível? Mas geralmente híbridos não são de gêneros aparentados ou de mesmo gênero? Se fosse assim centauros seriam possíveis bastava um humano e um cavalo copularem e seu cruzamente copulasse com humanos e assim suxessivamente.

    • Ricardo Ribeiro:

      Não, não é teoricamente possível. O que ele fala não faz o menor sentido biológico. No resto, suas considerações são perfeitas, Islan.

    • Willian Lima:

      lembre-se q ele desconsiderou os dados moleculares ou seja a analise do dna e se focou em detalhes anatomicos, minha opinião é q ele queria chocar as pessoas ou simplemente chamar atenção.

  • Genioso Irreligioso:

    Falácias de “apelo ao ridículo” de criacionistas em cinco; quatro; três… =P

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