Jornalistas são proibidos de mencionar “Twitter” ou “Facebook” na França

Por , em 7.06.2011

No reino dos decretos que não fazem sentido no mundo real, a França oficialmente baniu as palavras “Facebook” e “Twitter” do mundo jornalístico do rádio e da TV. Os jornalistas apenas poderão mencionar as redes sociais se elas fizerem parte de uma notícia.

A ideia vem de um decreto feito no longínquo ano de 1992, que proíbe a publicidade de empresas durante a transmissão de notícias. Justo. As notícias, afinal, devem ser objetivas e não podem se misturar a interesses corporativos. Mas será que websites de redes sociais se encaixam nessa categoria? Não seria o caso, então, de a França fazer uma proibição total de qualquer rede social ser proferida no ar?

Christine Kelly, porta-voz do Conselho Superior de Audiovisual da França, explica (ou ao menos tenta): “Por que dar preferência para o Facebook, que vale bilhões de dólares, enquanto há muitas outras redes sociais que estão lutando por reconhecimento?”, questiona. “Esta seria uma distorção da concorrência. Se nós permitirmos que o Facebook e o Twitter sejam citados no ar, estaremos abrindo a Caixa de Pandora. Outras redes sociais vão reclamar dizendo: ‘por que não nós?’”, projeta.

Há ainda um outro componente na polêmica. Tanto o Twitter quanto o Facebook são empresas dos Estados Unidos. E como todos nós sabemos o quanto esses dois países se amam, já tem muita gente por aí vendo na recém-declarada proibição uma nova atitude protecionista/anti-Estados Unidos dos franceses. Será?

De qualquer forma, os jornalistas podem dizer algo como “Siga-nos em sua rede social de escolha!”, o que não impede o telespectador de ir para o computador e procurar o perfil do programa ou do canal de TV nas suas redes sociais favoritas, ou seja, Facebook e Twitter. A proibição só forçará os profissionais da área a inventar mais sinônimos para os sites.

No final das contas, isso serve como um poderoso exemplo da presença intensa das redes sociais no mundo das informações. Se sites como Twitter e Facebook não tivessem a importância e o poder que possuem hoje em dia, ninguém daria a mínima para a proibição francesa – e na verdade ela sequer existiria.[Gizmodo]

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27 comentários

  • Caio Fernando:

    Ai que bobagem ¬¬
    O que que tem demais, ninguém sabe o que é né.
    E além do mais tem gente tão boba que fica reclamando e fazendo teorias conspiratórias (cômico) as pessoas não entendem o que é entretenimento meu Deus. Oh!

  • Mau:

    Orkut ,Facebook e Twitter, foi feito pra alienar as pessoas ,só os burros que nao ver,todo mundo sabe de sua vida o que faz e q nao faz,
    Pessoa certa das ideais nao usa este trem ,
    Se tirar este veiculo das pessoas brasileiras disturbadas,eles vao perder o rumo da vida,
    pq nao vai ter mais onde, fingir**tanto ,
    Com tantas coisas legais na net, tem gente que só pensar nestas merdas,….

    • ShadowsAV:

      KKKKKKKKKKK não compara o twitter com o facebook ou o orkut. Se não fosse o twitter eu provavelmente nem estaria comentando aqui! Por causa dele comecei a usar o RSS e sem ele, meu RSS sozinho ficaria incompleto porque algumas pessoas, como famosos, não usam o feed como meio de disseminar informação.

      Alienado é quem generaliza e acha que todas as redes sociais são iguais. Facebook e orkut são sim uma droga, mas eu usei antes de chegar nessa conclusão.

  • Mau:

    Orkut ,Facebook e Twitter, foi feito pra alienar as pessoas ,só os burros que nao ver,todo mundo sabe de sua vida o que faz e q nao faz,
    Pessoa certa das ideais nao usa este trem ,
    Se tirar este veiculo das pessoas brasileiras disturbadas,eles vao perder o rumo da vida,
    pq nao vai ter mais onde, fingir**tanto ,
    Com tantas coisas legais na net, tem gente que só pensar nestas merdas,….

  • Frank Oddermayer:

    A internet tem milhões de sites interessantes e a maioria dos navegantes perde um tempo imenso com essa bobagem das redes sociais. Paciência. É a Democracia. Porém, o mancebo que controla o Facebook foi um moleque travesso, que passou a perna nos três sócios, um deles brasileiro. Safadeza corporativa é uma coisa muito feia. Quem dá rasteira nos sócios, dá rasteira na clientela, nos fornecedores, nos funcionários… Os franceses atiram no que vêem e acertam no que não vêem.

  • Alpha:

    ‘A ideia vem de um decreto feito no longínquo ano de 1992, que proíbe a publicidade de empresas durante a transmissão de notícias.’ e bem sabemos que nos EUA toda o mercado publicitário gira em torno de bilhões de doláres…
    Se bem que essas redes sociais nem precisam de publicidade, pois já estão inseridas no dia-a-dia no mundo inteiro, da América até a Ásia…

  • David Sousa:

    Será que eu sou o único a favor da medida francesa? O que eles fizeram foi nada mais do que prezar pela imparcialidade jornalística…

  • getuliovalopes:

    EU EM ?

  • Henrique:

    Ditadura?

  • Alexander:

    Até acho um exagero da França, mas gostaria que o povo brasileiro tivesse um décimo do senso de nação, respeito pela pátria e pelo idioma que o francês tem. Nós aqui achamos certas atitudes um exagero, pelo fato desse país está no meio do pior lamaçal da história e, ainda por cima, tem muito gente que fica fazendo piadas e preocupado com futebol, BBB’s, Fazenda’s e cerveja no final de semana. Enquanto isso a corrupção nunca esteve tão presente nesse país, tendo como principal exemplo esse “governo” sujo, podre, mesquinho, hipócrita e populista. Estamos vivendo a pior era da inversão de valores no Brasil e achamos que temos a moral para ficar dando pitecos em países que são, de fato, de primeiro mundo. Se riqueza material fosse requisito para ser de primeiro mundo, o Brasil seria o primeiro do topo, mas o que engradece um país é a sua nação. Coisa que infelizmente não temos aqui! Aqui temos uma massa de pessoas, que na sua grande maioria, são ignorantes, acomodadas e partidárias do “jeitinho brasileiro”. E acham que são espertos! Enquanto isso os nojentos dos políticos vão enriquecendo e distribuindo esmolas com nomes bonitos, coisa que brasileiro adora e desse forma vão se perpetuando no governo-poder. Acorda povo!

    • João Luiz:

      Alexandre, eu sou o João Luiz e a discussão tomou outro rumo quando falei que a proibição de falar as palavras em inglês na TV era coisa típica de fracês (“…marra de francês”), e é. De minha parte concordo com você, com a opinião de que deveríamos preservar e cultivar o melhor do carater de nação que, bem ou mal, temos o nosso. Sou, nesse aspecto, nacionalista, mas não xenofóbico. Talvez tenhamos que ficar xenofóibicos para não sermos totalmente globalizados pelas portas dos fundos. Há tempos estamos perdendo o caráter nacional em favor dessa coisa que é o mercado e a globalização. E não fazemos nada para resistir a isso.

    • visitante:

      Estamos fazendo agora mesmo ao suscitar essa discussão que já tem nobres contribuições, aliás como todos podem ver, o Brasil não é só as coisas ruins que algumas pessoas insistem em proferir e se conformar, os comentários já estão valendo e só me deixam mais convencido de que o Brasil vai aos poucos mudar para melhor através da aglutinação de pessoas mais esclarecidas, afinal é isso que os corruptos fazem: se juntam e executam seus atos contra a sociedade. Parabéns a todos!

  • Rodrigo:

    Devia ser assim no Brasil. Mas aqui, onde não há cidadania e a maioria se vende a propaganda mais bem financiada, as pessoas confundem coerência com “xenofobia”. Compram a coerência que convém ao seu mundinho alienado.

    Olham pros dizerem em suas camisas, as músicas que ouvem, os artistas da tv e preferem chamar imposição econômica de “globalização” (como se os eua fosse o mundo).

    Que merda em que estamos. Parabéns aos franceses.

    • Baw:

      Não sei quanto aos “Siga-nos em rede social X” quando os programas querem divulgar suas páginas, mas nos jornais sempre que vão mencionar o Orkut, os reporteres chamam de “uma rede social”.

      Eu não sei aí onde você mora. Mas por aqui a mídia é basicamente artista brasileiro e só, eu até sinto falta de uma coisinha de fora pra variar. A música pop aqui é uma versão estranha modernizada de nossa música típica, o forró.

      Aliás, nesse aspecto musical eu acho até o Brasil bem independente. Muita coisa da música pop são versões modernizadas de algo que veio do folclórico/típico/popular nacional.
      Isso vale pra esses “neo-forró”, “neo-sertanejo”, axé, esse monte de artistas fazendo mpb parecida, etc.

      A diferença é gritante quando você observa países como a Coréia do Sul, onde a música pop local que passa na tv, nos filmes, nas propagandas, é totalmente feita aos moldes estadunidenses modernos.

      Não tou querendo dizer que somos um país livre das alienações da globalização, só acho que há conceitos a serem revistos sempre.

  • jonheca:

    Onde é que eu já ouvi Liberté, égalité, fraternité?

    Não é por nada mas estou a sentir um certo fascismo, um extremismo nascionalismo na europa. Será que todas as crises mundiais trazem ideias conservadoras para a europa?

    Assim a europa nunca se unirá, e nunca crescerá, fica parada no tempo.

    Cuidado, não quero mais nenhum hilter na europa.

    Morte ao Sarkozy!!!

    • visitante:

      Pelo jeito o amigo deve ser daqueles que chama os estadunidenses de “americanos”. Ainda assim você é muito bem vindo na América!!!

    • jonheca:

      De facto americano ou norte americano não define correctamente os habitantes dos EUA, mas estadunidente aqui não soa bem e também acaba por não definir bem, a não ser estadunidente americano. Isto sou eu meio utópico a pensar num EUE.

      Mas tipo, chamar polonês a um habitante polaco também não soa bem. 🙂

      Ou Irã ao Irão, e por aí vamos com milhares de palavras, nomes e conceitos. 🙂

    • Zé:

      Que comentário idiota.

      Alias, não é o único. A pagina inteira está quase cheia deles.

      Não tem nada a ver no xenofobia, nem conservadorismo, nem patriotismo ou politicas anti-americanas.
      É apenas defender a livre concorrência e acabar com patrocínios dissimulados.

    • jonheca:

      Falei num termo geral, este é mais um caso francês da actualidade e controlo da informação e dos dados online.

      Sou contra controlo de monopólios, mas também sou contra lavagens cerebrais.

      Para além deste caso, é fechar a net a quem faz downloads, é começar de novo a controlar as fronteiras da europa, entre outros. Estou a ver um retrocesso. Estou-me a sentir 40 anos atrás que nunca vivi. Pouco antes disso houve alguém que disse: “I have a dream!”

  • João Luiz Brum:

    Francês é assim mesmo. Xenofóbico e protetor de sua própria língua. Lá há proibições como as da argentina que obrigavam à tradução do título de todas as músicas dos discos que estivessem em língua estrageira e etc. Não adianta nada. É só marra de francês.

    • visitante:

      Isso amigo, continue assim que o ‘”Brazil” vai ser nosso’! Dica: procure saber o que está por trás do tal discurso “marrento” ou xenofóbico…

    • Baw:

      Ninguém tá mandando estadunizar tudo não.
      Só acho que da mesma forma que é legal manter a identidade nacional, também é legal apreciar e respeitar a identidade das outras culturas.

      Vale salientar que o nosso bom português atual, tão brasileiro, é cheio de palavras de origens extremamente diversas, que nada têm a ver com índios ou portugueses, e que nós nem percebemos mais. E a lingua vai continuar evoluindo assim, como sempre foi.

      Eu particularmente sempre gostei de viver nesse mundo pós-internet, em contato com informação e cultura do mundo todo. Sei que a globalização tem seus efeitos negativos, mas acho que os positivos se sobressaem.

    • Rodrigo Paim:

      Português – Banana = Inglês – Banana

      Português – Chocolate = Inglês – Chocolate

      Português – Iate = Inglês – Yacth

      Português – Rádio = Inglês – Radio

      Português – Álcool = Inglês – Alcohol

      Se você me perguntar que língua incorporou o que eu não sei, foi só pra mostrar o quanto compartilhamos com o Inglês e outras línguas, e vice-versa, e nem percebemos.

    • Fils de Dieu:

      Radio nao è “radio”, e sim “stereo”

    • Baw:

      Stereo na verdade é um nome genérico que damos pra o que costumamos chamar de micro system ou simplesmente “som” aqui.
      Radio é rádio mesmo =P

    • Miguel:

      Na minha opinião, acho que não tem mal nenhum os francêses protegerem a sua língua. Acho todos os países deviam proteger a sua língua, independentemente de nesse país se falar francês, português, chinês… E não é por causa disso que eles são xenofóbicos…

  • Marcelo Ribeiro:

    Siga o HypeScience na rede social que começa com Face e termina com Book e no Tuiter. Assim pode?

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