NASA pretende usar o “Martelo de Thor” para lançar nanosatélites no espaço

Por , em 22.10.2012

Conta a lenda que Thor, o deus nórdico, girava o seu poderoso martelo, Mjölnir, e o arremessava a velocidades estupendas, um feito que o homem só pode sonhar. A NASA está financiando um projeto que usa uma ideia similar para lançar minúsculos satélites em direção a outros planetas.

O nome do projeto é “NanoTHOR”, e funcionará assim: no último estágio do lançamento de um foguete, ele solta um fio com alguns quilômetros de comprimento, com o nanosatélite na extremidade.

Usando o resto do combustível reservado para este feito, ele começa a girar, e quando estiver no apogeu de sua trajetória, o fio solta o satélite, arremessando-o a altas velocidades em direção ao espaço.

Esta ideia da Tethers Unlimited Inc recebeu US$ 100.000 (cerca de R$ 200.000,00) de financiamento do programa Innovative Advanced Concepts (Conceitos Avançados Inovadores, o mesmo programa que concedeu outros US$ 100.000 para o projeto da asa supersônica reversível) para começar a rodar simulações de computador e projetar o equipamento.

O objetivo é lançar CubeSats, uma classe de nanosatélites, como sondas interplanetárias. Este tipo de satélite não carrega combustível, por isto a necessidade de um mecanismo de lançamento como o NanoTHOR, que usará os restos de propelente no último estágio do foguete, além do momentum.

A equipe da Tether já experimentou durante anos vários materiais para fazer o cabo de lançamento, como o Zylon ou Spectra, que são usados em roupas à prova de balas. O desafio atual é descobrir como fazer o sistema de lançamento. A alternativa a este sistema seria o uso de um motor de foguete para dar o impulso inicial no CubeSat.

O financiamento da NASA não será suficiente para construir o sistema completo, mas a Tethers planeja usar simulações de computador para testar a ideia em um espaço virtual.

Este não é o único projeto da Tethers que ganhou o financiamento privado. Outro projeto deles recebeu incentivo, o de uma espaçonave que se constrói no espaço, usando tecnologia de impressão 3D, a “SpiderFab“.[TechNewsDaily]

Último vídeo do nosso canal: A Terra não orbita exatamente o sol mas um ponto virtual no espao

10 comentários

  • Tibulace:

    Na Natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.Também não costuma dar ” bônus” energético.Assim, pergunto:O AUMENTO de energia cinética, experimentado por esse pequenino satélite, em última análise, veio da energia química do combustível do foguete.Há ALGUMA vantagem, em usar esse método?Se o motor foguete, impelisse DIRETAMENTE esses pequeninos satélites, SEM USAR um cabo, daria no mesmo?

    • Erik Penksam:

      Qual é energeticamente mais eficiente?

      A- Jogar uma pedra na mangueira para derrubar a manga.
      B-Saltar até a manga e agarra-la.

      Eis sua resposta.

  • tommy lommy:

    o fio gira em volta de quê? É o fio que gira, ou o foguete? ou o satélite?

    • Cesar Grossmann:

      Se você puder, procura algum filme do lançamento de martelo, uma das competições olímpicas.

      Basicamente, o fio vai girar em torno do satélite, e na ponta dele, o nanosatélite. Quando o nanosatélite está na posição correta para viajar na direção desejada, rompe-se o contato com o mesmo, e o nanosatélite segue uma direção tangencial ao movimento circular.

  • Andre Luis:

    A nano tecnologia se desenvolve a uma velocidade assustadora! Espero que consigo fazer algo de bom!

    • Andre Luis:

      corrigindo: consigo= consigam

  • Murilo Mazzolo:

    Parece uma ótima ideia… eu acho!!

  • Glauco Ramalho:

    Um cabo rodando a essas alturas? É bom que seja curto, senão o máximo que vão conseguir é um curto-circuito. Porque acham que a NASA desistiu de captar energia do campo magnético da Terra durante viagens?

    • Victor B. Iturriet:

      a função do cabo não é conduzir corrente elétrica

    • Cesar Grossmann:

      No movimento circular, a energia estática gerada em metade do ciclo é oposta à energia estática gerada na outra metade, e as duas se cancelam.

      De qualquer forma, o satélite só precisa de uma cobertura metálica para não ser afetado pela energia estática – em uma gaiola de Faraday, o campo elétrico interno é zero. Pode fazer a experiência, se duvida…

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