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Penas preservadas revelam dinossauros coloridos

Cerca de 80 milhões de anos atrás, a batida das asas em uma floresta soltavam penas que flutuavam pelo ar, atravessando as árvores e encostando em sua seiva.

Pesquisadores descobriram essas manchas de seiva solidificadas, conhecidas como âmbar, contendo uma grande variedade de penas de dinossauros e aves do período Cretáceo.

Eles descobriram 11 conjuntos de penas depois de um triagem de mais de 4 mil depósitos de âmbar em coleções de museus diferentes. As penas eram tão bem preservadas que os pesquisadores foram capazes de adivinhar as cores que os animais poderiam ter.

Todas as penas estão preservadas até em escala mícron, mostrando recortes e pigmentação.

Os pesquisadores lixaram e poliram as peças de âmbar, até chegar a milímetros das penas. Isto permitiu-lhes obter um olhar bem próximo das estruturas.

Eles podiam ver os pigmentos que uma vez coloriram as penas. Muitas eram cinza-escuro ou marrom, enquanto outras eram mais claras. As cores das criaturas podem ter ido de transparente a pintadas e difusas, semelhantes aos muitos tons de aves modernas.

Há não muito tempo atrás, os dinossauros extintos foram considerados pela maioria como bichos escamosos. Agora, ao invés dos animais retratados como criaturas monótonas, temos evidências sólidas de um passado fofo colorido.

As amostras variaram entre as penas mais simples de dinossauros primitivos às mais especializadas, projetos de penas modernas. As penas primitivas devem ter vindo de dinossauros terópodes, grandes e pequenos carnívoros, parecidos com pássaros, enquanto as penas das aves podem ter vindo dos hesperornithes, um grupo de aves mergulhadoras.

Alguns deles apresentam características que são vistas em penas de voo, incluindo adaptações estruturais que os tornam aptos a voar.

Essas estruturas em algumas penas também têm características associadas com o comportamento de mergulho em aves modernas, como mergulhões e pinguins. Eles poderiam até ter realizado transporte de água ao seu ninho.

O registro fóssil da evolução das penas, do simples para o complexo, é irregular. Pesquisadores têm registros de várias penas que pertencem aos dinossauros mais simples. Estas novas amostras trazem novidades.

Outros pesquisadores desejam abrir os pedaços de âmbar, já que podem haver algumas células produtoras de pigmentos preservadas.

O estudo dá uma visão incrível para a evolução das penas, sua morfologia e função. Com ressalvas: algumas das penas eram mais difíceis de classificar com base no tipo, por isso os cientistas não podem realmente ter certeza se elas são de aves ou de dinossauros, ou outro animal entre eles.

Pelo menos as novas descobertas já permitem dar novas cores àqueles dinossauros que antes eram sombrios.[LiveScience]

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