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Quer saber se seu filho vai ser bem-sucedido? Pergunte aos colegas dele

Pode não parecer, mas crianças podem ser muito boas em “prever o futuro”: de acordo com estudo divulgado recentemente, colegas de classe foram capazes de avaliar a personalidade de seus amigos com mais precisão do que eles próprios, e, inclusive, dar pistas sobre quais traços de personalidade iriam predominar na vida adulta.

A pesquisa começou em 1976, quando 700 estudantes da 1ª, 4ª e 7ª séries foram entrevistados para avaliar traços da personalidade de seus colegas (como níveis de agressividade, simpatia e timidez). Eles também responderam o mesmo questionário a respeito de si mesmos.

Ao longo de 20 anos, os pesquisadores acompanharam os entrevistados. Entre 1999 e 2003, fizeram um segundo estudo, no qual os participantes deveriam medir em si as seguintes características: neurose, extroversão, abertura, afabilidade e responsabilidade.

Pequenos “videntes”

“Nós descobrimos que as avaliações feitas pelo grupo de colegas estavam muito mais próximas de eventuais consequências na vida adulta do que suas próprias percepções de personalidade na infância”, destaca a psicóloga Alexa Martin-Storey, uma das pesquisadoras responsáveis por analisar os dados coletados anteriormente. “Isso faz sentido, já que crianças estão perto de seus colegas o dia todo e comportamentos como agressividade e afabilidade são extremamente relevantes no ambiente escolar”.

Crianças que se diziam tímidas, por exemplo, se mostraram menos responsáveis quando adultas; ao mesmo tempo, aquelas que foram reconhecidas como tímidas pelos colegas de fato se tornaram adultos menos extrovertidos. Crianças consideradas mais amigáveis também mantiveram essa característica ao longo dos anos. Muitos dos que se diziam amigáveis, porém, acabaram não fazendo jus à própria avaliação.

“As informações do nosso estudo podem ajudar crianças e pais a desenvolver melhores mecanismos para lidar com comportamentos agressivos ou excessivamente introvertidos e promover um comportamento mais sociável”, ressalta a psicóloga Lisa Serbin.[LiveScience]

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