Reciclagem pode ser resposta para mistério galáctico

Por , em 16.05.2012

As galáxias não parecem ter tanta matéria para que continuem formando tantas estrelas como as que vemos. Agora, astrônomos pegaram uma no ato de reciclar material que havia jogado fora antes, o que pode explicar esse mistério.

Novas observações ofereceram a primeira evidência direta de gás fluindo para dentro de galáxias distantes, que estão criando estrelas. Isso oferece suporte para a teoria da “reciclagem galáctica”.

A própria Via Láctea, por exemplo, parece transformar o equivalente à massa solar em matéria, em novas estrelas, a cada ano. Isso acontece mesmo que a nossa não possua material cru suficiente, como gás e poeira, para ter continuado esse processo por mais do que um par de bilhões de anos. E observações de muitas ouras galáxias sugerem que o comportamento da Via Láctea é comum.

De acordo com a teoria da reciclagem, a Via Láctea e outras galáxias podem estar recolhendo massa que haviam anteriormente perdido pela formação de estrelas.

Os cientistas suspeitam que os processos galácticos – como as explosões supernova ou a radiação das estrelas brilhantes – expelem gás para o espaço. A questão era se a gravidade seria suficiente para puxar isso de volta, especialmente nos casos de galáxias distantes, que parecem expelir gás com muita força.

No novo estudo, astrônomos liderados por Kate Rubin usaram o telescópio Keck I, no Havaí, EUA, para observar 100 galáxias entre cinco e oito bilhões de ano luz-longe da Terra. Em seis delas, os pesquisadores encontram evidência de gás voltando para as galáxias.

Mas os pesquisadores acreditam que a reciclagem ocorra com mais frequência do que os números indicados no estudo, porque esse fluxo do gás é complicado de ser observado e depende da orientação da galáxia. De fato, os astrônomos sugerem que o fenômeno ocorre em 40% dos casos.

“Essa é uma importante peça do quebra-cabeça, e uma importante evidência de que a reciclagem cósmica pode responder o mistério da matéria que falta”, afirma um dos astrônomos envolvidos no estudo. [LiveScience]

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1 comentário

  • Glauco Ramalho:

    Reciclagem cósmica é o que o trabalho do Prof. McCanney fala desde o princípio em seu trabalho Continuum Galactic Evolution. Mas eu digo pq esse trabalho da Kate Rubin não vai prá frente: eles vão perceber que esse material é inserido e ejetado para o núcleo das galáxias, onde toda matéria que entra deveria simplesmente desaparecer, já que supostamente – e erroneamente -, lá existiria um buraco negro, que devora tudo. E isso vai contra o stablishment atual da astronomia.

    Mais uma vez, ponto para o Prof. McCanney.

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