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Após remar uma distância extraordinária as mãos deste atleta parecem dois bagaços

Alex Gregory integra a equipe de remo da categoria “quatro sem” da Inglaterra, e já levou medalhas de ouro nas Olimpíadas de 2016 e 2012. Atualmente ele faz parte de uma equipe que tinha como objetivo remar entre a Noruega e a Islândia em uma aventura chamada Polar Row, mas as coisas não saíram como o planejado e os remadores passaram por maus bocados.

O remador compartilhou no Twitter uma imagem das suas mãos depois de remar por mil quilômetros, e chocou muita gente com a quantidade de bolhas e pedaços de pele enrugada e solta por conta da umidade prolongada. “Minhas mãos depois de passar tanto tempo com luvas molhadas. As bolhas não foram ruins nessa viagem polar, mas a umidade se infiltrou na pele…”, escreveu ele na legenda da foto.

Neste momento, a equipe está presa em uma ilha chamada Jan Mayen, que pertence à Noruega, mas que fica muito longe do continente europeu. Os remadores desbravaram as águas agitadas por quatro semanas antes de parar na ilha, onde alguns dos integrantes decidiram voltar para casa mais cedo. Alex está entre eles. “Ontem foi aniversário de quatro anos da minha filha Daisy. Estou a muitas milhas de distância, preso nesta ilha. Percebi que fiquei extremamente triste em perder o momento em que ela abriu os presentes e em que ela apagou as quatro pequenas velas do bolo. Eu deveria estar lá, mas consolidei minha decisão de não correr mais riscos sérios. Estou indo para casa logo, Daisy”, explicou Alex.

Nos primeiros nove dias, a equipe avançou impressionantes 965km, quebrando vários recordes mundiais no processo. Mas depois de cinco dias sem sol, suas baterias solares ficaram sem energia. Isso significa que todos os equipamentos elétricos pararam de funcionar, e eles precisaram remar de forma manual para a ilha, que fica a 600km da Islândia.

No dia 18 de agosto, Alex escreveu: “nunca fiquei tão molhado e gelado. Está entrando nos meus ossos, não tem como escapar. 2°C, 99% de umidade, então nada fica seco. Eu tenho que esperar para chegar à terra. Está piorando, quanto mais gelado eu fico, mais tenho que trabalhar durante o meu turno, e mais suado eu fico, mais molhado eu fico, mais gelado eu fico”.

A ilha de Jan Mayen é ocupada pelas forças armadas da Noruega e pelo Instituto Meteorológico Norueguês. A equipe de remadores está aguardando por uma possível carona de um navio que está para passar pela ilha. “Nosso capitão, Fiann, ainda está tentando trazer remadores substitutos para a ilha para substituir aqueles de nós que não queremos continuar. Como mencionei, é difícil trazer pessoas para cá. Nós o apoiamos em suas decisões e projetos. Todos somos partes do Polar Row.

O projeto Polar Row tem como objetivo arrecadar dinheiro para a construção de uma escola nos Himalaias e deveria ter sido encerrada no dia 1° de setembro, com a chegada da equipe em Saudarkrokur (Islândia).

Os recordes mundiais quebrados na viagem foram:
1. Primeiros a remar em águas abertas do Oceano Ártico do Sul ao Norte.
2. Navegação a remo mais rápida do Ártico.
3. Maior latitude atingida por um barco a remo.
4. Primeiros a remar em águas abertas do Oceano Ártico em ambas as direções.
5. Maior equipe a remar no Ártico.

[LadBible]

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