Sexo na era digital: só uma pessoa basta

Por , em 13.06.2011

Namorar pela internet, sexo por telefone, ficadas virtuais. Enquanto os seres humanos continuam definindo limites para a luxúria online, uma nova geração tecnológica traz soluções drásticas: graças aos avanços da inteligência artificial, sexo nem sequer requer duas pessoas mais.

Chats online com robôs já enviam mensagens para os usuários de redes sociais ou de sites de namoro. Programas on-line também oferecem namorados virtuais, e videogames criam experiências sexuais em smartphones e outros consoles portáteis.

Segundo a pesquisadora Sherry Turkle, os seres humanos começaram a utilizar a inteligência artificial para satisfazer necessidades emocionais. “Eu encontrei pessoas que estavam interessadas em relacionamentos artificiais, e não estavam sendo irônicas. Elas sentem que os humanos falharam com elas, e que um robô pode ser uma opção segura”, diz.

Namorados virtuais já abundam no Japão, onde jogos que simulam relacionamentos estão bastante populares. “No Japão, as namoradas virtuais são um fenômeno. De fato, existem até resorts onde se pode passar as “férias” com essas mulheres fantasia”, conta Turkle.

Um companheiro virtual pode parecer uma dádiva ao solitário, seja um humano do outro lado da tela, ou um robô. Mas a sua disponibilidade representa um perigo para pessoas em relacionamentos reais, e especialmente para pessoas que preferem a emoção da caçada virtual do que atos sexuais reais.

Por exemplo, as definições de infidelidade evoluíram ao lado da tecnologia. Antes, as pessoas chamavam de infidelidade sinais evidentes, tais como batom na camisa. Agora, a infidelidade não é definida por atos sexuais, mas pelo ato de guardar segredos em um relacionamento.

Essa definição clínica não julga exatamente a moralidade de se masturbar com pornografia online, fazer sexo virtual ou ter uma experiência estimulante de longa distância com parceiros desconhecidos. Em vez disso, o dano é calculado com base em se alguém está sendo honesto com seu parceiro sobre tais comportamentos, e se o parceiro aceita tal comportamento.

Outro problema da tecnologia é que ela garante o fácil acesso para pessoas com problemas de sexo compulsivo; é como ter cocaína no armário de remédios.

E mesmo um relacionamento onde o parceiro concorda com os atos do outro pode sofrer eventualmente. Tome como exemplo um político que faz sexo virtual com outras mulheres. Se isso vem à tona, mesmo que sua esposa esteja ciente, o público não vai deixar quieto. Também não vai ser mais compreensivo se o político estivesse fazendo sexo com um robô, e não com uma mulher real. Estaria a tecnologia simplificando ou complicando os relacionamentos?[LiveScience]

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31 comentários

  • laender:

    Vendo esta postagem, lembrei-me quando era um pré-adolescente e ouvi uma fita cassete com uma novelinha pornográfica. Até hoje repercute em meu cérebro a sensação incrível que senti naqueles momentos concentrado ouvindo aquelas coisas. Vejo aquelas bonecas que os japoneses criaram e que são até mais perfeitas que a grande maioria das mulheres (me perdoem por ser tão sincero)e imagino as mesmas se portando como seres humanos, falando, acariciando, fazendo sexo…Definitivamente o mundo não será mais o mesmo depois que isto for realidade!

  • Angéll:

    bom tenho apenas 14 anos sei o que e sexo verdadeiro a duas pessoas eh muito prazeroso muito bom sentir aquele desejo de sexo mas sim com pessoas nao com robos mas respeito a opiniao dos outros pra mim o que importa mesmo e a minha opiniao e a vontade de fazer sexo que eu estou sentindo

  • Peter:

    Olha! simplesmente não poderemos fugir disso. Vejo as crianças de hoje, elas não brincam mais entre elas, fora das escolas e no tempo livre estão conectadas…e qual criança não tem pelo menos um celular com net e um computador em casa e além do mais já nascem sabendo que sem eles não serão nada na vida! Nem um comentário feito aqui mudará isso.( Essa é a minha opinião)

  • Danorton Tadeu:

    Desculpem. eu sou radical e ultra conservador. Sou mesmo “à moda antiga”. Nada substitue o amor e o carinho de uma mulher!

  • Vitor:

    Ninguém pensou no Capital, administração, e principalmente o LUCRO que motivarão as empresas nesse profundo e amoroso programa que visa que uma pessoa PAGUE para utilizar um programa, SEU PRÒPRIO CORPO pra uma masturbação adolescente? Desde que o mundo é mundo a masturbação existe.Conhecemos melhor nossos corpos assim,oras.Antes os avós,país levavam o garoto numa “casa de senhoras”. Hoje, eu acredito que nos chats…amanhã o garoto ou a menina vão pedir dinheiro pra um puteiro cibernético. Não é segredo que garotas que estão viciadas na internet, usamo modismo lésbico!
    Bom….cada um sabe o traseiro que tem. Prefiro mulheres reais….sempre!

  • Lucas Miranda:

    no japão isso é compreensível. mais da metade dos homens não tem namoradas pq lá não tem mulheres suficientes pra todos, tbm mais da metade são nerds que não tem capacidade pra conseguir uma mulher. então partem pra outras alternativas como essa

  • Mara Andrade:

    Nada substitui uma mulher, principalmente quando ela é apaixonada pelo seu parceiro.Aí sim pode ter certeza que o sexo em geral vai ser ótimo.

  • Deep:

    Cyber Girl, há outros modos de pensar.
    Pense nos seres humanos como esporos, como sementes… A vida – até onde se sabe e como a conhecemos – é fenômeno exclusivo do nosso maravilhoso e querido planetinha azul; há muito espaço lá fora, muitos planetas, estrelas, enfim, galáxias… Talvez, como ocorre com um dente de leão, nossa função seja mesmo saturar o nosso local de origem e infestar o espaço que sobra, ou seja, espalhar a vida, estendê-la pelos confins de onde haja espaço! E nesse contexto, nosso apego, nossa miopia e esse complexo de inferioridade, nos impede de assumir nossa responsabilidade, meta, função, oq seja: levar adiante o legado da Terra e não só sermos mesquinhos e nos apegarmos a ela achando, de modo egoísta, que não há mais espaço ou que é uma irresponsabilidade alguém buscar a realização de ter um filho, legar seus genes à posteridade.

  • Vitor:

    Não sou contra.Porém a sociedade peca sempre nos excessos. O óbvio nessa estória é de onde vem o estímulo.Não consigo ver outra coisa senão a evolução de revistas “eróticas” para telas de monitores eróticas!
    Sexo de verdade,na minha opinião ,vem depois de um jogo de sedução.A velha e funcional teoria “da caça”. Embora algumas mulheres estejam caçando em território masculino, o homem sempre será o eterno caçador. Isso põem pra funcionar nossos órgãos dos sentidos de forma mais aguçada e ,como numa caça, não pode ser medida ou premeditada. Se o cara está com a garota,quem garantirá que ela ou ele vão querer sexo? Na tela o que ocorre é a masturbação.Podem colocar a tecnologia mais avançada..nunca chegará perto das alterações que ocorrem no organismo mesmo no “pré-sexo”.
    Teremos casos muito sérios em relação a sexualidade dos adolescentes,é a fase do experimento. Se um moleque ou uma menina( principalmente) chegar a dizer que a primeira experiência sexual envolveu programa de computador apenas, os psiquiatras vão ganhar rios de dinheiro colocando esses moleques na realidade do mundo que criou o computador.
    Capaz de pensarem que o computador criou o mundo…naturalmente artificial!!!!!rsrsrss

  • Deep:

    Não é a tecnologia, somos nós! O que fazemos com ela!

  • Geferson Alves:

    “Cybersexo” e “robosex” são recursos moderno que evitam a supervalorização do prazer sexual, “desreprimindo” pessoas de ambos os sexos se acompanhados de masturbações.
    – Aliviam as gônadas (saco cheio).
    – Evita os males do DST (doenças sexualmente transmissíveis).
    – Atenuam as probabilidades de estupros.
    – Envolvimentos com menos culpa.
    – Pode evita complicações extra-conjugais.
    – Excelentes remédios para a solidão.
    Enfim, num futuro bem próximo serão considerados como recursos terapêuticos.

    • Geferson:

      Importante acrescentar:
      – Gravidez indesejada.
      – Crianças abandonadas.
      – Crimes sexuais
      – Assédios sexuais.
      – Controle populacional para um planeta já saturado.
      – Menos pedófilos.
      – Menos explorações no “comércio do sexo”

  • Eu Mesmo….:

    Isto é só o começo da era digital ,Eu já tenho fornecedores que simplismente não querem contato via telefone, pessoalmente nem pessar, imaginem la por 2020 como será, tudo pela net hehehe….

  • Natália Cristina:

    Enfim….
    Cada um se satisfaz como quiser.

  • Natália Cristina:

    Sexo por telefone? internet?
    Ual,era só o que faltava.
    Não da pra sentir o carinho da pessoa, simplesmente você só esta fantasiando e imagiando que uma pessoa esteje fazendo sexo com você.Imagine só, as vezes nem vai ser uma pessoa com quem você esta falando e sim um robô.
    Prefiro a realidade.

  • Renan:

    acho que as coisas ficam cada vez mais complexas e cabe aos seres humanos se ADAPTAREM as mudanças´, considero realmente que tudo é valido com tanto que não incomode o próximo, o problema é quando o próximo se incomoda demais com a opção de cada um …

    • Vitor:

      Não concordo com o amigo Renan. Ele diz:”acho que as coisas ficam cada vez mais complexas e cabe aos seres humanos se ADAPTAREM as mudanças´”.
      O que me deixou perplexo nessa frase, é o fato de “parecer” que uma nova entidade desconhecida da humanidade apareceu do nada e criou esse programa esdrúxulo!
      Nós NÃO temos que nos adaptar á venda disso. Não é uma mudança no clima, na economia,política,etc..
      Podemos viver muito bem sem essas coisas. Compra quem quer,principalmente os incapacitados fisicamente e psicológicamente. A humanidade só se adapta para se manter viva.

  • BARRIGUDO:

    como seria masturbar na era digital???

  • Inteligente:

    E chegamos lá.. Quanto mais o aumento da tecnologia cresce assustadoramente a solidão humana. Ahh Gustavo, vai uma camisinha virtual ai ??

  • Alessandro:

    Que coisa ridícula, o ser humano cada vez mas pensando só em si mesmo.

  • Bovidino:

    O problema não está na tecnologia ou na virtualização.
    O fato é que criamos uma sociedade ‘competitiva’ por excelência.
    Competimos para entrar na faculdade, competimos para arranjar um emprêgo, competimos para conquistar um(a) namorado(a). A mulher compete com o homem no mercado de trabalho. Os times de futebol competem entre si e os torcedores levam essa competição para a luta corporal. Os irmãos competem entre si, os casais competem entre si.
    Quando alguém escolhe se relacionar com um robô, é para fugir dessa competição desenfreada.
    Essa competição doentia é a origem de todos os males da nossa atual sociedade.

    • Guilherme Euripedes:

      Sabe o que eu acho. Toda forma de prazer não deveria nascer de uma competição.

      Estou com vontade de fazer sexo. Você mulher também. Nos satisfazemos um ao outro e é isso…Todos saem felizes e ninguém perde nada.

      Pra que complicar?

    • Elis:

      A competição está na natureza, não é uma invenção humana. É ela que permite a evolução das espécies, pela seleção natural.
      Mas eu concordo que optar por se relacionar com um robô é fugir…

    • Bovidino:

      Elis,
      A competição pela sobrevivência entre animais irracionais é da natureza e até compreensível. Todavia, devemos esperar que os seres humanos sejam racionais e não se nivelem pelos animais irracionais. O fato é que essa competição exacerbada, é uma criação do capitalismo, que justifica tal comportamento, alegando que sem competição o homem não teria motivação para evoluir.
      Na prática, a mola que impulsiona a competição, é o dinheiro, ou seja, quanto mais você compete, mais você ganha, até ficar rico, depois milionário, depois bilionário, trilhiardário etc. etc…, não importando quantos sejam prejudicados e quantos você tenha que pisar para alcançar sua meta; nem tão pouco quais sejam os métodos utilizados.
      Creio não ser necessário explicar o resultado de tal imbecilidade pois a situação em que nos encontramos fala por si só.

  • NERDÃO:

    sexo é sexo…
    só podiam ser os japoneses meesmo… ¬¬’

    • gargwlas:

      nada neste mundo substitui uma mulher…

  • Vitor:

    Não sou contra.Porém a sociedade peca sempre nos excessos. O óbvio nessa estória é de onde vem o estímulo.Não consigo ver outra coisa senão a evolução de revistas “eróticas” para telas de monitores eróticas!
    Sexo de verdade,na minha opinião ,vem depois de um jogo de sedução.A velha e funcional teoria “da caça”. Embora algumas mulheres estejam caçando em território masculino, o homem sempre será o eterno caçador. Isso põem pra funcionar nossos órgãos dos sentidos de forma mais aguçada e ,como numa caça, não pode ser medida ou premeditada. Se o cara está com a garota,quem garantirá que ela ou ele vão querer sexo? Na tela o que ocorre é a masturbação.Podem colocar a tecnologia mais avançada..nunca chegará perto das alterações que ocorrem no organismo mesmo no “pré-sexo”.
    Teremos casos muito sérios em relação a sexualidade dos adolescentes,é a fase do experimento. Se um moleque ou uma menina( principalmente) chegar a dizer que a primeira experiência sexual envolveu programa de computador apenas, os psiquiatras vão ganhar rios de dinheiro colocando esses moleques na realidade do mundo que criou o computador.
    Capaz de pensarem que o computador criou o mundo…naturalmente artificial!!!!!rsrsrs

  • Gustavo:

    Sou completamente a favor, não vejo nenhum benefício em aumentar a população humana.

    • cybergirl:

      Realmente… se o planeta fosse um organismo vivo (no sentido denotativo: nascer, crescer, reproduzir, morrer), os seres-humanos seriam seus parasitas fatais que se multiplicam descontroladamente. Ou nós seríamos um câncer destruindo o planeta lentamente.
      Pelo amor de Deus, parem de ter filhos!!!

    • Bovidino:

      O planeta é um organismo vivo.
      Todos os planetas, todas as estrelas, todos os satélites naturais, são organismos vivos. Nascem e morrem.
      E nós somos seus parasitas sim.

    • gargwlas:

      ou vc nao sabe o que diz

      ou é extremamente mal resolvida e infeliz

      porque se teus pais pensassem como voce…

      simplesmente voce nao existiria nem para fazer este seu comentario (infeliz em minha opniao)

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