Importante marco no teletransporte é alcançado

Por , em 23.01.2009

Cientistas se aproximaram um pouco mais da façanha do teletransporte, presente, até hoje, apenas na série “Jornada nas Estrelas”. Informações foram transportadas entre um átomo e outro distantes em um metro.

O próprio Einstein chamou estes estranhos eventos – que podem ser 10 mil vezes mais rápidos que a luz – de “assustadores”, pois não admitia que nada pudesse viajar mais rápido que a luz.

Foi uma importante conquista num ramo chamado Processamento de Informações Quânticas, afirmou Christopher Monroe do Joint Quantum Institute, da Universidade de Maryland, que liderou os esforços.

O teletransporte é um método que transporta certas quantidades de informação, como o “spin” de uma partícula ou a polarização de um fóton, de um lugar para o outro sem utilizar nenhum meio físico para tal. Isso já foi conseguido antes entre fótons (quantidade de radiação eletromagnética, como a luz) por distâncias muito longas, e entre dois átomos próximos por meio de uma ação intermediária de um terceiro átomo.

teletransporteAo lado uma ilustração do aparato usado para o teletrsnsporte.

Nenhuma dessas conquistas, no entanto, proporcionou meios possíveis de se teletransportar informações por longas distâncias.

Dessa vez, a equipe da JQI, junto com colegas da Universidade de Michigan, conseguiu efetuar o teletransporte de um estado quântico chamado “emaranhamento quântico” diretamente de um átomo para outro a um metro de distância.

“Nossos estudos podem ajudar a criar um computador quântico, extremamente necessário para esse ramo da física”, disse Monroe.

Um computador quântico pode executar certas tarefas, como codificar cálculos e pesquisas de bases de dados gigantes de uma maneira infinitamente mais rápida do que as máquinas normais. O esforço para inventar um modelo de computador como esse é de alto interesse no mundo todo. [Live Science]

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12 comentários

  • Adriano Jr:

    Fico imaginando oq teístas vem fazer em sites científicos. Por ser um site de ciência, é sinal q seja frequentados por pessoas interessadas em saber o verdadeiro sentido das coisas. Vocês q são teístas ja ”sabem a verdade”, então não vejo o pq de estarem tão interessados assim em tais assuntos, afinal, fiquem vcs com suas verdades absolutas e deixem as pessoas q raciocinam irem atrás das suas. Ou, frequentem normalmente, mas deixem de lado sua religião, pois quando se trata de ciência, todos nós somos agnósticos.

  • DOWNLOAD TECNOLÓGICO – SINAIS DE FUMAÇA?… « CARMEN ARABELA BLOG:

    […] Um computador quântico pode executar certas tarefas, como codificar cálculos e pesquisas de bases de dados gigantes de uma maneira infinitamente mais rápida do que as máquinas normais. O esforço para inventar um modelo de computador como esse é de alto interesse no mundo todo. [Live Science] fonte: https://hypescience.com/teletransporte-computador-quantico […]

  • julio:

    Não há nada a temer. Todas estas pesquisas e descobertas vão levar à uma só conclusão: como somos ínfimos e Deus magnânimo.

    • Lucas Esteves Dos Reis:

      perfeito cara!

  • Pardal:

    Olá, sou leigo no assunto mas me interesso muito, como é feito o transporte dessas informações de um transmissor para um receptor, já que não é feito por meios físicos (como explicado no texto). O teletransporte seria algo como se fosse algum tipo de receita de uma pessoa ou algum objeto (a grosso modo), que serviria para montar esse objeto em outro lugar?

    vlw!!

  • Marte:

    Pergunta para o Renato: como eu posso entrar para o seu fã clube?

  • Cesar:

    Até onde eu sei, os táquions até hoje são partículas teóricas. Ou seja, não houve nenhuma “detecção de táquions”. E os táquions não contrariam a física, já que resultam da física teórica. Eles apenas teriam propriedades inversas das partículas subluminais: quanto mais energia o táquion tem, mais lento ele anda, um táquion com energia “infinita” teria velocidade igual à da luz.

  • Renato:

    Algumas respostas:

    1º) Será mais um passo para chegarmos ao mesmo efeito descrito por J.J. Benitez no livro “Operação Cavalo de tróia”?

    – Não

    2º) Este avanço apresenta alguma correlação com os “swivels” descritos no livro?

    -Não. Os swivels não existem, apesar de “inspirados” nos taquions. Toda a (breve) explicação da tecnologia de viagem no tempo do livro é absurda. A pesquisa sobre a região e o cotidiano da época de Jesus, entretanto, é excelente.

    3º) Einstein tinha conhecimento da descoberta dos “Táquions”, elementos sub-atômicos que viajam ACIMA da velocidade da luz, e portanto contradizendo todas as regras da física moderna?

    _Não. A tecnologia para detectá-los não existia. Apesar disso, na sua época já haviam teorias sobre partículas mais rápidas que a luz e a suposição de que os ainda indetectados grávitons fossem mais velozes que a luz (hoje já sabemos que a gravidade é mais lenta que a luz, mas as condições de tal experimento também não existiam enquanto Einstein era vivo).

    4º) Se a luz viaja numa velocidade constante, desde seu ponto de partida, então porquê dizemos que ela tem “velocidade”? Não seria então uma “defasagem de percepção” com relação à nossa observação, ou medição, se preferirem?

    – Não. Velocidade constante ainda é velocidade.

    5º) A sensação de “passagem do tempo”, portanto, não seria esse “delay” de nossa percepção da luz, processada em nosso cérebro?

    – Não. O processamento do cérebro é irrelevante para a luz. Podemos medir com instrumentos automáticos os fenômenos e ver depois que seus resultados são os mesmos que seriam caso houvesse um observador.

    6º) Poderia tudo isso ter a ver com as experiências do Astrônomo Fred Hoyle, ou “o paradoxo de Schröedinger”?

    – Também não. Talvez sua confusão venha do conceito de observação a nível quântico. Dentro da física quântica temos a noção de que o observador afeta o fenômeno, mas não é necessário um humano no processo. O termo “observador” é uma limitação de nossa linguagem para um conceito muito complexo.

    7º) As ondas cerebrais podem ultrapassar as barreiras de nosso cérebro, e viajar a uma “velocidade” que seja suficiente para que seja “captada” por outro cérebro? Li recentemente uma pesquisa de um pesquisador da USP relacionando essa capacidade “mediúnica” devido a existência de uma concentração de minério de apatita no cérebro dessas pessoas. Pesquisei um pouco e descobri que esse minério é um tanto radioativo. Ele poderia então servir como transmissor e receptor dessas informações?

    – Argh. Telepatia. Ninguem sabe como isso funciona, apesar de existirem fortes indícios de que existe sob certas condições não quantificadas. Eu acredito nisso devido as experiências com sonhos nos EUA e o folclore mundial a respeito, mas é mais por fé do que ciência. Se algum dia alguém conseguir provar mesmo um processo telepático, o mundo inteiro vai saber. Até lá, é tudo expeculação.

    Bônus:

    Gostaria de saber como os cientistas conseguem “ver” estes feitos, já que os mesmos se passam em átomos. Acho isto extremamente intrigante.

    – Eles não vêem, eles medem. Há simulações em computador que deixam alguns efeitos serem visualizados, mas não são filmagens. Abaixo de molécula, quase tudo se “vê” por dados.

    Abraços.

  • Márcio Valle:

    Gostaria de ver um post com as respostas às excelentes indagações do Maurício Garcia, em 26/jan/2009.
    Outra coisa. Gostaria de saber como os cientistas conseguem “ver” estes feitos, já que os mesmos se passam em átomos. Acho isto extremamente intrigante.

    Obrigado pela atenção.

  • Dudu:

    Muito bommmmmmm,excelente.
    Tomara que tudo de certo,que Deus ilumine a mente desses homens.

  • Deep:

    SENSACIONAL!

    Acompanho todas as notícias q o Hypescience veicula sobre esse tema!

  • Mauricio Garcia:

    Algumas perguntas:
    1º) Será mais um passo para chegarmos ao mesmo efeito descrito por J.J. Benitez no livro “Operação Cavalo de tróia”?

    2º) Este avanço apresenta alguma correlação com os “swivels” descritos no livro?

    3º) Einstein tinha conhecimento da descoberta dos “Táquions”, elementos sub-atômicos que viajam ACIMA da velocidade da luz, e portanto contradizendo todas as regras da física moderna?

    4º) Se a luz viaja numa velocidade constante, desde seu ponto de partida, então porquê dizemos que ela tem “velocidade”? Não seria então uma “defasagem de percepção” com relação à nossa observação, ou medição, se preferirem?

    5º) A sensação de “passagem do tempo”, portanto, não seria esse “delay” de nossa percepção da luz, processada em nosso cérebro?

    6º) Poderia tudo isso ter a ver com as experiências do Astrônomo Fred Hoyle, ou “o paradoxo de Schröedinger”?

    7º) As ondas cerebrais podem ultrapassar as barreiras de nosso cérebro, e viajar a uma “velocidade” que seja suficiente para que seja “captada” por outro cérebro? Li recentemente uma pesquisa de um pesquisador da USP relacionando essa capacidade “mediúnica” devido a existência de uma concentração de minério de apatita no cérebro dessas pessoas. Pesquisei um pouco e descobri que esse minério é um tanto radioativo. Ele poderia então servir como transmissor e receptor dessas informações?

    De duas uma, ou eu ando lendo demais, ou de menos a respeito do assunto…

    Mauricio Garcia.

    P.S.: Se este comentário for irrelevante, ou fugir muito do contexto, não me ofenderei caso não for publicado. Obrigado.

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