Temos uma péssima notícia sobre sexo oral

Por , em 29.10.2018

Um estudo publicado na revista Annals of Oncology analisou o risco de se desenvolver câncer na garganta por conta da infecção por HPV a partir de sexo oral. A conclusão do trabalho é que homens com muitos parceiros de sexo oral têm maiores chances de desenvolver este tipo de câncer. As chances ficam ainda maiores se a pessoa for fumante.

É importante apontar que a taxa de pessoas que são diagnosticadas com câncer orofaríngeo (da parte central da garganta) é baixo, com apenas 0,7% entre homens e ainda menos em mulheres. Mesmo assim, o número de homens com este diagnóstico dobrou nos últimos 20 anos. A estimativa é que até 2020 este tipo de câncer seja um problema mais comum que o câncer cervical nos EUA.

“A maioria das pessoas faz sexo oral durante a vida, e descobrimos que a infecção oral com o causador de câncer HPV era raro em mulheres, independente de quantos parceiros de sexo oral elas tinham. Entre homens que não fumam, esse tipo de câncer era raro em quem tinha menos de cinco parceiros de sexo oral”, diz o pesquisador principal, Amber D’Souza, da Escola de Saúde Pública Johns Hopkins Bloomberg.

Estudo

Este trabalho estudou 13.089 pessoas entre as idades de 20 e 69 anos, que passaram por exames de HPV. Depois, foi calculado o risco dessas pessoas desenvolverem este tipo de câncer com base nos dados sobre números de casos e número de mortes por esta doença.

Homens com cinco ou mais parceiros de sexo oral têm prevalência de infecção oral de HPV de 7,4%. Já homens que fizeram sexo oral com um ou zero parceiro tinham 1.5% chance de pegar o vírus causador deste câncer. Aqueles com dois a quatro parceiros tinham 4% de risco de ter o vírus. Mas fumar aumentou o risco para todos os homens. Quem tinha mais de cinco parceiros e fumava tinha 15% de risco e quem tinha entre dois e quatro parceiros tinha 7,1% de risco.

Testar a pessoa para descobrir se ela tem o vírus não é garantia que ela vai ter ou não o câncer de garganta no futuro, então fazer este exame não é muito vantajoso. Uma pessoa que já teve contato com o vírus pode acabar com problemas de ansiedade por acreditar que vai desenvolver o câncer.

A coisa mais eficaz a ser feita é vacinar não apenas as meninas, mas também os meninos contra o HPV no final da infância, antes do primeiro contato sexual deles. Outro fator benéfico para a saúde de forma geral é parar de fumar e de beber. [IFLScience, Annals of Oncology]

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