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Tempestade no Oeste da África desencadeia crise alimentar

Um relatório recente das Nações Unidas sugere que a fome no mundo está ainda muito longe de acabar. Devido a uma temporada de chuvas torrenciais no Oeste da África (região que já é a mais pobre do planeta mesmo sem nenhuma intempérie da natureza), que desabrigou 200.00 pessoas, eclodiu uma nova crise alimentar que já afeta diretamente mais de 10 milhões de pessoas.

O principal país atingido – Níger – já ocupa a zona do rebaixamento na lista do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): são os atuais lanternas do ranking mundial (0,340, na 182ª posição). A situação é especialmente grave devido à limitação de recursos: o país está encravado no meio do continente, não tendo saída para o mar, o que elimina os recursos de pesca, por exemplo.

Devido à crise, a parca produção alimentar do país foi seriamente afetada, e as reservas de comida acabaram em pouquíssimo tempo. A comida importada, vendida no mercado, é cara demais para a esmagadora maioria da população. Sem ter para onde recorrer, milhares de habitantes passaram a comer ervas fervidas. Mais de 400.000 crianças no país são subnutridas ao nível extremo, em que podem morrer por inanição a qualquer momento.

Estas tempestades, embora possa parecer estranho, não são tão incomuns, apesar de se localizarem na região árida do Sahel. Embora não haja uma periodicidade fixa, houve vários casos assim ao longo dos últimos 100 anos. A situação é dramática porque essas enchentes, geralmente, são seguidas por secas ainda mais graves, que podem durar décadas. Devido ao quadro assustador que se apresenta na região, a ONU já acionou um mecanismo de emergência para auxiliar estas populações. [The New York Times]

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