Terapia genética cura leucemia em apenas oito dias

Por , em 27.03.2013
David Aponte

David Aponte

Um estudo inovador dá esperanças a pessoas que não já têm nenhuma: dentro de apenas oito dias após iniciar uma nova terapia genética, a leucemia “incurável” de David Aponte havia desaparecido.

O mesmo aconteceu com quatro outros pacientes no prazo de oito semanas, embora mais tarde um tenha morrido de um coágulo de sangue não relacionado com o tratamento, e outro depois de recaídas.

O trio que foi curado, entretanto, havia sido previamente diagnosticado com recaídas geralmente fatais de leucemia linfoblástica aguda. Agora, os pacientes se encontram em remissão da doença já faz entre 5 meses e 2 anos.

Michel Sadelain do Centro Memorial de Câncer Sloan-Kettering, em Nova York (EUA), coautor do estudo, diz que um segundo teste clínico com 50 pacientes está sendo preparado. Além disso, a equipe vai tentar usar a técnica para tratar outros tipos de câncer.

Como funciona

A chave para o novo tratamento é a identificação de uma única molécula de superfície de células cancerosas para, em seguida, usar engenharia genética a fim de manipular células do sistema imunológico de um paciente para atacá-la.

Por exemplo, em leucemia linfoblástica aguda, células imunes chamadas células B se tornam malignas. Os pesquisadores conseguiram identificar e alvejar uma molécula de superfície conhecida como CD19, que está presente apenas em células B.

Eles extraíram outras células do sistema imunológico dos pacientes chamadas células T, que por sua vez foram tratadas com um vírus inofensivo, que instalou um novo gene que as redirecionou para atacar todas as células portadoras de CD19.

Quando as células T modificadas foram injetadas nos doentes, elas rapidamente mataram todas as células B, cancerosas ou não. “Em todos os cinco pacientes, os tumores ficaram indetectáveis após o tratamento”, conta Sadelain.

Segundo os cientistas, o corpo do doente deve repor o sistema imunológico com células T e células B saudáveis após um par de meses. No entanto, os pacientes do estudo receberam medula doada para garantir que pudessem regenerar um sistema imunológico saudável.

Tratamento promissor

O tratamento não é o primeiro a modificar células T para atacar um tipo de leucemia. No ano passado, uma empresa internacional chamada Adaptimmune usou a abordagem para tratar 13 pessoas com mieloma múltiplo, e conseguiu deixar 10 em remissão.

Também, no Hospital Infantil da Filadélfia (EUA), pacientes como a pequena Emma Whitehead, diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda, entraram em remissão de cânceres aparentemente incuráveis após uma terapia experimental que envolveu a remoção de milhões de células T do paciente e sua modificação genética a fim de que matassem as células cancerosas.

“Embora seja cedo para dizer, a abordagem de modificação de células T para atacar o câncer está cada vez mais ganhando espaço ao lado de tratamentos mais tradicionais”, explica Paul Moss, do Cancer Research (Reino Unido).[NewScientist]

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5 comentários

  • sergio_panceri:

    long live M.T. Keshe!!!

  • Marco337:

    Minha teoria científica na prática. Do jeito que eu havia imaginado. Esse tratamento pode ser ainda melhor e é nisso que eu estava trabalhando. Chamo de vetores experimentais. Utilizaria vírus DNA ou RNA ou bactérias como as ricketsias (DNA +RNA ) em um hospedeiro humano. Um inseto ( como o mosquito palha ou birigui ) inocularia o DNA ou RNA modificado no receptor ( humano infectado). Em resumo, meu trabalho utilizaria o mosquito como vetor que inocularia no humano um DNA ou RNA modificado direcionado à destruição de células neoplásicas ou infectadas por virus como o HIV . Atuaria ou regenerando ou destruindo as células afetadas.
    Há 5 anos tento utilizar virus RNA ou DNA em tratamentos pela sua altíssima capacidade mutacional, por serem parasitas obrigatórios, com grande poder de transmissibilidade , fato este que já se consumou com a incorporação definitiva do genoma viral em toda humanidade, advindo deste fato a ativação de genes responsáveis pelas mortes por infecção, câncer e até pelo envelhecimento.
    Meus trabalhos tem demonstrado que a quebra desse ciclo de parasitismo vírus-humanos é quase impossivel ( quase)…a possibilidade de quebra seriam: a. Evitar a entrada ( barreira) b. Forçar a saída deles do organismo (extração ) ou c. Destruição dos mesmos à nível intracelular (por inoculação). Como já citei aqui uma vez: ” temos motivos para não revelar grandes descobertas para humanidade…imaginem Hitler imortal…se revelarmos o segredo da longevidade aos homens , esse mundo se tornaria uma Tirania. É conveniente o homem envelhecer e perder suas forças para que o poder não fique em uma única mão…acredito que poucos cientistas já descobriram o segredo de uma vida livre de doenças e com longevidade. Por mais que pareça egoísta, não acredito que a humanidade esteja ainda pronta pra tais revelações “. Palavras minhas…de um pequeno “laboratório” que criei para criar. MSC

    • josé guilherme gomes de miranda:

      Quem acha isso conveniente? O Todo Poderoso?
      Se algum cientista tivesse o poder de imortalizar o ser humano, neste corpo, jamais deixaria isso em segredo, por causa de sua vaidade e de seu egoísmo.
      Todo mundo sabe que o corpo humano é feito de vários “tipos” de energia, a maioria com partículas em baixa vibraçção (e até, quem sabe, muitas ainda desconhecidas),e todo sistema energético tem um final. Até o Sol se esgotará. O envelhecimento humano é decorrente do esgotamento de um tipo de energia especial, talvez a mesma que nos possibilita a consciência, e isso não pode ser reposto através de engenharia genética, pois seria como construir um prédio do acabamento para as bases. Clones de animais velhos não ficam velhos, da idade do animal doador da célula?
      Até o Big-Bang, no ponto da singularidade, não me parece crível assim. Todo o universo do tamanho do núcleo de um átomo!
      Por outro lado, as bactérias têm vencido os medicamentos pela adaptação. Nós também nos adaptaremos ao mundo cheio de radiações, venenos e poluições diversas, só que em uns 100 mil anos.
      Por outro lado, sempre que uma doença tem sido vencida há surgido outra e mais outra…que nós criamos. Ler uma bula de medicamento hoje é pior do que ler Stephen King. Quantas doenças novas os remédios modernos estão gerando agora mesmo e ainda nem sabemos disso?
      só concordo com uma coisa do que vc disse: nós não estamos preparados para nada. Somos uns macacos sem apêndice caudal, que carregamos ainda a raiva, o ódio etc., normais nos animais, mas logicamente anomalias em seres que se pretendem racionais.

  • Carlos Rogerio Silva:

    Maravilhoso isso…. parabens a todos envolvidoss…

  • Amadeus E:

    Que felicidade uma pessoa dessas não deve ficar, o que era classificado como incuravel hoje ja não existe. Como sera que ainda existe pessoas que são contra a genética?

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