A realidade da reencarnação

Publicado em 27.04.2009

reencarnação

Será que, em cada um de nós, habita uma alma que já viveu outras vidas, em diferentes tempos da história? É uma idéia fascinante, e inúmeras pessoas acreditam nela – até mesmo o Dalai Lama (ele acredita ser a décima quarta reencarnação de um mestre budista).

Como você pode imaginar, provar cientificamente que uma pessoa já viveu antes não é uma tarefa muito fácil. Boas evidências podem ser fatos que uma pessoa sabe sobre a sua possível encarnação passada que ninguém mais saberia. Melhor ainda seria ter uma informação que ajuda a resolver desaparecimentos. Por exemplo, se sua encarnação passada fosse a da princesa russa Anastácia e se você soubesse qual foi o destino que encontrou na outra vida, o mistério estaria resolvido.

Mas, mesmo que várias pessoas acreditem em reencarnação, pouquíssimas afirmam se recordar de um fato de sua vida passada. Normalmente, essas memórias surgem quando se usa uma técnica controversa (e bastante desacreditada) chamada “regressão hipnótica”. Pelo menos é como se deu o caso “mais famoso” deste tipo.

Virginia Tighe, do Colorado (EUA), em 1952, passou por uma sessão de hipnose amadora. Sob hipnose, ela adquiriu um sotaque irlandês e relatou sua vida como Bridey Murphy, uma mulher que viveu na Irlanda, em Cork. Ela relatou fatos como seu casamento, seu nascimento em 20 de dezembro de 1789 e sua morte em 1864.

Tighe nunca fora à Irlanda – e contou detalhes que lhe seriam desconhecidos sobre o lugar e sobre os costumes do povo, que só lhe seriam conhecidos se ela realmente tivesse vivido naquela época. Até aí a história parece convincente. Mas logo ela começa a desmoronar.

O fenômeno “Bridey Murphy” se tornou um sucesso mundial e até mesmo foram escritos bestsellers sobre o assunto.

Jornalistas, então, descobriram que não havia registros de ninguém chamado Bridey Murphy nascido naquela região e nas datas fornecidas por Tighe. Mais tarde foi descoberto que, embora nunca tenha conhecido a Irlanda, Virginia teve contato seguido durante a infância com uma pessoa desta nacionalidade.

Poucas pessoas pensam que Tighe causou todo esse escândalo sobre sua “vida passada” de má-fé. Acredita-se que ela foi realmente hipnotizada, mas, ao invés de relatar sua vida passada, seu subconsciente misturou algumas histórias e criou, baseado em memórias de infância, a vida de Bridey Murphy.

Décadas de estudos psicológicos mostraram que pessoas sob hipnose conseguem criar histórias extremamente detalhadas e convincentes – mesmo que tratem de experiências que nunca vivenciaram. E as pessoas podem até mesmo acreditar nessas visões, com a ajuda de psicólogos mal-informados.

O mesmo processo psicológico explica testemunhas oculares de abduções alienígenas.

Os cientistas ainda apontam outras falhas na história de reencarnações. Se nossa alma nasce várias vezes, o número de pessoas no planeta não iria crescer. Por volta de 1800 havia apenas 1 bilhão de pessoas no mundo. Agora estima-se que estejamos perto dos 7 bilhões. De onde as novas 6 bilhões de almas surgiram nos últimos 200 anos? Será que nossos ancestrais tinham seis almas adicionais dentro deles?

Outra questão é: por que há tantas pessoas no mundo que dizem serem as reencarnações de pessoas famosas? Afinal, nos dias de hoje, há várias Cleópatras, Joanas D´Arc e muitos Napoleões e, com certeza, mais de um Jesus. [Live Science]

Autor: Eduardo Martins

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98 Comentários

  1. A melhor prova da Reencarnação é o choro dos 2 tapinhas na bunda na maternidade.
    E a vida segue com protons e elétrons e o melhor de tudo o nosso universo dentro de um buraco negro.
    Realmente a compreensão digamos que desta vez esta sendo um pouco lenta pra todos nós.
    Mas chegaremos a compreensão também de um Universo Espiritual o qual chamamos de Deus e que esta a espera para cada um de nós.

    Espero que reflitam na lógica de nossas existencias.

    Causas Anteriores das Aflições
    6 – Mas se há males, nesta vida, de que o homem é a própria causa, há também outros que, pelo menos em aparência, são estranhos à sua vontade e parecem golpeá-lo por fatalidade. Assim, por exemplo, a perda de entes queridos e dos que sustentam a família. Assim também os acidentes que nenhuma previdência pode evitar; os revezes da fortuna, que frustram todas as medidas de prudência; os flagelos naturais; e ainda as doenças de nascença, sobretudo aquelas que tiram aos infelizes a possibilidade de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiota, a imbecilidade etc.

    Os que nascem nessas condições, nada fizeram, seguramente, nesta vida, para merecer uma sorte triste, sem possibilidade de compensação, e que eles não puderam evitar, sendo impotentes para modificá-las e ficando à mercê da comiseração pública. Por que, pois, esses seres tão desgraçados, enquanto ao seu lado, sob o mesmo teto e na mesma família, outros se apresentam favorecidos em todos os sentidos?

    Que dizer, por fim, das crianças que morrem em tenra idade e só conheceram da vida o sofrimento? Problemas, todos esses, que nenhuma filosofia resolveu até agora, anomalias que nenhuma religião pode justificar, e que seriam a negação da bondade, da justiça e da providência de Deus, segundo a hipótese da criação da alma ao mesmo tempo em que o corpo, e da fixação irrevogável da sua sorte após a permanência de alguns instantes na Terra. Que fizeram elas, essas almas que acabam de sair das mãos do Criador, para sofrerem tantas misérias no mundo, e receberem, no futuro, uma recompensa ou uma punição qualquer, se não puderam seguir nem o bem nem o mal?

    Entretanto, em virtude do axioma de que todo efeito tem uma causa, essas misérias são efeitos que devem ter a sua causa, e desde que se admita a existência de um Deus justo, essa causa deve ser justa. Ora a causa sendo sempre anterior ao efeito, e desde que não se encontra na vida atual, é que pertence a uma existência precedente. Por outro lado, Deus não podendo punir pelo bem o que se fez, nem pelo mal que não se fez, se somos punidos, é que fizemos o mal. E se não fizemos o mal nesta vida, é que o fizemos em outra. Esta é uma alternativa a que não podemos escapar, e na qual a lógica nos diz de que lado está à justiça de Deus.

    O homem não é, portanto, punido sempre, ou completamente punido, na sua existência presente, mas jamais escapa às conseqüências de suas faltas. A prosperidade do mau é apenas momentânea, e se ele não expia hoje, expiará amanhã, pois aquele que sofre está sendo submetido à expiação do seu próprio passado. A desgraça que, à primeira vista, parece imerecida, tem portanto a sua razão de ser, e aquele que sofre pode sempre dizer: “Perdoai-me, Senhor, porque eu pequei”.

    7 – Os sofrimentos produzidos por causas anteriores são sempre, como os decorrentes de causas atuais, uma conseqüência natural da própria falta cometida. Quer dizer que, em virtude de uma rigorosa justiça distributiva, o homem sofre aquilo que fez os outros sofrerem. Se ele foi duro e desumano, poderá ser, por sua vez, tratado com dureza e desumanidade; se foi orgulhoso, poderá nascer numa condição humilhante; se foi avarento, egoísta, ou se empregou mal a sua fortuna, poderá ver-se privado do necessário; se foi mau filho, poderá sofrer com os próprios filhos; e assim por diante.

    É dessa maneira que se explicam, pela pluralidade das existências e pelo destino da Terra, como mundo expiatório que é, as anomalias da distribuição da felicidade e da desgraça, entre os bons e os maus neste mundo. Essa anomalia é apenas aparente, porque só encaramos o problema em relação à vida presente; mas quando nos elevamos, pelo pensamento, de maneira a abranger uma série de existências, compreendemos que a cada um é dado o que merece, sem prejuízo do que lhe cabe no Mundo dos Espíritos, e que a justiça de Deus nunca falha.

    O homem não deve esquecer-se jamais de que está num mundo inferior, onde só é retido pelas suas imperfeições. A cada vicissitude, deve lembrar que,se estivesse num mundo mais avançado, não teria de sofrê-la, e que dele depende não voltar a este mundo, desde que trabalhe para se melhorar.

    8 – As tribulações da vida podem ser impostas aos Espíritos endurecidos, ou demasiado ignorantes para fazerem uma escolha consciente, mas são livremente escolhidos e aceitas pelos Espíritos arrependidos, que querem reparar o mal que fizeram e tentar fazer melhor. Assim é aquele que, tendo feito mal a sua tarefa, pede para recomeçá-la, a fim de não perder as vantagens do seu trabalho. Essas tribulações, portanto, são ao mesmo tempo expiações do passado, que castigam, e provas para o futuro, que preparam. Rendamos graças a Deus que, na sua bondade, concede aos homens a faculdade da reparação, e não o condena irremediavelmente pela primeira falta.

    O Evangelho Segundo o Espiritismo 5-6.

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  2. hoje eu fico neutro nesta historia de rencarnaçao eu ja acreditei muito nisso no passado qundo eu tinha ideias orientais.as religioes e seitas sao muletas que os seres humanos utilizao para suportar os seus vazios e o medo da morte .sao tambem uma forma de tentar abafar suas mentes conturbadas de sentimentos de culpa .hoje eu sou um racionalista e, graças a deus encontrei ele dentro de min mesmo e agora me sinto mais equilibrado comigo mesmo.as religioes e seitas so servem para separar e segregar os seres humanos nos seus fanatismo cego e odioso e com raras vezes servem para paz .ha esta servem para ganhar muito dinheiro e nao pagam imposto de renda.

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    • cara primeira vez q eu vejo um religioso que tem a mente no luga O/ parabéns mano

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  3. Tão espetaculares quanto as histórias de reencarnação são as explicações “científicas” sobre o assunto:
    “Décadas de estudos psicológicos mostraram que pessoas sob hipnose conseguem criar histórias extremamente detalhadas e convincentes”…Querer explicar o inexplicável com um argumento não menos inexplicável ainda torna o debate uma questão de fé entre as partes.
    Alguns pessoas aqui argumentam que não ha base cientifica porque a pequisa não foi publicada e bla, bla, bla…Hora, não sejamos hipócritas pois sabemos que existe uma veia inquisitória no mundo cientifico que refuta tudo aquilo que não pode ser medido e interpretado pelo modelo padrão. Todo pesquisador que se empenha neste tipo de assunto é prontamente tachado de exotérico, pseudo cientista e por aí afora. Mas mesmo assim existem alguns herois que mesmo correndo o risco de terem suas carreiras arruinadas ante ao escarnio de seus pares, persistem e silienciosamente em sua pesquisas.
    Para os que não são tão fundamentalistas nos dogmas cientificos sugiro pesquisar os trabalhos de autores como médico e psiquiatra Ian Stevenson, o cardiologista Sam Parnia, o neorologista Peter Fenwick, o psicologo Erlendur Haraldsson, no Brasil os psiquitras Frederico Leão e Alexandre Almeida. Consulte também o ProSer do núcleo de Psiquiatria da USP e tirem suas próprias conclusões.

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  4. “Os cientistas ainda apontam outras falhas na história de reencarnações. Se nossa alma nasce várias vezes, o número de pessoas no planeta não iria crescer. Por volta de 1800 havia apenas 1 bilhão de pessoas no mundo. Agora estima-se que estejamos perto dos 7 bilhões. De onde as novas 6 bilhões de almas surgiram nos últimos 200 anos? Será que nossos ancestrais tinham seis almas adicionais dentro deles?”

    Existem incontáveis mundos habitados pelo universo. Mundos com espíritos superiores e inferiores do que e os daqui da Terra.
    Deveriam ter estudado mais sobre a doutrina espírita, deveriam ter lido O Livro dos Espíritos.

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    • Deixa ver:

      “Existe um estoque enorme de almas por que existem outros mundos. Sabemos que existem outros mundos por que existe um estoque enorme de almas.”

      Para mim, parece uma tautologia.

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    • E fica uma questão importante em aberto: Aonde se afirmou e baseado em q, q o número de almas é finito ? Sem uma prova é puro “achismo”.

      Sabe-se lá se não há algum processo pelo qual novas almas podem surgir ou as atuais gerarem novas por algum tipo de reprodução tal qual os seres vivos?

      Enquanto não se prova nem um nem outro tudo é pura expeculação!

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    • Livro dos Espíritos? Ah, escrito por quem defende tal doutrina? Essa é boa!

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    • Falácias, falácias e mais falácias!!!

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