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Cientistas descobrem faixa de antimatéria envolvendo a Terra

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Por em 8.08.2011 as 20:00

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Cientistas fazem uma descoberta empolgante: uma faixa fina de partículas de antimatéria, chamadas antiprótons, envolvendo a Terra.

Esse flagra inédito confirma o trabalho teórico que prevê que o campo magnético da Terra pode “capturar” antimatéria.

Os antiprótons foram vistos pelo satélite Pamela (uma sigla em inglês que significa, em português, ‘carga paga para exploração de antimatéria e astrofísica de núcleos leves’), lançado em 2006 para estudar a natureza das partículas de alta energia do sol e de além do nosso sistema solar, os chamados raios cósmicos.

A equipe diz que um pequeno número de antiprótons está “preso” entre matéria normal também presa dos cinturões de Van Allen. Segundo os pesquisadores, lá pode haver o suficiente para implementar uma nova tecnologia que utilize antimatéria para abastecer futuras naves espaciais.

Partículas de raios cósmicos podem bater em moléculas que compõem a atmosfera da Terra, criando chuveiros de partículas. Muitas das partículas de raios cósmicos, ou “filhas” de partículas que eles criam, são apanhadas nos cinturões de Van Allen, regiões em forma de rosquinha onde o campo magnético da Terra as prende.

Entre as metas do Pamela, estava procurar especificamente um pequeno número de partículas de antimatéria entre as partículas mais abundantes de matéria normal, como núcleos de átomos de prótons e de hélio.

A nova análise mostra que, quando Pamela passa por uma região chamada Anomalia Magnética do Atlântico Sul, vê milhares de vezes mais antiprótons do que seria esperado pelo decaimento normal de partículas, ou em outras partes do cosmos.

Segundo os cientistas, isso é uma evidência que as faixas de antiprótons, análogas aos cinturões de Van Allen, seguram a antimatéria no lugar – pelo menos até que ela encontre a matéria normal da atmosfera, e se “aniquile” em um flash de luz.

“A faixa é a fonte mais abundante de antiprótons próxima da Terra”, disse um coautor da pesquisa, Alessandro de Bruno.

“Antiprótons capturados podem ser perdidos nas interações com elementos atmosféricos, especialmente em baixas altitudes, onde a aniquilação torna-se o principal mecanismo de perda. Acima de altitudes de várias centenas de quilômetros, a taxa de perda é significativamente mais baixa, permitindo uma grande oferta de antiprótons”, explica Bruno.

O cientista disse que, além de confirmar o trabalho teórico que há muito previu a existência dessas faixas de antimatéria, as partículas podem também se tornar uma nova fonte de combustível para futuras naves espaciais, uma ideia explorada pela NASA. [BBC]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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30 comentários

  1. Freitas /

    Bom dia a todos
    sobre esse assunto por enquanto fica só no sonho, a antimatéria para ser usado em forma de energia para mov motores de espaçonaves ela tem que ser transformada em cristal e tambem enriquecido essa tecnologia a raça humana não domina ainda talvez daqui 200 anos.Motores ionicos então sendo testados com eficacia em cabo canaveral (Florida usa)e tambem em (Nevada usa area 51)motores ionicos podem percorrer galaxias .

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  2. Acho esta notícia precipitada. Alguma coisa deve estar errada. Antimatéria aqui no meio de tanta matéria, sem se distruir, é um verdadeiro melagre. Vamos aguardar para vermos os resultados.

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  3. guittar hell /

    caralho achei a noticia do caralho …muito boa
    apesar de esta começando a entende a fisica e a quimica da coisa ..mais breve estarei destruindo ..
    flw galera vou estuda agora ..depois falamos mais se alguem quiser troca ideia de fisica e quimica ai depois de boa ..fuizz.

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  4. Werex /

    Talvez em um futuro não muito distânte as naves poderão usar planetas como “postos de gasolina”. Muito interessante.

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  5. Renan /

    a antimatéria é mais comum do que imaginávamos

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  6. Romário Huebra /

    Quando li o titulo da matéria, juro qe gelei de medo, mais pelo visto naum é uma faixa enorme.
    Deus me livre se fosse muita antimatéria, seria o fim da terra!!

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  7. anderea /

    sera que se usamos a anti-matéria haverá um impacto ambiental..?????

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  8. Glauco /

    Bunito.
    Mas prefiro correntes elétricas para alimentar espaçonaves.

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  9. Como é possivel matéria e antimatéria conviverem juntas? Onde exste matéria, não pode existir antimatéria. O universo é recheado de matéria, se aparecer qualquer quantidade de antimatéria ela será aniquilada na hora e vira uma explosão de energia,ou eu não estou entendendo nada. O nosso universo deve ser feito só e matéria. Para mim, foi uma observação falsa.

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    • Glauco /

      Essa antimatéria detectada está aprisionada em campos magnéticos, não está em contato direto com a matéria.

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  10. Como podemos usar uma coisa que existe tao pouca em nosso universo e praticamente o diamante na terra e a anti-matéria no universo então eu acho um pouco precipitado pegarmos esse tipo de matéria para ‘abastecer’ naves espacias, se a anti-matéria estiver em um fluxo grande é muito longe daqui.

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  11. paulo /

    Acho que o mais interessante agora é descobrir a fonte dessa antimatéria, a influência dela em nosso planeta, para depois se pensar em um uso, tipo, combustível …Primeiro compreender , para depois utilizar …

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    • Paulo, a influência é mínima, e a origem é interestelar, provavelmente. Antiprótons são partículas carregadas eletricamente, e são capturadas no campo magnético terrestre da mesma forma que prótons e elétrons.

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      • paulo /

        O “provavelmente” é que me preocupa cesar…….

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      • Lobo /

        Salve Cesar, faze tempo que deixaste teu comentário mas espero que veja e responda o meu. Seguinte, gosto muito de astronomia mas não entendo muito de física nem de partículas. Mas entramos dentro de um átomo, veremos protons e elétrons cujas cargas opostas se neutralizam e mantém ou buscam manter o equilíbrio. Ok. Entramos dentro dos prótons e nêutrons e aí já não entendo mais nada, fala-se em quarks, dois embaixo um encima, um encima dois embaixo, ligados entre si por uma grande energia… Mas a medida que decompomos a matéria, parece que não encontramos mais nada além de energia, na ligação entre essas partículas. Eu trabalho com 3d, desenhei um átomo na forma de bolinhas para os elétrons e bolas maiores coladas representando os prótons e nêutrons no núcleo. Essa é a visão mais popular para um átomo. Mas dizem que elétron se comporta tanto como partícula quanto como onda… Viagei, mas basicamente, me parece que decompondo a matéria encontramos apenas energia, ao meu ver leigo me parece que, na escala mais básica que se possa entrar, o que chamamos de matéria seria na verdade um conjunto de estados de energia. Não existiria de fato bolinhas pequenas e indivisíveis compondo os quarks ou as partículas que compõem os quarks, mas sim cargas, estados de energia. O que o senhor acha?

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  12. Henrique /

    Sou leigo no assunto então se alguem souber explique. como pode a antimatéria e a matéria se aniquilarem, quero dizer elas nao podem deixar de existir apenas se transformar se se transformam em luz logo se transformam em fótons certo? mas como nao entendo gostaria de saber fótos são classificados como matéria ou oque?

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    • Fótons são energia. Não são partículas materiais são “pacotes” de energia.

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    • Eddy /

      Fótons, apesar de terem “massa” invariante zero, são partículas que portam todas formas de radiação eletromagnética. A mais conhecida como luz visível.
      Na grande maravilha de nosso universo local o que chamamos de matéria pode comportar-se as vezes como partícula e as vezes como uma onda.
      É muito interessante porque dependendo do observador pode comportar-se como matéria ou “como uma onda no mar”. Desculpem a poesia, mais foi inevitável por tão apaixonante tema. Física Quântica.

      Tendo o papel do observador influencia sobre o observado, será a explicação das mudanças no sorriso Mona Lisa?
      Extrapolando, será que se nós mudarmos a perspectiva sobre nossa realidade, poderemos mudar a realidade? Mais além da superficial visão New Age sobre o tema, a resposta é definitivamente SIM. Mude sua visão e mudarás a forma com que a realidade afeta a sua realidade pessoal. Quem sabe até a matéria possa transformar-se em energia pura.

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    • Fernando /

      Pelo que entendo, a matéria e a antimáteria se anulam a massa é convertida em energia e sobram alguns fotons de massa residual.

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  13. bruno bardog /

    O VICENTE o problema de combustivl também afeta aqui na terra ! hahaha será que dá pra pegar um pouco de antimateria para combustivel de carro???

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    • Jadson /

      Humm… Mas com certeza um carro com tanto potencial não serviria nos “tapetes” rodoviários brasileiros.

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      • vicente /

        Jadson não adianta falar filhote se o povo desse brasil é idiota e continua votando em candidatos ladrões só porque eles são amigo de todos.

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    • vicente /

      melhor pega o combustivel fossil e leva pro espaço pra alimentar as naves ^^’

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  14. Gui /

    anti materia serve tambem de combustivel para futuras missoes para descobrir a via lactea ela pode servir de combustivel a velocidade pode chegar a velocidade dobra ou se preferir luz
    mais isso deve acontecer daqui a uns 1000 anos!

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  15. vicente /

    antimateria pode encurtar distancias ja que além da distancia o problema de se viajar no espaço é o combustivel.
    XD

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  16. xd /

    Nossa eu tava assistindo WEEDS… e parei so pra ler essa noticia. UAU isso e muito empolgante,Imagina quantos lugares no espaco centem antimateria!!!

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