Cientistas descobrem que o déficit de atenção e a hiperatividade são doenças genéticas

Uma nova pesquisa encontrou a primeira evidência de que o distúrbio de déficit de atenção e hiperatividade (DDAH) é uma doença genética. Segundo os pesquisadores, o estudo pode levar a melhores tratamentos para a doença.

O DDAH é um dos transtornos mentais mais comuns nas crianças. Estima-se que afete cerca de 3 a 5% das crianças globalmente. E o problema é visto com muito mais frequência em meninos do que em meninas.

Crianças com déficit de atenção e hiperativas são excessivamente inquietas, impulsivas e facilmente distraídas. Muitas vezes têm dificuldades em casa e na escola. A doença não tem cura, mas os sintomas podem ser controlados por uma combinação de medicação e terapia comportamental.

No estudo, os cientistas mapearam os genes de mais de 1.400 crianças – 366 com DDAH e 1.047 sem DDAH – para tentar encontrar variações na sua composição genética. Eles descobriram que as tinham DDAH eram mais propensas a ter pequenos pedaços de seu DNA duplicados, ou pedaços de DNA faltando.

A pesquisa também mostrou uma sobreposição entre os segmentos de DNA faltando ou duplicados, conhecidos como variantes do número de cópia, e variações genéticas ligadas ao autismo, à esquizofrenia e a distúrbios do cérebro. Segundo os cientistas, essas são fortes evidências de que a DDAH é uma condição do desenvolvimento neurológico.

A descoberta deve ajudar a desmentir o mito de que o DDAH é causado por má criação dos pais ou por dietas com muito açúcar, já que mostra que os cérebros das crianças com esta condição se desenvolvem de forma diferente.

Os resultados do estudo podem ajudar a desvendar as bases biológicas da doença, o que vai ser muito importante no futuro para desenvolver novos tratamentos, que sejam mais eficazes.

Porém, especialistas ressaltam que é improvável que a pesquisa leve a um desenvolvimento de um teste genético que diagnostique a doença, uma vez que é acreditado que as principais causas da DDAH sejam uma mistura complexa de genes e o próprio meio-ambiente. [Reuters]

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12 respostas para “Cientistas descobrem que o déficit de atenção e a hiperatividade são doenças genéticas”

  1. Tenho TDAH, e não considero isso como uma doença,mas sim,um problema que pode agravar! Sei disso,por experiencia própria!! Então não pense que só porque não é doença,não é grave…Que tem hiperatividade,tem que fazer um tratamento,mas lembrando que isso ‘não’ tem cura !

  2. Meu filho foi diagnosticano a 06 aos com transtorno de deficit de Atenção, vocês não imagina o trabalho que dá, isso tendo acompanhamento, tomando os remédios etc…. ai mistura a pré-adolescencia com o problema e fica bravo…. mas para melhorar e claro.. ele descobriu que tem sindrome do vagal….. como pode uma pessoa agitada e o coração ter batimentos lentos??????

  3. Dr. Edmond Saab Jr diz que essas doenças podem ser causadas até por problemas intestinais e curáveis com dieta adequada. Se a causa fosse genética não poderia ser curada, não é?
    Uma das 2 correntes está errada e espero que Dr. Edmond esteja certo, para o bem dos que tem esses problemas.

  4. A espécie humana é quadrimensional, bio físico; bio psicológicos, bio espiritual e bio material! Por tanto, nossos problemas serão todos oriundos quadrimensionalmente em cada humano, as intensidade em cada um é que serão poucas , pouquíssimas, muita , nda,forte ou fortíssimas! Gerando assim, todo desequilibro comportamental. Usar métodos científicos do século passado em pleno século 21, não são mais confiavéis! hoje! a algo por trás desta intensões.

    Analise este trecho e reflitam!

    “A descoberta deve ajudar a desmentir o mito de que o DDAH é causado por má criação dos pais ou por dietas com muito açúcar, já que mostra que os cérebros das crianças com esta condição se desenvolvem de forma diferente.”

  5. Eu particularmente, tenho DDAH, e sempre tive curiosidade de saber o motivo d tais comportamentos, não tomo remédio, masc minha mãe sempre me ajudou com exercicios para a minha concentração como quebra-cabeças e coisas do tipo, amei a pesquisa e tenho certeza que iria ajudar muito os DDAH…

  6. Mas afinal…onde esta provada a relação causal entre os gens e o comportamento?Na verdade não precisa ser muito inteligente para ver que estanos diante do mito, ou ímpeto cientifizante e/ou mercadológico-coorporativista, senão vejamos ipsis litteris:

    (na propria notícia)

    “Porém, especialistas ressaltam que é improvável que a pesquisa leve a um desenvolvimento de um teste genético que diagnostique a doença, uma vez que é acreditado que as principais causas da DDAH sejam uma mistura complexa de genes e o próprio meio-ambiente.”

    Ora…na realidade a falácia está evidente:

    Crianças que apresentam comportamento DDAH tem anomalia A
    Crianças que não tem comportamento DDAH não tem anomalia A.
    Logo a anomalia A causa DDAH.

    Corigindo: a constatação de que estão ao mesmo tempo presentes em um mesmo indivíduo determinada “anomalia”( se é que se pode dizer isso)e uma outra característica ao mesmo tempo não nos diz que há uma relação de um com outro.
    Exemplifico, conforme o proprio enunciado da notícia que ao reconhecer a impossibilidade de demonstração(testagem)reconhece a primazia do meio-ambiente sobre o biológico:não se pode testar os gens porque o meio ambiente é que determina;ou seja, se não houvesse aí interferências do ambiente poder-se-ia ter comprovação, inclusive via testagem:

    Logo, estamos diante do cachorro correndo atraz do proprio rabo e o meio-ambiente volta a ser o vetor não testável, imprevisível…meio-ambiente esse onde, sem dúvida, estão as aprendizagens, experiências da infância, e também nossas ambições e temores.

    Mesmo que um dia a nossa positiva ciencia clame aos ventos ter descoberto que a inteligência é genética(ao estilo dos nazistas que tudo atribuiam a genética)estamos condenados ao fracasso de uma futura “pílula da inteligência”.O aprendizado é insubstituível, inclusive em relação ao destino que daremos a nosso corpo, aos nossos atos;a reponsabilidade não brota do corpo, ou dos gens.Isso me lembra a velha teoria lombrosiana…

    A propósito:

    Se foi realizada a “pesquisa” onde identificaram “pedaços duplicados e/ou faltantes de gens..ora..então se puderam identificar isso…e se eles tem a ferramenta para isso..e se ela é confiável..então porque não se poderia desenvolver testagem???

    O mesmo motivo que inviabiliza a validade da testagem com certeza inviabiliza a validade da primeita testagem(“pesquisa”)..por óbvio então que nem da primeira testagem(“pesquisa”) existe a confiabilidade no instrumento..isso é óbvio…será que ninguém mais pensa por aqui???

  7. Mas afinal…onde esta provada a relação causal entre os gens e o comportamento?Na verdade não precisa ser muito inteligente para ver que estanos diante do mito, ou ímpeto cientifizante e/ou mercadológico-coorporativista, senão vejamos ipsis litteris:

    (na propria notícia)

    “Porém, especialistas ressaltam que é improvável que a pesquisa leve a um desenvolvimento de um teste genético que diagnostique a doença, uma vez que é acreditado que as principais causas da DDAH sejam uma mistura complexa de genes e o próprio meio-ambiente.”

    Ora…na realidade a falácia está evidente:

    Crianças que apresentam comportamento DDAH tem anomalia A
    Crianças que não tem comportamento DDAH não tem anomalia A.
    Logo a anomalia A causa DDAH.

    Corigindo: a constatação de que estão ao mesmo tempo presentes em um mesmo indivíduo determinada “anomalia”( se é que se pode dizer isso)e uma outra característica ao mesmo tempo não nos diz que há uma relação de um com outro.
    Exemplifico, conforme o proprio enunciado da notícia que ao reconhecer a impossibilidade de demonstração(testagem)reconhece a primazia do meio-ambiente sobre o biológico:não se pode testar os gens porque o meio ambiente é que determina;ou seja, se não houvesse aí interferências do ambiente poder-se-ia ter comprovação, inclusive via testagem:

    Logo, estamos diante do cachorro correndo atraz do proprio rabo e o meio-ambiente volta a ser o vetor não testável, imprevisível…meio-ambiente esse onde, sem dúvida, estão as aprendizagens, experiências da infância, e também nossas ambições e temores.

    Mesmo que um dia a nossa positiva ciencia clame aos ventos ter descoberto que a inteligência é genética(ao estilo dos nazistas que tudo atribuiam a genética)estamos condenados ao fracasso de uma futura “pílula da inteligência”.O aprendizado é insubstituível, inclusive em relação ao destino que daremos a nosso corpo, aos nossos atos;a reponsabilidade não brota do corpo, ou dos gens.Isso me lembra a velha teoria lombrosiana…

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