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CEZAR RIBAS em 22.09.2008 as 19:11 e atualizado em 25.09.2008 as 17:15

efeito kondo

Com todo o furor ao redor do Large Hadron Collider é fácil esquecer que há muitos outros enigmas na física ainda sendo estudados todos os dias.

O Efeito Kondo, um dos poucos exemplos na física em que muitas partículas se comportam coletivamente como um objeto (um único corpo mecânico quântico), intrigou cientistas de todo mundo por décadas.

Quando um único átomo magnético é situado dentro de um metal, os elétrons livres do metal ‘cobrem’ o átomo. Assim uma nuvem de muitos elétrons ao redor do átomo fica magnetizada. Algumas vezes, se o metal é resfriado a baixíssimas temperaturas, o giro atômico entra em um estado chamado de ‘superposição quântica’. Neste estado seu pólo-norte aponta em duas direções opostas ao mesmo tempo. Como resultado, toda a nuvem de elétrons ao redor do giro também é simultaneamente magnetizada em duas direções.

Uma equipe de cientistas do no Centro para Nanotecnologia de Londres, na Universidade College London, juntamente com um centro de pesquisas da IBM conseguiu um grande avanço ao entender o efeito Kondo e publicaram um artigo na revista científica Nature Physics.

Os pesquisadores, usando uma técnica que criaram em 2007, disseram que é possível prever quando o efeito Kondo irá ocorrer e entender a causa. A chave está na geometria das imediações diretas de um átomo magnetizado. Ao estudar cuidadosamente como esta geometria influencia o momento magnético (‘giro’) do átomo, o surgimento do efeito Kondo pode ser previsto e compreendido.

O Dr. Cyrus Hirijibehedin, palestrante da University College London, disse que “este resultado apresenta um grande avanço em nosso entendimento desse fenômeno fundamental da física e pode ter importantes conseqüências para futuros dispositivos em escala nanométrica”. [ScientificBlogging]


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