Já conseguimos sair do Sistema Solar!

Publicado em 15.06.2012

Nunca chegamos tão longe… literalmente! Enquanto você lê esta matéria, a nave Voyager 1, construída pela NASA e lançada a 35 anos, está a impressionantes 17.970.000.000 (quase 18 bilhões de) quilômetros da Terra – até mais, na verdade, pois viaja a 10 quilômetros por segundo.

Firme e forte, a Voyager 1 continua lançando sinais de rádio para cá, recebidos (16 horas depois) com entusiasmo por astrônomos nos Estados Unidos. Na semana passada, os sinais indicaram que a nave está finalmente saindo da heliosfera (a “fronteira” do nosso sistema solar). A entrada nessa região, para você ter uma ideia, foi em 2004.

É a primeira vez que um artefato humano chega tão longe. “Nós estudamos todos os dias os dados obtidos. Estamos lidando com algo nunca antes visto”, disse o cientista Edward Stone.

O que há para além da heliosfera? Quase um vácuo absoluto, povoado por alguns cometas que, sabe-se como, ainda orbitam o sol. Ou haverá mais do que isso? Façam suas apostas! [The Atlantic, Daily Mail UK]

Autor: Guilherme de Souza

É jornalista empenhado e ilustrador em treinamento. Curte ciência, cultura japonesa, literatura, seriados, jogos de videogame e outras nerdices. Tem alergia a música sertaneja e acha uma pena que a Disco Music tenha caído no esquecimento.

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30 Comentários

  1. Isso me lembra um comentário do Stephen Hawke que disse que deveríamos para de enviar naves ao espaço com a localização do nosso Planeta.Se uma civilização com tecnologia mais avançada encontrá-la o efeito pode ser o mesmo do ocorrido quando os europeus descobriram a América.

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    • Não é algo que eu diria ser impossível, mas eu discordo.
      Não acho que uma civilização com tecnologia capaz de realizar viagens interestelares iria ter a mesma reação dos europeus. Para realizar tais viagens, eles estariam muito a frente desse pensamento.
      Acredito que eles iriam escoler o conhecimento e a vida.

      Se é que extraterrestres teriam interesse no planeta Terra, já que estar próximo daqui pode ser um perigo.

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    • Longe de querer trollar Stephen Hawking mas se nós humanos já tivéssemos uma tecnologia tão grande a ponto de cruzar os confins do universo e encontrar uma civilização menos evoluída, acho que nós é que seríamos os “europeus”, a destruição esta na nossa natureza. Talvez outra civilização possa nos encontrar e nos conquistar como já foi visto por diversas vezes em filmes como Independece Day, Guerra dos Mundos, O Dia em que a Terra Parou (meu favorito) e a série Falling Skies. Humildemente a prefiro a versão pacífica do filme Contatos Imediatos de Terceiro Grau.

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    • Adoro psicologia extra-terreste… hahaha

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    • Legal, fazer uma viagem desta, não é?

      Neste tempo teriam de enviar bilhões de litros de oxigênio para você respirar, milhões de toneladas de frutas, verduras e outros alimentos, milhões de litros de água para beber e para higienização, uma gigantesca usina de tratamento de esgoto e de purificação do ar, milhares de mudas de roupas, uma academia de ginastica, desenvolver um processo que impeça o desenvolvimento de bactérias, vírus e fungos na sua pele, nos resíduos de alimentos e no sistema de esgoto, equipar um consultório médico completo para o caso de você ficar doente etc, etc, etc…

      Ficaria inviável.

      http://members.shaw.ca/omjhooge/Unusual%20Numbers/how_much_oxygen_for_a_person.htm

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    • A… pelo menos daria pra sintonizar e curtir uns sonzinhos da velha guarda (bem melhor que as musicas de hoje) …
      :)

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  2. As naves Voyager foram desenvolvidas em uma época em que havia muito pouco conhecimento dos fenômenos magnéticos e dos efeitos das partículas solares e poeira cósmica… Por este motivo e pela importância do projeto, foi empregada uma tecnologia chamada “STAR” (de Self Test And Repair), onde utilizam-se componentes críticos redundantes e tolerantes a dupla falta… Isto significa que quase todos os circuitos críticos da nave possuem uma duplicata ou mesmo uma triplicata. Pode parecer absurdo e caro lançar uma nave espacial com todo este acréscimo de peso, mas era o único caminho para alcançar o objetivo científico…
    A qualidade e resolução das fotos em preto e branco é muito baixa, dentro dos padrões atuais, mas ainda é muito útil para a pesquisa.

    Posteriormente ao lançamento, a NASA lançou outras naves seguindo a mesma rota, para atuarem como boosteres (amplificadores do sinal de rádio) com o objetivo de manter a comunicação com o engenho…
    Veja detalhes da impressionante contribuição científica das naves Voyager em:
    http://pt.wikipedia.org/wiki/Voyager_1
    http://history.nasa.gov/presrep1978.pdf
    http://www.bibliotecapleyades.net/vida_alien/xenology/24.0.htm

    Veja também as naves “Pionner”.

    Esta tecnologia surpreendeu toda a comunidade, pois funcionou dezenas de vezes melhor do que previsto… Até hoje a nave continua funcionando aceitavelmente.

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  3. Acho que o Jonatas está certo e também estou impressionado que ela ainda funcione. Não é simplesmente viajar no vácuo e usar sinais de rádio. Ela envia sinais, espectros e imagens e sabe lá que outras informações que ficam retidas. Usa energia luminosa para recarregar suas baterias. Imagina as condições adversas que tem passado em todos esses anos, tendo seus circuitos eletrônicos, conjuntos óticos e baterias, entre outros sofrido com temperaturas extremamente baixas e radiações e campos eletromagneticos de magnitudes diversas. O que mais me impressiona é que se ela está viajando a deriva e nessa velocidade que ainda não tenha se chocado com nenhum fragmento espacial. Se alguém assistiu ao primeira longa metragem de star trek deve lembrar que uma dessas Voyager acabou voltando para a Terra séculos após ser consertada por outra civilização com o objetivo de cumprir com sua missão de levar todo o conhecimento que adquiriu e se juntar ao criador (os humanos )

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    • Qual seria o nome do filme?
      Por acaso é o filme: Star Trek: The Motion Picture
      É sempre bom assistir um filme pra ‘viajar’ um pouco.
      Esses dias, encontrei o nome de um filme numa matéria aqui no Hypescience, sobre respirar um líquido ao invés de um gás. ‘O segredo do abismo’, um dos melhores que já assisti.

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    • Só um detalhe: as Voyager não utilizam energia luminosa, visto que não possuem painéis solares para captação de luz (até porque já estão bem longe do sol para isso); elas são equipadas cada uma com três geradores que utilizam o decaimento radioativo natural do plutônio para aquecer duas placas de metais diferentes. Com as placas aquecidas, uma corrente elétrica é gerada e começa a fluir de uma placa a outra, alimentando os instrumentos.

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  4. Uma verdadeira façanha de nossos *Cientistas, ultrapassar os limites da fronteira d4e nosso *Sistema, recebemos sinais, porque não tambem imagens?. este é o principio, podemos dizer que ja vimos de perto todos os planetea, luas de tudo que precisariamos saber, e isto é bastante méritório, para nossa evolução no campo da astronática,´só!!!!!! que esta faltando um pouqinho só!!!!!é termos dominio abisoluto de todo nosso sistema, em todas as circunstancias, acredito que anda chegaremos´lá, enquanto isto os governos ja podem ir iniciando suas Populações, para tal desenvoltura, Não só a enjenhariaou pode avançar todos tem que acompanhar, ela creceu muito mais do que a *Medicina,e outras que estão bastante atrasadas, *Principalmente no campo *Socil que esta mesmo bem distante das mesmas.

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  5. “Ela voltará num futuro distante acompanhada de uma raça eletrônica, adorada como um deus.” Num dos filmes de Jornadas nas Estrelas (Star Trek) foi isso que aconteceu…

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  6. Que tipo de energia ela usa para transmitir dados? Pela escuridão da região paineis solares não funcionam. Será que usa algum tipo de reator nuclear? Mas é espantoso que ainda captem os sinais e decodifiquem de uma tecnologia de 35 anos atrás.

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  7. Segundo a Wikpédia, em 2010 a Voyager 1 viajava a uma velocidade de 17 km/s. Em dois anos, como pode ter desacelerado tanto?
    Seria pela pela diminuição dos ventos solares?

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    • O principal, mesmo, é a aceleração que ganhou das gravidades dos planetas gigantes, quando passou por eles.

      HOJE, não conseguiríamos fazer sondas que viajem como as Voyagers, mas não no sentido tecnológico, mas no sentido de posição dos planetas: na época delas os gigantes estavam tão bem alinhados que hoje seria impossível repetir o feito daquelas missões. Foi tão preciso que com a Voyager II passemos por Júpiter, Saturno, Urano e Netuno, ela também ainda navega a deriva no espaço, sem propulsão, apenas com essa aceleração, mesmo assim o objeto mais rápido que já desenvolvemos, curiosamente nenhum meio de propulsão que temos hoje daria a essa nave uma velocidade comparável a essa que ela ganhou naturalmente dos planetas.

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    • Já estudou física na escola? se sim, deve lembrar do MRU – Movimento Retilineo Uniforme….

      Quando você “empurra” (acelera) um objeto, a tendencia é que ele continue em movimento pra sempre, até que alguma força contrária o faça parar… como no espaço só existe vácuo, a voyager viaja em MRU, mantendo a velocidade de propulsão inicial, somadas as acelerações gravitacionais citadas pelo Jonatas… afinal no espaço não existe nenhuma força de atrito que a desacelere…

      E ela vai continuar assim pra sempre, só andando no “embalo” até que encontre alguma coisa que a faça parar…. o que provavelmente deverá demorar alguns bons bilhões de anos, a nao ser que algum ET a encontre antes :-P

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    • Por quê? Tem algo em especial pra que ela deixe de funcionar? Não tem nada demais nessa nave acredito eu, está flutuando pela orbita do espaço usando o vácuo e sinal de rádio. Coisas antigas e que sempre funcionaram.

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    • Claro.
      Tente fazer uma nave com uma antena de rádio, 2 computadores internos, uma câmera, e reguladores de temperatura, durar tanto tempo.

      A Voyager não tem paineis solares, e não teria nem porque, onde ela está não há nem luz solar para recarregar baterias e a temperatura deve estar próxima dos 200° C negativos. Ela tem uma espécie de “mini usina nuclear”. Até o momento é o aparelho contruído pelo homem mais distante e mais rápido no espaço.
      Só o tempo que a onde rádio leva para sair da Voyager e chegar na Terra, é mais do que suficiente para eu escrever esse comentário.

      E isso tudo foi feito em 1977.

      Pense nisso!

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