Lanterna de plasma pode acabar com bactérias da pele

Publicado em 16.04.2012

Um grupo de cientistas chineses e australianos desenvolveu uma lanterna de plasma portátil que consegue acabar com as bactérias.

A ideia é aplicar o dispositivo em ambulâncias, locais de desastres naturais, operações militares e outras situações onde algum tipo de tratamento é necessário, mas o padrão de atendimento não está disponível.

A lanterna não usa mais do que uma bateria de 12 volts. No experimento, o plasma destruiu uma das bactérias mais resistentes ao calor, a Enterococcus faecali, responsável por infecções dentárias.

Usando biofilmes com 17 camadas diferentes de bactérias, o plasma conseguiu desativar os organismo e penetrar em todas as camadas. “As bactérias formam biofilmes muito grossos, o que as torna resistentes. Altas temperaturas são comumente usadas, mas obviamente iriam queimar a pele”, comenta o coautor do estudo, Kostya Ostrikov.

“Nesse estudo, escolhemos um exemplo extremo para demonstrar que a lanterna de plasma pode ser efetiva mesmo à temperatura ambiente. Para bactérias individuais, o tempo de destruição seria de décimos de segundo”.

O plasma, o quarto estado da matéria, já havia se mostrado efetivo em tratamentos médicos. Apesar do mecanismo de destruição das bactérias ser um mistério, pensa-se que as reações entre o plasma e o ar ambiente criam uma série de espécies reativas similares às encontradas em nossos sistema imunológico.

“A lanterna pode ser facilmente fabricada e custa menos de 100 dólares (183 reais) para ser produzida. Claro, certo design ainda precisa ser aplicado para torna-lá mais comercial”, finaliza Ostrikov. [ScienceDaily]

Autor: Bernardo Staut

é estudante de jornalismo e interessado por povos, culturas e artes.

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3 Comentários

  1. Me desculpem mas, faz quase 20 anos que salas de operações em centros-cirúrgicos no PRIMEIRO MUNDO usam mecanismo de ação semelhante!

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  2. O mecanismo de destruição das bactérias não é um mistério, pois as reações entre o plasma e o ar ambiente criam uma série de espécies reativas, dentre elas a principal é o ozônio, cuja ação germicida é 3.600 vezes maior que o cloro gasoso.
    Existem inúmeros trabalhos mostrando a ação do ozônio que já é utilizado terapeuticamente em diversos países.
    O ozônio em contato com as células de defesa favorece o aumento da concentração de peróxido, frequentemente encontrada em granulócitos, sabendo que os grânulos contêm H2O2.
    Além de tudo ozônio tem ação revitalizante, mas deve ser utilizado na dose correta, pois pode vir a ser tóxico.

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