Linhas horizontais fazem você parecer gorda, verticais fazem parecer alta

Publicado em 27.06.2012

Se você é mulher, com certeza já ouviu que roupa listrada pode ser uma desgraça – se for horizontal – ou uma carta na manga – se for vertical e você for baixinha. Isso porque linhas deitadas nos deixam parecendo gordas (o que absolutamente nenhuma mulher quer) e linhas em pé nos deixam mais altas (o que algumas desejam).

Agora, esse “boato” ganhou um carimbo científico – mesmo que levemente amador. Isso porque Val Watham, uma mulher de 53 anos, decidiu por a ideia à prova e atestou: listras horizontais fazem as pessoas parecerem mais largas (vulgo “gordas”), enquanto listras verticais fazem as pessoas parecerem mais altas.

Por conta da descoberta, Val ganhou o prêmio Amateur Scientist of the Year (Cientista Amador do Ano, em tradução livre) da BBC. Para realizar seu experimento, ela teve a ajuda de um mentor, o pesquisador Peter Thompson, psicólogo da Universidade de York (Reino Unido).

Em 2008, Thompson conduziu um estudo que testou a percepção das pessoas em desenhos (2D) de linhas horizontais e verticais. Val suspeitou que o resultado poderia ser diferente em modelos reais – 3D – e botou a mão na massa.

Estudantes de moda criaram 15 conjuntos de roupas, usados por modelos em um vídeo que foi apresentado no festival europeu Edinburgh Science Festival, assistido por 500 pessoas, que em seguida julgaram quão largas ou altas as modelos pareciam. Não só a intuição feminina sobre as listras foi confirmada, mas outro boato se revelou verdadeiro: que preto emagrece, porque as modelos usando roupas inteiras pretas foram consideradas as mais magras.

O prêmio

O concurso “So You Want To Be A Scientist?” (Então você quer ser um cientista?, em tradução livre) fez parte do programa científico da BBC Material World. A ideia era dar a oportunidade às pessoas de “ter um dia de cientista”, criando trabalhos com rigor científico com a ajuda de um mentor.

De mais de 1.000 inscritos, os juízes escolheram o experimento de Val Watham como um dos quatro finalistas.

Os outros três finalistas foram Izzy Tomlinson, estudante de 18 anos que comandou uma experiência para descobrir quais pessoas são mais sensíveis a barulhos horríveis (como unha em um quadro negro), Dara Djavan Khoshdel, estudante de 24 anos que queria descobrir se o valor financeiro de uma pintura podia ser determinado medindo a resposta emocional das pessoas a ela, e William Rudling, ilustrador de 69 anos que desenvolveu um teste online para descobrir se as pessoas parecidas fisicamente soam iguais também.

Val ganhou o prêmio. “Foi um pacote completo”, disse Lucie Green, da Universidade College London (Reino Unido), membro do painel de juízes. “Uma ótima ideia que foi bem executada, teve resultados claros e leva a novas pesquisas. Você não pode pedir mais de um experimento científico”.[Telegraph, BBC]

Autor: Natasha Romanzoti

tem 24 anos, é jornalista, apaixonada por esportes, livros de suspense, séries de todos os tipos e doces de todos os gostos.

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