Absorção de carbono no futuro será menor que a esperada

Por , em 31.05.2011

A flor de milefólio (Acillea milefollium) é uma planta de jardim conhecida pela sua beleza e pela capacidade de repelir insetos indesejáveis e atrair os benéficos, além de melhorar a qualidade do solo e servir de base para muitos medicamentos fitoterápicos.

Agora, pode-se adicionar um novo poder ao milefólio: prever o futuro. Cientistas descobriram que a flor pode ter um papel mais importante na mudança climática da Terra. Eles encontraram respostas surpreendentes a níveis mais elevados de dióxido de carbono no milefólio e em mais 12 outras espécies de plantas pequenas.

Pesquisadores conduziram um experimento de 11 anos de duração, com 13 espécies de plantas comuns em estados do Centro-Oeste dos Estados Unidos.

Os cientistas adicionaram dióxido de carbono (CO2) ao meio ambiente das plantas para descobrir como as plantas se comportariam numa concentração de CO2 futuramente possível em decorrência do aquecimento global.

Má notícia: os resultados sugerem que a capacidade das plantas de absorver o carbono extra da atmosfera pode ser menor do que o esperado.

“Os resultados são preocupantes porque os modelos climáticos atuais presumem que a vegetação absorverá grande parte do CO2 extra que houver no ar por conta da queima de combustíveis fósseis”, afirma Peter Reich, ecologista florestal da Universidade de Minnesota e co-autor do estudo. “Nosso experimento mostra que não é bem assim”.

Isso significa que os modelos que hoje simulam o ritmo de aumento dos níveis futuros de CO2 e, portanto, o ritmo da mudança climática estão em desacordo com a realidade.

“Agora temos uma evidência convincente de que a fotossíntese das espécies típicas dos campos não vão responder como pensávamos”, apontam os cientistas. “O sinal de advertência para a reavaliação dos modelos climáticos globais é claro”.

Os pesquisadores mediram as taxas de trocas gasosas das 13 espécies de plantas nativas estadunidenses durante mais de 11 anos com enriquecimento de CO2 bem acima dos níveis normais.

O período de 11 anos de exposição à maior concentração de CO2 produziu aumentos consistentes na fotossíntese foliar nas 13 espécies estudadas em comparação com plantas cultivadas no ambiente. Porém, o aumento apresentado em média foi de 10%, enquanto estudos semelhantes em outros locais tinham encontrado taxas perto de 25%.

“Os modelos de ciclo de carbono que simulam a possível futura atmosfera enriquecida de CO2 usando por base a taxa de crescimento de 25% da fotossíntese em todos os ecossistemas terrestres da Terra, devem ser revistos com muita cautela”, concluem os pesquisadores.[NationalScienceFoundation]

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2 comentários

  • Medicina Integrativa:

    Um dos responsáveis é a enorme dizimação de várias espécies, cada uma tem sua ação eco-ambiental: a ganância humana e sua devastação devem ser eliminadas já!

  • dREW:

    suspeitei desde o principio…

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