Antigo pássaro “ninja” possuía asas com “porretes”

Por , em 6.01.2011

As asas das aves que não voam geralmente encolhem. Não foi o que aconteceu com um íbis, que não voava, e que viveu na Jamaica cerca de 10 mil anos atrás: suas asas se transformaram em “bastões de beisebol” em miniatura para defender seu território e, provavelmente, seus filhotes.

A espécie, Xenicibis xympithecus, foi descoberta e nomeada há mais de 30 anos. Naquela época, seu descobridor reconheceu que a ave não voava, mas faltava espécimes completos para análises melhores.

Agora, uma equipe voltou para Jamaica e encontrou mais fósseis. Da primeira vez, os pesquisadores acreditaram que haviam encontrado uma deformidade, mas assim que encontraram outros espécimes iguais, perceberam que a espécie era daquela forma.

Suas asas lembram um mangual, instrumento através do qual se malha cereais para debulhá-los, ou uma matracas, arma de artes marciais que consiste de dois bastões pequenos conectados por uma corda ou corrente. Os pulsos são articulados para que as asas possam balançar como manguais.

Segundo os pesquisadores, não há conhecimento de qualquer outra espécie que use seu corpo como uma matracas. Nos padrões aviários, esse é o armamento mais especializado já visto. Aliás, nenhum animal evoluiu a nada parecido com isso.

Os pesquisadores suspeitam que as aves tentavam agarrar umas as outras usando o bico, e depois continuavam a bater umas nas outras com as asas. Mas por que elas fariam isso?

A resposta pode estar na evolução. Os íbis modernos lutam pela posse de territórios de nidificação e alimentação, mas não batem uns nos outros com suas asas. Outras aves até se batem com suas asas, mas elas não evoluíram em “porretes”.

Talvez as “matracas” também vieram com o território. A maioria das aves que não voa não compartilha território com predadores, mas na Jamaica tinha mais de uma dúzia de aves de rapina, uma jibóia, e um pequeno macaco extinto que conviviam com o Xenicibis xympithecus e que teriam ameaçado seus ovos ou filhotes.

No entanto, como outras espécies, o Xenicibis não durou muito tempo depois que os humanos chegaram. Um pássaro de 2 kg, por melhor que seja sua defesa, não deve ter sido páreo para armas mais sofisticadas. É muito fácil imaginar o pássaro-ninja virando jantar. [NewScientist]

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8 comentários

  • Mizael Fguedes:

    Daria uma bela luta com o canguru**

  • HILQUIAS:

    PARECE O PASSARO DÔDÔ

  • Rafael Torales:

    pássaros ninjas?

  • claudemir da silva:

    arqueologia é um quebra-cabeça que sempre falta uma peça vamos sempre procurar algo para buscar um resposta conclusiva

  • Douglas:

    Matracas=nunchacos?

  • Cesar:

    Acaba também com um mito espalhado pela “nova era” o de que o homem não-civilizado vive em harmonia com a natureza. Nas ilhas dos mares do sul, não foram poucas as espécies de aves que sofreram extinção depois que os maoris e outros polinésios colonizaram as mesmas. Outra coisa interessante é que se você disser isto para algum poinésio, ele vai ficar ofendido. A verdade dói…

  • Artur:

    Pássaro “Ninja” … ¬¬ FAIL!

  • Algures:

    Darwin explica.

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