O bizarro vídeo de um macaco jogando vídeo game com a mente traz implicações drásticas para a humanidade

Por , em 9.04.2021

Neuralink, a startup de implante cerebral fundada por Elon Musk, chefe da SpaceX e Tesla, publicou um novo vídeo de um macaco de nove anos chamado “Pager” jogando Pong… com sua mente.

O vídeo de três minutos mostra Pager aprendendo a controlar um computador com a sua atividade cerebral. No início, o macaco usa um joystick para interagir com o computador ganhando um “frapê de banana saboroso, entregue através de um canudo”. O narrador afirma que Pager tem dois dispositivos Neuralink implantados em seu cérebro, um em cada hemisfério; os dispositivos, que Musk chama de “Fitbit para seu crânio”.

Na primeira parte do vídeo a atividade cerebral de Pager está sendo mapeada: como ele utiliza os músculos para controlar o joystick. Enquanto Pager joga, o narrador explica que os dispositivos Neuralink em seu cérebro estão lendo sua atividade cerebral que está sendo decodificada por um computador. Quando a equipe desconecta o joystick, Pager continua jogando e o implante cerebral permite que ele jogue “MindPong”, como Neuralink apelidou.

Veja o vídeo completo abaixo:

Musk afirmou em um tweet na quinta-feira que o primeiro produto da startup permitiria que “alguém com paralisia use um smartphone com a mente mais rápido do que alguém usando polegares”:

“MindPong é uma demonstração inicial das capacidades potenciais do N1 Link”, disse a empresa em um comunicado à imprensa. “No entanto, é importante lembrar que é uma pequena parte do que nosso dispositivo pretende alcançar.”

No comunicado de imprensa no site da Neuralink, a empresa afirma que “nosso primeiro objetivo é devolver às pessoas com paralisia sua liberdade digital: comunicar-se mais facilmente via texto, satisfazer sua curiosidade na internet, expressar sua criatividade através da fotografia e da arte, e, sim, jogar videogame”. [CNet]

Anon (2018)

Se pudermos fazer tudo mais rápido com o cérebro do que com os dedos, como Musk afirma, não é difícil imaginar que essa tecnologia vai substituir nossas mãos como dispositivos de entradas no futuro tornando mouses e teclados completamente obsoletos. Talvez não precisemos mais de telas como as conhecemos hoje. Um óculos como o Google Glass poderia oferecer uma tela que apenas o usuário enxerga. Ainda mais adiante a Neuralink ou um concorrente certamente vai criar implantes que projetam as imagens diretamente no córtex visual, eliminando completamente qualquer tipo de tela que os olhos precisem enxergar, mais ou menos como no filme Anon de 2018.

Hoje já somos — todos — uma espécie de ciborgues. Possuímos um córtex cerebral anexo que é nosso smartphone, que amplia radicalmente nossas capacidades cognitivas: nos localizamos em qualquer região com GPS, nos comunicamos a todo momento com uma ou milhões de pessoas ao mesmo tempo e temos acesso a todo o conhecimento da humanidade na palma de nossas mãos. Como serão esses novos humanos que terão todo esse poder sem sequer necessitar levantar um dedo fica para nossa imaginação.

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