Bliive: conheça a rede social do troca-troca

Por , em 3.07.2013

Muitas pessoas gastam horas e horas por dia navegando na internet, especialmente nas redes sociais. Se você pudesse ganhar por todo esse tempo, não seria incrível?

Agora você pode. Exceto que você não vai ganhar exatamente dinheiro, mas sim o próprio tempo, para ser gasto da maneira como mais lhe interessar.

Essa é a proposta do Bliive, uma nova rede social colaborativa de troca de tempo que foi lançada na última semana de maio em Curitiba. O objetivo da plataforma online é aproximar e valorizar as pessoas usando a colaboração e a troca de experiências.

Uma vez que você esteja cadastrado na rede, pode informar no que você é especialista e no que está interessado.

Por exemplo, se você sabe tocar violão e quer aprender um novo idioma, pode oferecer uma hora de aula do instrumento e trocar esse tempo por uma hora de conversação em inglês. Assim, o Bliive possibilita às pessoas usarem seu tempo na internet para compartilhar o que tem de melhor.

Menos dinheiro, mais colaboração

A iniciativa não é de todo nova. Apesar de ser inédita no mundo online, redes de troca de tempo existem offline desde a década de 1980.

Surgindo a partir de uma iniciativa japonesa e chegando a Europa nos anos 90, essa economia sustentável vem se tornando uma prática comum em comunidades do mundo todo. Os bancos de tempo, além de uma ferramenta de integração e coesão social, fornecem uma alternativa simples e segura de obter serviços sem a necessidade do dinheiro. Sob a forma de organizações não governamentais, atualmente existem mais de 300 bancos de tempo ao redor do mundo, em mais de 35 países, de acordo com a organização TimeBanks USA.

Sei o que você está pensando: mas é assim mesmo, fácil desse jeito? Sim. O Bliive é gratuito, funciona por convite, não possui anúncios publicitários e possibilita até aos usuários trocar trabalhos voluntários em ONGs por experiências no site.

Como funciona

Para se cadastrar, bastar acessar o site bliive.com e aguardar em uma lista de espera. Se você já tiver um convite, deve inseri-lo. Após passar por um processo de filtragem de possíveis perfis falsos e e-mails duplicados, as pessoas que se cadastraram são convidadas a começar a utilizar seus talentos em favor de uma vida mais colaborativa.

Todo mundo que quiser aproveitar um serviço precisa oferecer um também. Ou seja, você proporciona uma experiência e, por ela, recebe um TimeMoney. Em seguida, você pode trocá-la por outra experiência de seu interesse.

O TimeMoney é a moeda de tempo do Bliive. O valor de TimeMoneys de cada experiência é proporcional à quantas horas ela durou.
Dentro da plataforma, na tela “Explorar”, você pode visualizar as experiências cadastradas pelos usuários e disponibilizadas para trocas. Clicando na experiência, você pode solicitá-la e conhecer o perfil de quem a oferece.

O Bliive, assim como outras redes sociais, permite que você adicione amigos e confira o que eles oferecem, o que precisam e o que têm feito, além de poder conversar por mensagens.

Após a troca, além de transferir o TimeMoney, é necessário avaliar a experiência e a confiabilidade do usuário que a ofereceu – esse é um dos mecanismos de segurança da rede.

Como surgiu

A ideia do Bliive surgiu através de documentários sobre colaboração online e economias alternativas. Com base nessas influências, Lorrana Scarpioni, 22 anos, teve a ideia de criar uma rede social em que o valor estivesse nas experiências reais, como forma de mostrar o impacto positivo que podemos ter na vida de outras pessoas. E deu certo.

No primeiro mês, o Bliive, que pode ser acessado em português ou inglês, já possuía mais de 3.000 usuários em 27 países, incluindo usuários convidados e pessoas que se cadastraram na lista de espera.

Só nesse tempo, a rede contabilizou mais de 70 trocas realizadas e 480 trocas iniciadas, além de 5.550 horas de experiências oferecidas.

Experiências valiosas

Jessica Maris, confudadora do HUB Curitiba, um espaço de coworking, encontros e eventos, acompanhou o processo de desenvolvimento do site, pois a equipe que o comanda participa de um programa internacional de incubação de negócios sociais promovido lá. Por ter conhecido a proposta de perto, ficou curiosa em testá-la.

“Resolvi entrar na rede porque já tinha demandas e ofertas para disponibilizar. Me surpreendi pelo tanto de pessoas que se cadastraram na plataforma logo no início”, conta. Jessica já acumulou 6 horas de experiência, entre elas tendo oferecido aulas de conversação em inglês e organização de e-mail e recebido dicas de produtividade e prática de forró.

“Todas as experiências que tive foram muito valiosas, e me agregaram bastante. Espero ter contribuído também”, afirma.

Uma das surpresas para a empresária foi ter descoberto detalhes sobre a vida das pessoas com quem convivia. “Na rede, vi que um programador que trabalha aqui no HUB também é chef de cozinha e toca piano. Eu nem imaginava”, explica. Além disso, as experiências que Jessica trocou com pessoas que ainda não conhecia acrescentaram à sua rede de contatos, o que permitirá mais colaboração no futuro.

Outros usuários também consideraram o Bliive uma plataforma que permite aumentar seu círculo social e criar novas amizades.

“Adorei a experiência do ‘encontro Bliive’. Conheci pessoas maravilhosas que só acrescentaram à minha vida. Fui presenteada com novos amigos queridos e como se não bastasse, com TimeMoney, incrível!”, disse a usuária Tassia Zinser.

Ficou curioso ou gostou da ideia? Acesse o site do Bliive e faça parte da revolução da colaboração.

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