Destruição maravilhosa: 11 mapas e dados de vulcões

Por , em 3.12.2011

Nem sempre as descobertas científicas são atraentes. Números, cálculos, dados… Mas algumas vezes o produto tem apelo visual, valendo até um quadro.

Mapas geológicos estão nessa categoria. E alguns dos mais bonitos são os de vulcões, onde as cores na arte representam rochas de diferentes idades. Com uma vida de milhares, e até mesmo centenas de milhares de anos, vulcões produzem muitas camadas de poeira e lava que acabam formando as cores dos mapas. E com o formato circular da maioria deles, o resultado pode ser interessante.

Aqui nós coletamos ótimos exemplos de mapas geológicos de vulcões dos Estados Unidos e Japão. E você não precisa ser um cientista ou geólogo para gostar disso. Confira:

11 – Miyake-jima

Última erupção: 2010

Altura do cume: 815 metros

Com 1.200 metros, do fundo do mar ao topo, o Miyake-jima está a cerca de 150 quilômetros à sudoeste de Tóquio. O topo do vulcão é uma ilha circular com 8 quilômetros de diâmetro, abrigando em torno de 3 mil pessoas. A última erupção foi no ano passado, mas uma de tamanho grande ocorreu no ano 2000 (veja na foto a diferença). Foi acompanhada por milhares de terremotos, incluindo um de magnitude 6.4 que matou uma pessoa. Acompanhando, veio uma nuvem de cinzas com 13 quilômetros de altura, vazamento de lava, e uma ordem de evacuação que durou cinco anos, mantendo a ilha praticamente inabitada até janeiro de 2011.

10 – Aso

Última erupção: 2011

Altura do cume: 1.592 metros

O Monte Aso é o maior vulcão japonês, e sua caldeira de 22 quilômetros está entre as maiores do mundo. Ela foi criada por quatro grandes erupções entre 300 e 90 mil anos atrás. Hoje, cerca de 50 mil pessoas vivem entre as paredes da caldeira. Existem 17 cones vulcânicos dentro dela, sendo que um está entre os vulcões modernos mais ativos – o Naka-dake (veja imagem) que se tornou um ponto turístico popular.

Aso já entrou em erupção 168 vezes nos últimos 1.500 anos, sendo a mais recente em maio e junho de 2011, quando cinzas subiram até 2.500 metros. Gás vulcânico fez com que pelo menos 71 pessoas fossem parar no hospital desde 1980. Em 1997, dois turistas morreram por inalação de gás. Em 1979, três morreram e 11 ficaram machucados por pedras ejetadas.

9 – Kilauea

Última erupção: 2011

Altura do cume: 1.243 metros

O vulcão havaiano Kailauea tem entrado em erupção desde 1983, tornando-o um dos vulcões mais ativos na Terra, e também o mais perigoso dos Estados Unidos. Ele está localizado no Parque Nacional de Vulcões do Havaí, que recebe mais de um milhão de visitantes todos os anos.

8 – Iwate

Última erupção: 1919

Altura do cume: 2.041 metros

A última erupção do vulcão Iwate foi pequena, em 1919, mas recentemente ele foi local de diversos terremotos, que geralmente indica que há magma correndo embaixo do vulcão. Em 1998 e 1999, Iwate experimentou centenas de tremores, incluindo um de magnitude 6.1. O vulcão está localizado pouco mais do que 17 quilômetros de Morioka, uma cidade com 300 mil habitantes.

7 – Asama

Última erupção: 2009

Altura do cume: 2.568 metros

O Monte Asama é o vulcão mais ativo da ilha principal do Japão, Honshu. Ele está na junção de duas placas tectônicas, onde uma está entrando embaixo da outra, criando longas linhas de vulcões, chamadas de arcos vulcânicos.

Asama, em 1983, teve muitas explosões parecidas com a do famoso Monte Vesúvio, quando um episódio que durou três meses culminou em 15 horas de chuva de cinzas e vazamento de lava. A erupção matou cerca de 1.400 pessoas e contaminou campos de agricultura com cinzas e escombros, gerando uma falta de alimentos.

A erupção mais recente foi em fevereiro de 2009, com cinzas a quase 5 quilômetros de altura. Elas chegaram inclusive em Tóquio, que está a 130 quilômetros de distância. Rochas também foram arremessadas para mais de 1.000 metros longe. Uma erupção em 2004 lançou blocos incandescentes, provocando muitos incêndios.

6 – Crater Lake

Última erupção: 4.800 anos atrás

Altura do cume: 2.487 metros

Localizado em Oregon, Crater Lake foi formado quando o Monte Mázama colapsou durante uma erupção explosiva, 7 mil anos atrás. O lago, com quase 650 metros de profundidade, é o mais fundo do país, e a base da caldeira está a mais de 900 metros de profundidade, com mais de 8 quilômetros de largura. Em 1902, a área foi transformada em parque nacional.

A última erupção que se tem conhecimento em Crater Lake foi há 4800 anos, mas os cientistas acreditam que ele ainda vai entrar em erupção novamente.

5 – Hokkaido-Komagatake

Última erupção: 2000

Altura do cume: 1.131 metros

Durante três meses, em 2000, o vulcão Hokkaido-Komagatake entrou em erupção quatro vezes, colocando cinco cidades em alerta. Ele já teve três grandes erupções, em 1929, 1856 e 1640. Na primeira, parte do vulcão colapsou, gerando uma enorme avalanche no mar e causando um tsunami que matou duas pessoas.

4 – Lassen

Última erupção: 1917

Altura do cume: 3.178 metros

O PIco Lassen, da Califórnia, formado há 27 mil anos, é o maior de um grupo com mais de 30 cúpulas de lava, que formam o centro vulcânico de Lassen.

A última série de erupções aconteceu entre 1914 e 1917, e estão entre as primeiras a ter uma boa cobertura fotográfica. A maior das erupções ocorreu em 22 de maio de 1915, formando uma coluna de cinzas vulcânicas que chegou a 10 mil metros de altura, chegando até Nevada, que está a 360 quilômetros de distância. Lassen tem grandes chances de entrar em erupção novamente.

3 – Nasu

Última erupção: 1963

Altura do cume: 1.917 metros

Nasu é uma coleção de seis vulcões menores. Uma pequena erupção aconteceu em 1963, mas a última mortal foi em 1410, e talvez tenha matado cerca de 180 pessoas. Nos anos recentes, a área virou uma atração turística, com spas, resorts e um teleférico para chegar ao pico mais recente.

2 – Medicine Lake

Última erupção: aproximadamente 1080

Altura do cume: 2.412 metros

O vulcão Medicine Lake, no norte da Califórnia, já entrou em erupção pelo menos sete vezes nos últimos quatro mil anos, sendo a mais recente há 950 anos. É o maior da área, que também incluí o campo de Lassen.

O flanco norte do vulcão está repleto de espetaculares cavernas tubulares de lava, a maioria formada entre 30 e 40 mil anos atrás.

1 – Sakurajima

Última erupção: 2011

Altura do cume: 1.117 metros

Sakurajima é um dos vulcões mais ativos do mundo, e tem entrado em erupção continuamente desde 1955, com milhares de pequenas explosões e centenas de mini erupções todo ano. No último ano, ele bateu o recorde de maior número de erupções em um ano, e está na lista dos mais perigosos da década. As erupções geralmente afetam apenas a área ao redor do vulcão, mas ele já teve explosões das grandes.

Em 1914, Sakurajima produziu a erupção mais poderosa do Japão desde o século 19. Além das cinzas, ele gerou uma corrente de lava que ligou a ilha principal às menores ao redor. Os terremotos que precederam a erupção mataram 35 pessoas, e fez com que a maioria dos habitantes evacuasse o local.[Wired]

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18 comentários

  • Aldo Costa Silveira:

    Maravilhas da natureza. Os países que ficam próximos as placas tectônicas infelizmente sofrem com isso, espero que eles em um futuro não tão distante criem maneiras de amenizar os problemas, imagine isso afetando cidades e campos férteis!

  • PanPan:

    Cliquem com o botão direito do mouse nas imagens,cliquem em Abrir Imagem Em Uma Nova Guia(Chrome) ou qualquer coisa do tipo.

    Ou olhem no meu próximo comentário.

  • Eduardo Amaral:

    Leia-se “dele advindas.”

  • Eduardo Amaral:

    O vulcanismo, além da destruição momentânea percebida pela Humanidade ao longo dos milhares de anos, é um criador de novas terras, novas ilhas, um criador de inúmeras riquezas, representadas pelos depósitos minerais dele advindo. A renovação e o rearranjo geológico do Planeta são devidos à “Tectônica de Placas” , onde estão inscritos os vulcões e as inúmeras falhas geológicas em todas as suas configurações. A Terra continua um planeta em debate, milhões de anos, após milhões de anos. A geologia é uma ciência complexa,especulativa, linda, como uma mulher.

  • Humberto:

    Pessoal, vocês poderiam por gentileza dar uma olhada e me responderem o que é o simbolo que aparece nas fotos que separei ontem 05 12 2011, no google earth, elas estão no meu blog, http://www.cooperativadeinformatica.blogspot.com/, no inicio pensei ser um reflexo na lente do telescopio, mas, a impressão é que está por trás das estrelas na constelação focada……..

  • João da cruz vieira leite:

    – Assim foi formado nosso Habitate e, talves assim tambem seja a formação de todos os *Planetas existente em todas as galaxias nas imencidões do infinito.
    Por estas indiferenças devemos sempre viver com muito cuidado nestas avárias que, nos circundaa dia dia, prioncipalmente as populações que os circundão.
    -Foi lindo de ver as configurções dos mapas demonstrado mas,bastante preoculpante em relaçõa a nossa integridade fisíca(bastante irrisório, nunca gostaria que existicem).

    • Sarcopo:

      Rapaz…
      Se você tem até 5 anos, está desculpado, mas se tem mais de 6, tem a obrigação de não cometer tanto erro de português!
      Fui!

  • João Paulo:

    muito interessante, é ótimo observar as misteriosidades de nosso planeta, desperta ainda mais a curiosidade.

    • Sarcopo:

      João Paulo, Você não é o prefeito de Sucupira?

  • Claudio – Curto e Grosso:

    Jonatas – 3.12.2011 – Os vulcões são loucos, os maremotos são loucos, os terremotos são loucos, os macacos são loucos, as minhocas são loucas, as bactérias são loucas, os cientistas são loucos e voce Jonatas também é um louco. E eu, gosto dos loucos, porque são eles que fazem o mundo movimentar e contribuem para a renovação da vida. Não espere que as coisas aconteçam, faça como os vulcões, promova os acontecimentos.

    • Jonatas:

      O que posso responder? Filosofia popular

      “Prefiro ser louco no mundo em que os normais caminham para a sua própria destruição.”

  • Sonninha:

    É uma maravilha da natureza…Pena que destrói tanto.

  • thiago:

    Muito bom mesmo.So que nao da para ler a legenda

    • João Paulo:

      Seria muito bom se pudessem melhorar isso

  • Walter:

    Muito bom o comentário ,vulcões seriam como as dores de parto
    do planeta ,neste refluir de destruição catastrófica sempre renascera a vida,para religiosos representa sinais apocalípticos,divindades alertando a humanidade ,estes fenômenos naturais sempre irão acontecer ,pois o planeta ainda esta em ebulição em seu interior , e nós humanos temos que nos precaver das sus consequências inevitáveis,simples assim!!!

  • fabio de vasconcelos:

    MARAVILHOSAMENTE LINDO

  • Jonatas:

    Nessa reportagem vemos como a vida e a atividade geológica do Planeta estão interagindo. Quando fala-se em vulcão, o pensamento comum é “destruição”, quando deveria ser “renovação”. Esses monstros explodem por séculos e milênios no fundo do oceano, vão depositando sedimentos, abrigando corais e ecossistemas marinhos, continuam depositando massas até emergirem como ilhas que se tornaram florestas exuberantes, principalmente por sementes carregadas por aves migratórias. Nos continente, os vulcões destroem florestas inteiras, mas nessa renovação do solo novas florestas poderão surgir.
    A vida existe também porque nosso planeta se renova. Esse sistema magnífico está acima da mais avançada das mais avançadas das nossas tecnologias.
    Acho que o propósito da vida é a proliferação, e até mesmo nós estamos inseridos nele. Assim como pássaros que involuntariamente semeam novas ilhas, quem sabe a vida também criou animais capazes de viajar no espaço para semearem em novos planetas?

    • Toinho:

      Veem o equilíbrio da natureza? Se destruirmos apenas um pequeno fio nessa maravilhosa teia da natureza, tudo se desfaz…
      Espero que não tenhamos que semear a vida em outros planetas tão cedo…
      ._.
      Chega de baboseiras ecologicamente corretas, simplesmente o melhor comentário que já li! (a propósito, se gostaria de escrever corretamente, o certo é: Quando se fala… OK? 🙂

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