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Duas árvores “extintas” foram encontradas no Jardim da Rainha, na Escócia

Uma espécie de olmo que era considerada extinta no Reino Unido pelos últimos 50 anos foi descoberta em um dos jardins da Rainha em Edimburgo, na Escócia.

Dois exemplares Ulmus wetworthii pendula foram encontrados em uma vistoria dos jardins que estão ao redor do Palácio de Holyroodhouse, a residência oficial da Rainha na Escócia.

O mais estranho dessa história é que as árvores não estavam tão camufladas assim. Com mais de 30 metros de altura, elas estão entre as árvores mais fotografadas no parque. O que faltou foi que algum botânico a identificasse como a espécie que teoricamente não existia mais.

Ao identificar as folhas brilhantes e aparência chorosa da árvore, os botânicos envolvidos nesta última vistoria perceberam que estes poderiam ser os últimos exemplares do olmo que restaram em todo o Reino Unido.

“Uma descoberta dessas em que as árvores estão a apenas 30 metros e em plena vista realmente parece estranha”, diz Max Coleman, biólogo do Jardim Botânico Real de Edimburgo.

Coleman acredita que a identificação correta levou tanto tempo para acontecer porque esse tipo de olmo nunca foi comum. “Se você olhar no livro das árvores, não vai encontrar este olmo”, justifica. Além disso, a espécie desapareceu quase que completamente do Reino Unido na década de 1970, quando uma epidemia matou entre 25 e 75 milhões de olmos na região.

Especialistas agora querem criar mudas das árvores para reintroduzi-las no Reino Unido. Eles também precisam descobrir por que apenas esses dois exemplares sobreviveram à epidemia.

“É muito provável que esses olmos raros tenham sobrevivido porque a cidade de Edimburgo tem vistoriado e removido olmos doentes desde 1980”, argumenta Coleman. “Sem esse trabalho, milhares de olmos de Edimburgo teriam se perdido”.

Mistério dos olmos alemães


Outro coisa está mal explicada nessa história: em 1902, três olmos da espécie rara foram levados da Alemanha para o Jardim Botânico de Edimburgo, mas depois de sua chegada, todos os registros mencionam apenas um exemplar, que morreu por causa da doença dos olmos.

Os botânicos envolvidos na vistoria agora questionam se os dois exemplares encontrados no Jardim da Rainha não seriam os outros dois que vieram da Alemanha em 1902.

“É muito tentador especular que as árvores do Palácio são as duas árvores desaparecidas do Jardim Botânico de Edimburgo. Há evidência de que as mudas tenham chegado ao Jardim para crescer um pouco antes de serem plantadas em suas posições finais”, diz Coleman.

“Certamente, havia uma relação próxima entre o palácio e o Jardim Botânico no início do século XX, e o jardineiro-chefe do Jardim da Rainha, William Smith, foi treinado aqui”, relata o botânico. [Science Alert]

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