Este fantástico vídeo de Saturno levou décadas para ser criado

Por , em 29.07.2013

Levou duas décadas de engenharia para a sonda Cassini chegar a Saturno, e as imagens que esta odisseia enviou de volta são coisas de ficção científica. Mas nas mãos do cineasta Fabio di Donato, elas se parecem mais com um filme mudo da década de 1920.

Donato destacou milhares das 200 mil fotografias tiradas durante a missão Cassini pelo espaço para fazer esta bela animação em stop motion, ao som de uma adequada valsa de Shostakovich (célebre compositor russo de século XX). As imagens foram divulgados publicamente, através do sistema de dados planetários, para que qualquer pessoa tivesse acesso a eles – Donato só tomou a iniciativa de fazer algo com elas. As imagens da animação mostram um período entre 2004, quando a Cassini chegou perto de Saturno, e 2012.

É difícil acreditar que algumas dessas imagens não foram tiradas num set de filmagem. Os asteroides marcados por crateras, o crepitar de luzes celestiais – a sonda Cassini se revelou uma autêntica fã de Georges Méliès (ilusionista francês, um dos percursores do cinema). [Gizmodo]

Around Saturn from fabio di donato on Vimeo.

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9 comentários

  • Dutch Ruyter:

    Jonatas vc tá escrevendo aqui agora????
    Dos comentários direto para a redação!!!

    PARABÉNS!!!!

  • Cesar Grossmann:

    Afer, os sensores tem dois fotosites de verde para um de azul e outro de vermelho. Nossos olhos são mais sensíveis para o verde, e os sensores das máquinas fotográficas imitam esta sensibilidade.

    Outra coisa, as câmeras são também sensíveis ao infravermelho, e todo sensor tem então uma máscara que bloqueia boa parte do infravermelho.

  • Leonardo Marinho:

    Pelo menos eu vejo o sol e a lua e sei bem a cor que cada um tem!

  • Henrique Andrade:

    As vezes, eu quase acredito em deidades, quando vejo uma coisa dessas… Rapaz …

  • Afer Ventus:

    Câmeras digitais em cores tem a relação entre pixels de 2:1:1, ou seja, para cada 2 pixels sensíveis ao vermelho, tem-se 1 para o azul e um para o verde.

    Isso quer dizer que, se um feixe de luz com comprimento de onda no espectro verde, incidir sobre um pixel sensível ao vermelho, ele não será detectado pela câmera. O mesmo vale para as outras cores: se uma incide sobre o pixel que não é o correspondente em sensibilidade, ela não será detectada.

    Assim, perde-se qualidade na imagem final.

    Por outro lado, em câmeras em preto e branco, todos os pixels são sensíveis a todo o espectro da luz, mudando apenas a luminância. Então, não importa qual comprimento de onda do espectro visível de luz incida sobre qualquer pixel… ele sempre será detectado.

    Dessa forma, a qualidade da imagem é elevada.

    Para as minhas astrofotos, utilizo uma câmera em preto e branco com filtros LRGB. O tratamento é só empilhar as fotos e acertar brilho, contraste, luminância, etc. Não mexo nas cores. Consigo cores bem reais.

    Se você já viu fotos, por exemplo, de Júpiter mais amarronzado, mais prateado, mais esverdeado, vai do lado artístico de quem tratou a foto.

    Por exemplo, ao ter 3 fotos em RGB, posso destacar 1 ou 2 cores e deixar 2 ou 1 (respectivamente) em menor evidência. Com isso, consigo fazer com que o objeto tenda a uma determinada tonalidade.

    Esses ajustes dependem de cada um.

  • Cesar Grossmann:

    Tem uma pergunta e resposta no site da Nasa:

    http://saturn.jpl.nasa.gov/faq/faqImages/#q8

    Por que há tão poucas fotos coloridas feitas pela Cassini?

    Criar imagens coloridas é uma tarefa complexa que exige muito mais trabalho e tempo de computador que imagens preto e branco. Isto por que todas as imagens da Cassini são registrada em preto e branco. A câmera registra a quantidade de luz (não a cor da luz) que passa por um filtro em frente do sensor. São os filtros que são coloridos.

    Para criar imagens coloridas os cientistas usam três imagens em preto e branco do mesmo assunto com os filtros vermelho, verde e azul (RGB). Em outras palavras, uma imagem registra a quantidade de luz vermelha (usando o filtro vermelho), outra registra a quantidade de verde e outra a quantidade de luz azul (usando filtros verde e azul respectivamente). As imagens coloridas são então construídas em Terra, combinando as imagens feitas com os três diferentes filtros.

    Infelizmente estas imagens não são feitas simultaneamente. Consequentemente, transformações geométricas e acomodações intricadas são necessárias para construir a imagem colorida por que a espaçonave, o planeta, os anéis e as luas todos se moveram um pouco durante o tempo que leva para registrar as imagens usando os diferentes filtros.

  • Jonatas Almeida da Silva:

    Também já tive essas dúvidas – então descobri a utilidade de imagens nessas faixas e outras em preta e branco: utilidade científica. Imagens ópticas só revelam a beleza, mas os cientistas estão mais interessados no conteúdo – imagens com as por radar sanam essa necessidade específica – sem falar que em um mundo nebuloso como Vênus a visão óptica é impossível, só foi possível ver detalhes da superfície com sondas equipadas com radar. Outras técnicas em imagens completamente diferentes daquilo que nosso olho percebe, chegam a revelar até a química e o subsolo de um mundo observado, ou revelam detalhes invisíveis da atmosfera, como nessa imagem de Urano – a visão óptica não serve pra nada, mas veja só a em infravermelho!
    O falsamente colorido é bem confiável, feito por especialistas e passam uma noção praticamente igual a real. No entanto, existem bastante imagens em cores reais, feitas por câmeras ópticas, que geralmente fazem parte do equipamento – a diferença é que o conteúdo priorizado pelos cientistas geralmente é o em outras faixas do espectro.

    😉

  • Cesar Grossmann:

    https://www.youtube.com/watch?v=VnyuQjegeFk

  • João Gabriel:

    Estou sem palavras sobre o vídeo, lindo realmente…

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