Experimento de fusão nuclear está próximo de começar nova fase

Por , em 21.10.2019
Jatos supersônicos de sete armas de plasma colidindo em disparos de teste

A montagem do Experimento de Revestimento de Plasma no Laboratório Nacional de Los Alamos tem bom andamento com a instalação de 18 das 36 pistolas de plasma previstas. Esta representa uma abordagem ambiciosa para conseguir realizar fusão nuclear controlada.

As pistolas de plasma foram montadas em uma câmara esférica e disparam jatos supersônicos de gás ionizado. Os disparos no interior da câmara comprimem e aquecem um alvo central de gás que serve de combustível de fusão.

Atualmente, experimentos realizados com as pistolas de plasma já instaladas fornecem informações fundamentais para criar simulações de jatos de plasma em colisão. Essas informações são essenciais para compreender e desenvolver outros esquemas de fusão controlada.

As vantagens do método

A maioria dos experimentos de fusão utilizam fortes campos magnéticos para conter a fusão de plasma, ou confinamento inercial, que utiliza calor e compressão para criar condições para a fusão. O Experimento de Revestimento de Plasma combina os dois métodos. Essa opção, embora menos madura do ponto de vista tecnológico, pode oferecer um caminho para o desenvolvimento de reator de fusão mais barato e menos complexo.

Outra vantagem do Experimento de Revestimento de Plasma está relacionada ao combustível de fusão e ao revestimento, que são inicialmente injetados como gás. Os jatos de plasma estão posicionadas relativamente longe do combustível. Assim, a máquina pode ser acionada rapidamente sem danificar seus componentes ou precisar que alvos usinados sejam substituídos, gerando alto custo.

O cientista do laboratório Experimental Physics Group, Samuel Langendorf, lidera a montagem do experimento. A expectativa é de completar a instalação das pistolas faltantes em 2020. Em 2019 continuam a ser realizados experimentos com as 18 já instaladas, no formato hemisférico.

A expectativa é de que até o final do próximo ano possam ser realizados experimentos esféricos. Isso permitirá medir a escala do golpe de aríete na estagnação e a uniformidade do revestimento. Essas são métricas importantes em relação ao desempenho do revestimento. [Phys]

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