Nanotubos para a saúde

Por , em 22.02.2011

Pesquisadores do MIT e da Northeastern University desenvolveram nanotubos que podem funcionar como sensores biológicos ou sistemas de liberação de remédios. A novidade desta pesquisa é que, os tubos ficariam fixos dentro dos nossos corpos.

Se dividirmos um metro em um bilhão de pedaços e pegarmos uma parte, o que temos? Um nanômetro. Esta medida é tão pequena que, para se ter uma idéia, seria a largura de um pedaço de fio de cabelo dividido em cem fiozinhos menores. A nanotecnologia, manipulação de materiais nesta escala tão pequena, trouxe consigo mudanças revolucionárias para a ciência. Revolucionárias, mas cheias de controvérsias.

A área da saúde é um das que mais se transforma com a nanotecnologia. Sistemas de liberação controlada de fármacos e sensores diagnósticos são exemplos. O primeiro levaria o remédio até o lugar onde ele é necessário, evitando, assim, os efeitos colateriais. O segundo funcionaria como um laboratório flutuante, que ficaria circulando em seu corpo colhendo amostras de líquidos, gases, e outros.

Já foram criados outros sistemas com nanopartículas para as funções descritas acima, mas, elas geralmente têm formato de esfera e podem ser carregadas para outros lugares do nosso organismo. Os “microworms” ou “microvermes”, como têm sido chamados os nanotubos, são mais fáceis de “ancorar” em um lugar exato para monitorar as condições químicas ou liberar, lentamente, uma droga apenas naquela área.

Para construir estes tubinhos, os pesquisadores usaram um método químico de depósito de vapor, que envolve cobrir materiais com o vapor químico e os deixar flutuando em uma superfície. Neste caso, os cientistas cobriram uma camada de óxido de alumínio que continha minúsculos poros. O material coberto se dissolveu, deixando uma série de tubos ocos no lugar dos poros, a serem preenchidos com remédios ou outros materiais.

Segundo os pesquisadores, os “microvermes” poderiam ser preenchidos com materiais de propriedades fluorescentes, em condições determinadas, e depois injetados no nosso corpo, permitindo um monitoramento não-invasivo e continuo das nossas atividades biológicas. Um exemplo citado é o de um diabético que poderia controlar o nível de açúcar em seu sangue apenas olhando para sua pele. Se o tubo implantado brilhar, é sinal de alerta. O nanotubo também poderia ser usado na liberação controlada de remédio.

Vale lembrar que, como com os organismos geneticamente modificados, conhecidos como transgênicos, ainda não existem pesquisas que comprovem a segurança, a longo prazo, da ingestão ou injeção destas partículas para nosso corpo. O melhor a fazer neste caso é se manter sempre informado. [PopSci]

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1 comentário

  • JOABE DE JESUS:

    “Um exemplo citado é o de um diabético que poderia controlar o nível de açúcar em seu sangue apenas olhando para sua pele. Se o tubo implantado brilhar, é sinal de alerta. O nanotubo também poderia ser usado na liberação controlada de remédio.” APENAS OLHANDO PARA PELE. -TRON, STAR WARS, qual dos filmes eles assistiram.

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