Neil Armstrong – In memoriam

Por , em 26.08.2012

por Mustafá Ali Kanso

Em 25 de agosto de 2012 morre, aos 82 anos, por complicações cardíacas, o astronauta norte-americano Neil Armstrong – o primeiro homem a pisar na Lua.

Ele que nunca considerou o extraordinário de seu feito – por considerar apenas o cumprimento de seu dever – cunhou em 20 de julho de 1969, como ícone de uma era, a célebre frase:

“Um pequeno passo para um homem, um grande salto para a humanidade”; protagonizando um dos momentos mais importantes da história universal.

Nascido em 5 de agosto de 1930, na cidade de Wapakoneta, no estado norte-americano de Ohio, demonstrou desde jovem uma grande paixão por aeronaves, a ponto de trabalhar no aeroporto próximo a sua casa e obter seu brevê de piloto aos 16 anos.

Ingressando em seguida na carreira militar, seguindo como aviador naval entre 1949 e 1952, realizando 78 missões de sucesso incluindo diversas incursões na guerra da Coreia, foi condecorado com a “Medalha do Ar”, “Estrela de Ouro”, “Medalha de Serviço Coreano” e “Estrela de Noivado”.

Depois de dar baixa na marinha, graduou-se em engenharia aeroespacial pela Universidade de Purdue e pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) em Cambridge, e mestre em Ciência da Engenharia Espacial pela University of Southern California; entrou para o Comitê Consultivo Nacional para a Aeronáutica (NACA) e ao longo dos 17 anos seguintes, atuou como engenheiro, piloto de testes, astronauta e administrador da NACA e sua agência sucessora, a National Aeronautics and Space Administration (NASA).

Como piloto de testes e de pesquisa em voo para Research Center da NASA, Edwards, na Califórnia, foi pioneiro em testar aeronaves de velocidades extremas (acima de 4000 mph), pilotando mais de 200 modelos diferentes de aeronaves, incluindo jatos, foguetes, helicópteros e planadores em mais de 900 testes documentados, incluindo o célebre X-15, a primeira aeronave a realizar voos na estratosfera.

Em 1962, já com o título de astronauta foi designado como piloto de comando da missão Gemini 8, lançada em 16 de março de 1966, realizando nesse mesmo ano a primeiro acoplagem bem sucedida de dois veículos no espaço.

E foi como comandante de nave espacial Apollo 11, a primeira missão tripulada com pouso lunar, que Armstrong ganhou a distinção de ser o primeiro piloto a pousar uma nave na Lua e o primeiro ser humano a pisar em sua superfície, sendo por isso condecorado em 17 países.

Ao dar os primeiros passos na superfície lunar, em 20 de julho de 1969, Armstrong culminava a enorme conjugação de esforços, entre cientistas, técnicos e visionários, que como ele acreditavam que é no somatório de pequenos passos decididos que realmente a humanidade realizará o salto a que todos nós sonhamos.

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[Imagem: Neil Armstrong – NASA]

 

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Navegando entre a literatura fantástica e a ficção especulativa Mustafá Ali Kanso, nesse seu novo livro “A Cor da Tempestade” premia o leitor com contos vigorosos onde o elemento de suspense e os finais surpreendentes concorrem com a linguagem poética repleta de lirismo que, ao mesmo tempo que encanta, comove.

Seus contos “Herdeiros dos Ventos” e “Uma carta para Guinevere” foram, em 2010, tópicos de abordagem literária do tema “Love and its Disorders” no “4th International Congress of Fundamental Psychopathology.”

Foi premiado com o primeiro lugar no Concurso Nacional de Contos da Scarium Megazine (Rio de Janeiro, 2004) pelo conto Propriedade Intelectual e com o sexto lugar pelo conto Singularis Verita.

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6 comentários

  • Cesar Grossmann:

    Quando do pouso na Lua, Neil Armstrong percebeu que o ML ia descer sobre algumas rochas. Se uma das pernas se quebrasse, ou o ML ficasse muito inclinado, seria o fim para eles. Ele assumiu o controle do ML e guiou-o para um outro local de pouso.

    Só que ele tinha pouco combustível. Tinha que usar uma parte do combustível para procurar o local de pouso, mas ainda precisava de um pouquinho para pousar, senão seria o mesmo que nada. Quem ouvir as transmissões da Nasa (http://www.apolloarchive.com/ ) vai perceber que alguém faz uma espécie de contagem regressiva. Era o quanto de tempo de vôo ele ainda tinha, com o combustível que tinha, e usando do jeito que estava usando.

    Depois de encontrar o local de pouso, ele começa a pousar, mas fica em silêncio. Na Nasa o silêncio do ML também encontra eco. A tensão está no ar. Todos estão com toda a adrenalina no sangue, e param de respirar, numa tensão insuportável. As frações de segundo se estendem como séculos. O que passa pela cabeça de todo mundo? A última imagem que viram da tripulação da AS11? Será que estão com calor? Alguém lembrou se comeu o sanduíche que sua esposa preparou, antes de entrar na sala de controle?

    “Houston, aqui é Tranquility Base”.

    Todos respiraram novamente.

    Você acha que pode pousar um módulo lunar nestas condições? A quantidade de combustível é limitada, e há um alvo para você pousar o ML, neste jogo que simula a situação enfrentada por Neil Armstrong. Quanto mais combustível você tiver depois do pouso, maior a pontuação. Cair ou ficar sem combustível antes de pousar resulta em zero pontos.

    http://science.discovery.com/tv/space-week/mission-control/games/lunar_lander.html

  • Orlando Rios:

    O cara era um otimo piloto e tinha muita coragem.

  • Gabriela Magalhães:

    Algumas pessoas estão dizendo que a morte de Armstrong foi uma farsa, uma montagem da NASA. Tem um artigo no Sensacionalista que afirmava que ele mudou de nome e veio para o Brasil. Por que ele faria isso?

    “Segundo o jornal Evening Star, o governo americano resolver divulgar a morte do astronauta porque já não interessa mais manter a o mito de que os americanos pousaram na lua. “Com o fim da guerra fria esse feito deixou de ter importância. Hoje em dia não precisamos mais contar vantagem sobre os russos. Manter Armstrong seria um erro”, disse um envolvido no projeto, chamado em memorandos internos pelo codinome AD (Armstrong Death).
    O enterro de Armstrong foi totalmente produzido por um estúdio de Hollywood. Especialistas apontaram uma série de evidências de que tudo foi uma grande encenação. A bandeira americana do cemitério, por exemplo, estava tremulando, quando é sabido que nessa época do ano os ventos são raros naquela região do país. O caixão desceu vazio. Outra corrente sustenta que Armstrong, na verdade, jamais teria existido. Ele é um personagem criado por uma tecnologia desenvolvida nos laboratórios da Nasa. A mesma tecnologia só vazou décadas depois e foi usada no filme Avatar.”
    Trecho retirado desse site: http://www.sensacionalista.com.br/2012/08/26/morte-de-neil-armstrong-foi-montagem-da-nasa/
    Ok, né..

    • O_Costa:

      Muito bom!! Há com cada artolas. EU começo a achar que sou um invenção da NASA. 😛

    • Jean Kleber:

      Esses conspiracionistas são engraçados. Se a Nasa simplesmente disesse que o homem pisou na lua e não apresentasse nenhuma filmagem ou foto, os conspiracionistas estariam falando que o homem não pisou na lua pois não existe nenhuma imagem que prove isso. Mas já que existem milhares de fotos e vários vídeos que comprovam que o homem realmente esteve na lua, então eles dizem que as imagens são “falsas” porque na época não havia tecnologia para que fossem feitas filmagens e radiotransmissões da lua.

    • Jorge Braga (JorBS):

      – Seu tonho, tão dizeno na antarnet que u homi num foi na lua coisa nenhuma, qui issu é coisa de dominação du mundo pelos mericanu.
      – É? E quem garante que esses que afirmam que Armstrong não foi à Lua, que tudo é uma estratégia americana para manter o mundo subjugado, não estão, na verdade, sendo iludidos e subjugados pela contrainformação de “forças ocultas” que querem manter a gente na ignorância, acreditando em duendes, fadas, anjos e que o homem nunca foi à Lua?
      – Cuma?!?

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