Ooouunn! Porque amolecemos quando nos deparamos com coisas fofas

Por , em 10.05.2012

Aposto que neste momento você já está assim:

A palavra mais dita até agora deve ter sido “Oouunn”. De fato, cientificamente falando, é impossível não ter tal reação em frente a coisas fofíssimas, como bebês, roupinhas de bebês, filhotinhos. Mas por quê?

Segundo estudos, essa reação pode ser para facilitar que nós demos a atenção certa a tais criaturas tão jovens, que certamente precisam de mais cuidado. Elas são tão fofas, que inspiram nosso instinto de criação, de carinho, que nos fazem querer estar perto delas.

Bochechas gordinhas; olhos grandes e redondos; corpo gordinho e macio; uma cabeça que parece grande demais para seu corpo.
Essa é a descrição de toda criaturinha que parece incrivelmente fofa, não?

Essas características formam o que o etólogo Konrad Lorenz, em 1943, chamou de “esquema bebê”. Pesquisadores descobriram que até mesmo os bebês dinossauros tinham cabeças e olhos maiores.

Os bebês são impotentes. A única ferramenta que eles têm que motivar os outros a cuidar deles, então, seria sua fofura, que, como todos sabem, exercem seu papel com efeito surpreendente.

Coisas fofas nos faz sentir bem, e, em reação, queremos nos aproximar delas. E como fazemos isso? Quem nunca falou naquela voz aguda e suave, famosa “voz de bebê”? Também ficamos facilmente distraídos, pensando e querendo dar atenção apenas ao bebê, super entretidos pelas suas necessidades.

Quanto mais fofos são os bebês (mais próximos ao “esquema bebê”), mais queremos estar perto deles. E as mulheres fazem isso mais do que os homens (deve ser o instinto materno), mas nem mesmo eles são capazes de resistir a moleza que se espalha no ar quando um bebê entra numa sala.

É… O negócio é ser fofo. Todo mundo vai querer fazer as coisas para você. E, se você não pode ser fofo, use o fofo.

Em um estudo da California State University Northridge, cientistas ficaram na porta de um supermercado em Los Angeles, EUA, pedindo a fregueses para completar um questionário sobre doação de órgãos. Em metade do tempo, eles mostraram uma foto de um bebê vestido com uma camisa de flor tropical.

Sem a foto, apenas 26% das pessoas concordaram em concluir o inquérito. Com a imagem, 49% concluíram o questionário. Um teste semelhante, usando uma foto de um cachorrinho, também teve uma taxa de resposta superior, embora a diferença não tenha sido tão grande. Em ambos os testes, as mulheres eram mais propensas a ceder a fofura. Mas ficou aprovado: as pessoas amolecem quando estão rodeadas em boniteza.[MSN]

Alguém aí quer me dar um milhão de reais?

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