Os interiores dos meteoritos são verdadeiros vitrais da natureza

Por , em 11.08.2013

O exterior de um meteorito parece uma rocha vulcânica. Porém, o interior guarda grandes surpresas. O fotógrafo de astronomia Jeff Barton os abriu para revelar os brilhantes interiores dos geodos (substância mineral com uma cavidade revestida de cristais na parte interior).

Barton, que é o diretor de Ciências da Three Rivers Foundation, em Cowell, Texas, EUA – chama o interior dos detritos espaciais de “vitrais naturais”. Ele coleciona essas joias desde 2004. As fotos a seguir são dos Meteoritos Allende, encontrados no estado mexicano de Chihuahua, em 1969.

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Para capturar as fotos incríveis da face interior dos meteoritos, Barton corta as rochas e as abre com um serrote de pedra com lâmina de diamante. Ele, na sequência, tritura um pedaço bem pequeno para que a luz possa passar e criar um efeito semelhante ao do sol através das janelas de uma catedral. As fotos são posteriormente tratadas com filtros polarizadores e por uma câmera profissional DSLR acoplada a um microscópio petrográfico.

O resultado não é espetacular? Sem dúvida, o interior da rochas ficaria muito bem em um colar.

Barton ainda produziu algumas animações com o interior dos meteoritos. Para ver mais, você pode acessar a página no Flickr de Barton e se maravilhar com todas as 102 imagens de meteoritos da sua coleção. [Gizmodo]

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3 comentários

  • Andre Luis:

    Hypescience, agora voces judiaram de mim com este artigo! Que maravilha natural!

  • Andre Luis:

    Eu quero fazer uma coleção dessas! “Vitrais naturais provenientes de meteoritos”, meu Deus que coisa fantástica!!!!!!!

  • Jonatas Almeida da Silva:

    Na verdade, todo o ouro, cobalto, ferro, manganês, molibdênio, níquel, ósmio, paládio, platina, rênio, ródio, rutênio e tungstênio que extraímos da crosta terrestre, e que são essenciais para o nosso progresso econômico e tecnológico, veio originalmente das chuvas de asteroides que atingiram a Terra após a crosta ter resfriado a bilhões de anos atrás – A Terra tem na verdade mais metal que esses asteroides, mas está inacessível a nós – no núcleo, a 5.000 km de profundidade.
    O Asteroide Eros, sozinho, tem mais metal que todas as nossas edificações e construções ao longo de nossa história. Ele é um de milhões, e nem sequer está entre os maiores. No futuro, provavelmente, uma das maiores atividades econômicas no espaço será a mineração em asteroides.

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