Pai manda carta bem humorada para a escola da filha, que propôs atividade sexista

Por , em 9.12.2017

O que fazer se a escola de seus filhos ou filhas desenvolve atividades sexistas separadas por gênero? Um pai na Austrália deu o melhor exemplo possível de resposta para esse tipo de coisa. Sua filha de 12 anos, Ruby Callaghan, voltou para casa reclamando por não poder participar de uma atividade. A escola onde ela estuda, a Dubbo West Public School, resolveu fazer um “dia dos meninos e das meninas”. Segundo a escola, as meninas receberiam “um fabuloso corte de cabelo e maquiagem”, enquanto os meninos visitariam a Bunnings, uma loja de ferramentas, e teriam um churrasco. “Minha reação foi de decepção”, disse Stephen Callaghan ao site Bored Panda.

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Embora um porta-voz do Departamento de Educação da cidade de Wongarbon tenha declarado que qualquer aluno pode escolher qualquer atividade, o pai de Ruby afirma que sua filha pediu especificamente para sua professora para ir à loja de ferramentas e recebeu a resposta afirmando que essa atividade era apenas para os meninos. Stephen então escreveu uma carta para a escola questionando se sua filha havia feito uma viagem no tempo e voltado para a década de 60, já que ela havia voltado para casa com histórias sobre atividades segregadas por gênero.

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“Eu sinto que a escola tem a responsabilidade de quebrar essas divisões de gênero”, acredita Callaghan. Ele é pai de 3 meninas e acrescentou que ele e sua esposa querem dar às suas filhas “a confiança para falar quando sentem que estão sendo discriminadas porque são mulheres”. Callaghan afirmou no Twitter que sua filha quer ser engenheira e “não se importa com maquiagens”.

Segundo o Bored Panda, Ruby viu o humor e a triste realidade na carta de seu pai, e ficou satisfeita por ele ter a enviado. Leia abaixo [Bored Panda]:

“Caro diretor

Devo chamar sua atenção para um incidente grave que aconteceu ontem em sua escola, onde minha filha Ruby é estudante do 6° ano.

Quando Ruby partiu para a escola ontem, era 2017, mas quando ela voltou para casa à tarde, ela era de 1968.

Eu sei que esse é o caso, pois Ruby me informou que as “meninas” do 6º ano irão à biblioteca da escola para fazer o seu cabelo e maquiagem na tarde de segunda-feira, enquanto os “meninos” vão para a Bunnings.

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Você pode pesquisar os edifícios da escola para um rasgo no continuum espaço-temporal? Talvez haja um Capacitor de Fluxo com defeito escondido no bloco do banheiro das meninas?

Estou ansioso para que isso seja corrigido e minha filha e outras garotas na escola retornem a este milênio, onde as atividades escolares não estão divididas entre gêneros.

Atenciosamente,

Stephen Callaghan”.

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3 comentários

  • RodrigoRJ:

    Pai Treker com certeza!!!!!!
    Capacitor de fluxo foi espetacular!

  • VALDEMIR:

    Pior foi um professor brasileiro que fez todos os meninos da sala de aula passarem batom para ensinar a “igualdade de gênero”. Conheço pais que não tiveram filhos homens e criam as filhas mulheres de uma maneira “especial”. Não as deixam brincar com bonecas,usar roupas muito femininas,etc…para não “condicionar” as filhas para a maternidade,etc… Quer dizer,as vezes a repressão começa dentro de casa e está do outro lado…

    • Cesar Grossmann:

      A história do professor é falsa. Procura no e-Farsas, tem um vídeo circulando no WhatsApp de um abuso cometido por três professoras contra uma criança, esfregando cápsulas de ômega-3 no rosto da criança, é um caso que já foi investigado e as professorinhas perderam o emprego e estão presas. Agora, por que mentir e dizer que o vídeo é para “ensinar a igualdade de gênero”? Por que a mentira?

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