
Mãe que trabalha fora
As mulheres entraram com tudo no mercado de trabalho e agora já são quase 50% dos trabalhadores do mundo. O problema é que muitas destas mulheres também são mães, que deixam seus filhos em casa – e sentem muita culpa por isso. Esta é uma das conclusões de uma série de pesquisas realizadas sobre mães trabalhadoras.
De acordo com o estudo, realizado nos Estados Unidos, mais de 70% das mulheres com filhos menores de 18 anos trabalham fora de casa. É possível dar uma espiada na vida destas mães trabalhadoras com base nas pesquisas realizadas pelo Centro de Pesquisas Pew e pelo Pesquisas General Social, que analisam as tendências sociais desde 1972 com mais de 1500 mulheres.
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Os estudos descobriram que mais de 60% das mães que trabalham fora de casa prefeririam trabalhar apenas em meio período, enquanto apenas 19% dos pais afirmam o mesmo. Uma das pesquisas, realizada em 2005, revelou que 40% das mães trabalhadoras com filhos com menos de 18 anos se sentem constantemente com pressa. Outros 52% afirmaram que às vezes se sentem apressadas.
Embora as mães trabalhadoras modernas possam sofrer com estresse e culpa por deixar os filhos, apenas 19% dos estadunidenses concordam que as mulheres devem voltar ao papel tradicional de dona de casa. Em 1987, este número era de 30%, e atualmente 75% das pessoas discordam energicamente desta ideia. Além disso, uma pesquisa realizada em 2002 mostra que 30% das pessoas concordam que tanto homens e mulheres devem contribuir com a renda familiar, e 28% também concordam ligeiramente com isso.
“As informações sobre os últimos 30 anos mostram as tendências para homens e mulheres e apontam que cada vez mais as pessoas concordam que as mulheres devem ocupar papéis não-tradicionais”, afirma Rosalind Chait Barnett, da Universidade Brandeis, nos Estados Unidos.
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Barnett aponta que algumas pesquisas têm questões ambíguas e não são totalmente claras, mas que as suas conclusões são consistentes com a ideia que as mães modernas têm que fazer de tudo – cuidar da casa, da família e ter uma vida profissional. “Isso ao mesmo tempo em que as mulheres têm suas próprias necessidades, têm que vencer na vida profissional e ter uma carreira satisfatória”, explica Joseph Grzywacz, da Universidade de Wake Forest, nos Estados Unidos.
Apesar de todas essas mudanças em comportamentos e atitudes, muitas mulheres ainda sofrem com a divisão de papéis que têm no trabalho e em casa. Por isso, para muitas mães, a decisão é simplesmente não trabalhar fora de casa: aproximadamente 34% das mães com filhos com menos de 18 anos optam por parar de trabalhar.
Para aquelas que mantêm o trabalho e têm que manter a cabeça fria, Grzywacz afirma que é muito comum tentarem se convencer que é melhor para ela e para os filhos que ela continue trabalhando. E como as mães lidam com a família, o trabalho e a vida pessoal? Grzywacz revela que a estratégia mais comum é programar todos os eventos da vida.
Outro passo comum para as mães trabalhadoras é baixar as expectativas quanto às noções de uma casa limpa ou uma alimentação saudável, afirma o especialista. “Depois que chegam as crianças, as mães pensam ‘talvez meu parâmetro era alto demais, isso já está bom’”, diz.
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Porém, Grzywacz chama a atenção para uma característica que falta às mães modernas: pedir ajuda ao marido ou parceiro é uma das suas últimas estratégias. [Live Science]
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