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Eduardo Martins em 28.01.2010 as 0:07 e atualizado em 1.02.2010 as 15:54

celulas imortais henrietta
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Em 1951 uma negra estadunidense chamada Henrietta Lacks foi até o Hospital Johns Hopkins para receber tratamento para seu câncer cervical. Sem que ela soubesse, células de sua biópsia se tornaram disponíveis para pesquisas.

Henrietta morreu naquele mesmo ano, mas suas células continuam vivas até hoje. O material ajudou em várias pesquisas e uma cientista chamada Rebecca Skloot escreveu um livro sobre o impacto que as células daquela mulher tiveram na ciência. Para ver os detalhes dos avanços que as células de HeLa permitiram clique no infográfico acima (em inglês).

As células de Henrietta não são as únicas a terem uma vida incrivelmente prolongada. Abaixo você vê que as segundas colocadas são células de um embrião de rato, que já têm 35 anos. E o terceiro lugar vai para as células de uma mulher idosa, que sobreviveram até 15 anos após sua retirada.

Eu gostaria que ela pudesse saber dos grandes avanços que trouxe para a ciência. [Wired]

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9 Comentários »

  1. Que tal usar o material genético da célula para fazer um clone?
    Uma raça de highlanders XD

  2. Denis Lima, isso não seria muito saudável pois as células removidas são de um câncer.

  3. Uma geração de highlanders cancerigenos \o/

  4. A família Henrietta Lacks só ficou sabendo do uso de suas células em 1975, e apesar das diferentes aplicações e inclusive da comercialização de alguns métodos celulares que envolvem o uso de células HeLa, nunca receberam um centavo….

  5. A ciência avançou, mas de uma maneira totalmente anti-ética. Henrietta Lacks morreu sem saber que serviu de cobaia.

  6. coitados dos highlanders cancerígenos: iam sofre o tempo todo com perebas pelo corpo, mas nunca seriam curados pela morte…

    isso é triste, cara… ainda bem ki só são células!

  7. Quando você faz uma biópsia para diagnóstico de um tumor, você se preocupa com as células que perdeu?

    Mas o questionamento é interessante, muitos estudantes de medicina aprendem a fazer medicina em cima de cadáveres de mendigos, que são depois solenemente ignorados depois do juramento de Hipócrates.

    É meio complicado indenizar os familiares da Henrietta por uma coisa que eles não fizeram, mas acho que as empresas farmacêuticas estão em débito moral com aquela mulher.

  8. 1951… Não foi muito depois da alemanha usar judeus de cobaias sem o consentimento deles, e ainda vivos

  9. Gray, comparação horrível e desproporcionada. Não se compara retirar algumas células para biópsia e, depois da biópsia, em vez de descartar as células, utilizar as mesmas para experimentos científicos de injetar cimento no útero de meninas ou no escroto de meninos para estudar os efeitos da esterilidade, e outros experimentos horrendos feitos pelos médicos nazistas.

    É um despropósito a comparação, e um desrespeito com as vítimas do nazismo.

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