Acupuntura não é milenar, nem chinesa

Por , em 15.04.2009

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Todos sabem o que é acupuntura, o tratamento ficou muito popular no país de alguns anos para cá. É uma técnica oriental na qual agulhas finíssimas são enfiadas em certas partes do corpo para relaxamento muscular e para o alívio de dores.

De acordo com a “teoria” chinesa, esses pontos determinados seriam os canais por onde o Qi, a energia vital, flui.

Apesar de maiores estudos, nunca foi provado com solidez que a acupuntura tem um efeito maior do que um tratamento placebo qualquer.

De qualquer forma, seus praticantes reverenciam o tratamento como parte da cultura milenar chinesa. No entanto, um artigo recente do sinólogo Paul Unshuld diz que o método poderia ter sido inventado pelo filósofo grego Hipócrates – posteriormente, a acupuntura teria se espalhado na China.

Nenhum texto médico chinês escrito antes do nascimento de Cristo menciona a técnica e, na verdade, sabe-se que a tecnologia que torna possível a criação das finíssimas agulhas usadas só foi criada há quatrocentos anos atrás.

Nem mesmo o Qi é mencionado nos escritos mais antigos sobre a acupuntura. Wilhelm de Rhijn, no século XVII, escreveu o primeiro tratado ocidental sobre o assunto, e não mencionou pontos estratégicos de Qi – de acordo com ele, as agulhas eram colocadas em lugares próximos aos pontos doloridos.

Outra coisa: Qi era o nome que os chineses davam ao vapor que sai da comida quente. Nada de uma mística energia vital.

Ao que tudo indica, a acupuntura que é hoje praticada não é uma técnica milenar chinesa. Não é nem ao menos milenar – que dirá chinesa. [Cultura Científica]

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6 comentários

  • Laila Mady:

    Querido ignorante incrédulo,explico:
    sou evangélica(de religião e não ceita) e me formei em um universidade onde “tudo é científico” aprendi a pensar cientificamente…(UFPR)
    E somente resolvi fazer minha terceira pós graduação porque
    TEM COMPROVAÇÃO CIENTÍFICA e ninguém que entende discute uma terapia milenar que já comprovou resultados e foi reconhecida pela OMS.

  • André Cardoso:

    Calma, ainda estou chocado com tanta ignorância.

    Como alguém, que obviamente não entende nada nem de ciência, muito menos de Medicina Tradicional Chinesa pode tentar unir os dois em um artigo extremamente mal escrito, equivocado e absurdo.
    Alguns colegas já bem argumentaram e esclareceram as atrocidades cometidas pelo autor do infeliz texto.
    É de grande preocupação ver como esse “cientificismo” tendencioso e apelativo permeia nossa sociedade e é adubado por tamanhas asneiras.

    Aos que comentaram anteriormente baboseiras do tipo: “Vários estudos foram feitos colocando agulhas em locais “errados” e fizeram o mesmo efeito que quando colocados nos lugares “certos””, por favor, referenciem suas fontes.

    Ao comparar acupuntura e placebo, seria interessantes largar o viés ocidental que protege os tratamentos convencionais e colocá-los também a prova, que tal?

    Sou biomédico, pesquisador e acupunturista, qualquer dúvida estou a disposição.
    Não misturem crenças e religiosidade com um complexo sistema de saúde MILENAR sim, porém em constante evolução.

  • Clement:

    Mais uma vez:
    -Acupuntura:
    Em “senso lato”=
    Qualquer método de estimulação dos pontos de acupuntura.
    Em “senso estrito”=perfuração de pontos de acupuntura.

    Ambas técnicas já eram feitas no mundo inteiro muito antes de Hipócrates, aquele filósofo famoso por separar a filosofia, da ciência e da medicina.

  • Vinicius:

    Se os placebos têm sucesso de 20% então para que medicina? Técnicas “científicas”, como a psicanálise têm êxito bem menor para os pacientes. Também é curioso lembrar que quase todos os que procuraram a acupuntura também haviam procurado os métodos tidos como ortodoxos e não haviam conseguido resultado positivo algum.
    Apesar de tudo, agulha no meu corpo, não, obrigado.

  • carlos miner:

    Vários estudos foram feitos colocando agulhas em locais “errados” e fizeram o mesmo efeito que quando colocados nos lugares “certos” . Em média a taxa de sucesso objetivo dos tratamentos com acupuntura é de 20%, a mesma do placebo.

  • Rodrigo:

    Gostaria de saber do autor, quais as fontes das informações prestadas porque parecem ser tendenciosoas e incorretas..
    Primeiramente o tal artigo de Paul Unschuld, pois acredito que alguém tenha feito uma interpretação errada, pois o referido sinólogo traduziu o HUANG TI NEI CHING que foi COMPILADO por volta de 500 AC (e escrito muito antes), portanto antes de Hipócrates.
    Segundo, para que se prove com solidez que a acupuntura é melhor ou pior que o placebo é preciso que alguém invente algo que se pareça com uma agulha e que seja colocada no ponto certo de acupuntura, mas que não tenha efeito (placebo) e isso NÃO EXISTE. Por tanto os trabalhos (tanto a favor como contra) devem ser vistos com cautela mesmo. Mas isso não significa que não funcione.
    Terceiro, a escrita chinesa é feita em ideogramas. São imagens que traduzem idéias dentro de um contexto, daí a dificuldade de tradução. O ideograma de QI resgata a idéia de algo sutil como o vapor e denso como os alimentos. O Qi é considerado uma energia vital, cuja existência não pode ser provada diretamente (ainda).

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