A busca por rochas do espaço

Publicado em 28.09.2011

Em uma caça que faz com que o provérbio “procurar agulha no palheiro” pareça fácil, os cientistas começaram a buscar restos de um meteoro que iluminou os céus dos EUA. Como eles sabem por onde começar e por que se preocupar?

O meteoro, que apareceu como um deslumbrante raio de chama, foi provavelmente um pedaço de rocha espacial do tamanho de uma bola de futebol.

Cientistas acreditam que minúsculos pedaços do meteoro – meteoritos – poderiam ter sobrevivido à queda na Terra e começaram a coleta de dados para auxiliar a pesquisa.

A bola de fogo voou para o leste sobre o sul da Califórnia, foi observada em Nevada e Arizona e foi vista pela última vez em desintegração no céu sobre Phoenix, a capital do estado do Arizona, de acordo com relatos da mídia, testemunhas oculares e astrônomos.

Muitos dos que viram o fenômeno telefonaram para as autoridades e capturaram imagens em câmeras de celulares. As filmagens foram espalhadas pelo Twitter e pelos meios de comunicação. As testemunhas descrevem o fenômeno como uma estrela cadente que se quebra em pedaços.

Se encontrados, os meteoritos poderiam fornecer pistas sobre as origens do nosso sistema solar e da química e física de outros corpos celestes.

Blocos

A maioria dos meteoritos são mais velhos do que qualquer das rochas que se encontram sobre a terra. Eles são, essencialmente, os primordiais blocos de construção do sistema solar.

Suspeita-se que a bola de fogo era um pedaço de rocha espacial viajando a cerca de a 32 quilômetros por segundo e estava a 48 quilômetros de distância do chão quando se queimou.

Apesar de meteoros caírem em vários lugares a cada dia, este apareceu em mais de uma área bastante povoada, em um momento conveniente, no início da noite, por isso foi amplamente visto e relatado.

Pesquisadores consultam uma variedade de fontes para chegar ao centro de onde a bola fogo possa ter deixado vestígios para tentar restringir uma área de pesquisa de meteoritos.

Os levantamentos incluem testemunhas oculares e uma variedade de registros e tecnologias, incluindo satélites, câmeras astronômicas, radares, vídeos amadores e câmeras de painéis em carros da polícia.

Os pesquisadores vão tentar reunir os dados para triangular o caminho e, assim, eles serão capazes de calcular onde os meteoritos são suscetíveis de ser encontrados.

Buscas

Meteoritos que sobrevivem a queda, queimando através da atmosfera da Terra, continuam viajando dezenas de quilômetros antes de finalmente atingirem o chão.

Para encontrá-los, os pesquisadores também levam em conta a direção e a velocidade dos ventos na atmosfera da Terra.

Assim que uma área de busca é modelada, muitas vezes os cientistas pedem a moradores locais que se juntem às pesquisas, ajudando a descobrir telhados danificados, carros, etc.

O problema é que existem variados tipos de pedras em todo o mundo e a grande maioria das rochas incomuns as pessoas já acham que pode ser um meteorito.

Os pesquisadores dão dicas: se a pedra é imantada, se tiver uma fina e escura crosta, com apenas um milímetro ou dois de espessura, isso é um bom sinal.

Em 2000, cientistas recuperarm 1 quilo de meteoritos em uma área de 64 quilômetros quadrados, depois de um piloto local descobrir o primeiro fragmento. Ele coletou as amostras usando sacos plásticos e armazenou tudo em seu freezer até que pudesse entregar aos pesquisadores.

Oito anos mais tarde, uma equipe encontrou 47 meteoritos em um deserto do Sudão. Astrônomos tinham rastreado o corpo caindo através do espaço a partir de um telescópio no Arizona e previram a ampla área de seu impacto.

No caso do Sudão, a busca foi feita através dos relatos de testemunhas e dos dados coletados nos EUA. A pesquisa foi feita a pé, com 45 pessoas alinhadas caminhando no deserto. Demorou cerca de duas horas, isso porque o alvo já estava traçado.

No caso da mais recente bola de fogo – que deve ter deixado cair meteoritos – os pesquisadores serão auxiliados pelo fato de que a queda aconteceu em uma área mais densamente povoada em relação ao deserto do Sudão. [BBC]

Autor: Patricia Herman

é aspirante a jornalista, tem 21 anos e adora ler, principalmente poemas e a filosofia alemã do século XIX. Tem um único grande vício: música.

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11 Comentários

    • “Miríade”, é uma palavra usada pra espressar algo tão numeroso que não se possa contar, ou mais, algo tão numeroso que não se possa conceber, um numero absurdamente grande. Por exemplo, estrelas no céu, grãos de areia na praia…

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    • O que achou dos negativos que recebemos na reportagem do quinto gigante gasoso do sistema solar?

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  1. O meteorito das bactérias. Até hoje estão analisando. Acredito que na primeira missão com humanos em Marte, já será confirmada a vida fora da Terra.

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    • Verdade pode ser um extraterrestre disfarçado para ir conversar com seus amigos na área 51

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  2. Todos os dias a atmosfera da terra é atingida por meteoróides, o termo genérico para a miríade de pequenos asteróides ou pedaços de asteroides e cometas que existem no espaço. A grande maioria dos meteoróides que atingem a atmosfera torna-se meteoro, isto é, desintegra-se por atrito antes de atingir o solo, apenas rastros luminosos no céu. Mas se for grande o suficiente pra resistir ao atrito e atingir o solo, será designado como um meteorito. Existe uma estimativa em que apenas pedras pedras maiores que um caminhão resistem o atrito até chegarem na superficie, reduzidos ao tamanho de uma bola de boliche, mas não é de certeza. Tem que se levar em consideração a densidade e a constituição do bólido. Existem dois meteoritos muito especiais ainda em estudo, um é um pedaço do asteroide Vesta, e outro, um rochedo de Marte onde supostamente se estuda fósseis de bactérias marcianas!!!

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    • Você é brilhante.

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    • Jonatas passaria brincando a caneta a 3º fase do desafio NatGeo.

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  3. Essas empresas jogam assim mesmo, se for preciso ser irritante pra ser lembrado, assim fazem… , lembre da frase “Fale mau, mas fale de mim”…

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Muito raro, o mamífe...

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