O universo em um clique

A primeira aparição documentada do cometa Halley pode ter sido na Grécia

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Por em 15.09.2010 as 19:01

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Segundo um novo estudo, há fortes evidências de que os antigos gregos viram o cometa Halley passar em 466 a.C. Essa é provavelmente a primeira observação documentada do cometa, que antes se pensava ter acontecido 200 anos mais tarde; uma observação da época de 240 a.C., feita por astrônomos chineses, eram os primeiros avistamentos confirmados do cometa Halley.

Também segundo a pesquisa, um meteorito atingiu o norte da Grécia enquanto o cometa passeava pelo céu, o que mudou a compreensão do cosmos dos antigos gregos.

Escritos gregos descrevem tal evento astronômico dramático, que seria o meteorito do tamanho de um “vagão de carga” caindo no norte do país. Aristóteles escreveu sobre o meteorito 100 anos mais tarde. Plínio também escreveu sobre o evento, cinco séculos após ele ter ocorrido.

Alguns desses registros mencionam que um cometa iluminava o céu quando o meteorito atingiu a Grécia. Esta informação é consistente com modelos matemáticos que sugerem ser possível que Halley passou pela Terra em 466 a.C. Para determinar se esse era realmente o cometa Halley, os pesquisadores melhoraram modelos astronômicos existentes para incluir informações não só sobre a órbita de Halley, mas detalhes sobre a sua visibilidade.

Eles fizeram cálculos de elementos orbitais e tentaram indicar de onde o cometa Halley teria sido visível na Terra. E sim, os gregos o poderiam ter visto.

Não só o modelo sugere que Halley teria sido visível para os gregos durante aquela passagem, como projeta que o show de luz teria durado cerca de 75 dias, o que é muito incomum, mas bate corretamente com as observações do antigo escritor grego Daimachus.

Os pesquisadores também calcularam que a cauda do Halley teria sido muito grande, criando muitas estrelas cadentes através da atmosfera da Terra. Esse detalhe também é registrado por Daimachus. Porém, não há provas de que o meteorito veio de Halley, ou que o cometa causou sua queda na Terra.

Ainda assim, as evidências de que os gregos viram o cometa Halley não são conclusivas. Os pesquisadores dizem precisar de mais detalhes, como as constelações em que o cometa apareceu, e quando. Esse é o tipo de coisa que os babilônios e chineses, meticulosos observadores, registraram alguns séculos mais tarde. Mas os gregos não eram tão focados em detalhes, então é improvável que exista essa informação do cometa de 466 a.C.

Mesmo se testemunharam o Halley, os gregos provavelmente não entenderam o que o cometa realmente era. Muitos pensadores gregos da época acreditavam que cometas eram ilusões de ótica ou o resultado de um clima estranho. Aristóteles, por exemplo, associava os cometas com condições de vento.

Mas os acontecimentos de 466 a.C. ajudaram os gregos a desenvolver uma melhor compreensão do universo. A queda do meteoro, em especial, teve um impacto duradouro sobre o pensamento astronômico grego, cientificamente falando.

Esta falta de compreensão durou milhares de anos. Os cometas têm sido visitantes regulares do nosso céu há muito tempo. E durante boa parte da história humana, foram vistos como objetos sobrenaturais que pressagiavam ruínas, condenação e destruição.

A história do cometa Halley é interessante. Se nome foi dado em homenagem ao astrônomo inglês Edmond Halley, que em 1705 sugeriu que um cometa visto em 1682 era o mesmo visto em 1531 e 1607. Ele ainda previu que estaria de volta em 1758. E isso de fato aconteceu.

Os cientistas, além de preverem as próximas aparições do cometa, também calculam onde e quando ele já apareceu no passado. Muitas suposições puderam ser confirmadas com registros históricos. Como aqueles documentos chineses e babilônicos, por exemplo, que confirmaram os cálculos de que Halley passou pela Terra em 87 a.C., 164 a.C. e 240 a.C.

Quando Halley apareceu no ano 1066, os ingleses o associaram a desgraça. Seus temores foram confirmados quando “William o Conquistador” derrotou-os na Batalha de Hastings mais tarde naquele ano, matando o rei Harold II. O cometa pode ser visto na tapeçaria de Bayeux, uma obra de arte medieval que narra a invasão normanda.

Halley passa perto da Terra a cada 74 a 79 anos, brilhante o suficiente para ser visto a olho nu. Sua última passagem foi em 1986, e a próxima está prevista para 2061. [LiveScience]

Natasha Romanzoti tem 22 anos, é jornalista, apaixonada por futebol (e corinthiana!) e livros de suspense, viciada em séries e doces e escritora nas horas vagas.

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4 comentários

  1. crazydogg /

    os cometas giram em torno do sol igual a terra e os outros planetas,, a diferença é que eles tem orbitas muito alongadas e não quase circulares igual a da terra, isso faz com que em certas épocas eles fiquem mais perto do sol e o calor do sol faz o gelo dele derreter e evaporar criando a cauda dele.

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  2. Marcos /

    Olá a todos !
    Simeon, além do que foi dito pelo Farofa, tem ainda a atuação das forças gravitacionais, que deixam ‘escapar’ o cometa mas logo o trazem de volta …
    Abraços

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  3. Farofa /

    o cometa não é retiline, ele tem uma orbita eliptica se não me engano

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  4. simeon /

    GOSTÁRIA DE SABER COMO UM COMETA OU QUALQUER COISA QUE ANDE EM LINHA RETA EM ESPAÇO LIVRE E SEM CONTROLE PODE RETORNAR SENDO QUE O ESPAÇO É INFINITO COMO FALAO, COMO UM COMETA PODE FAZER CURVA E RETORNAR SEMPRE AO MESMO LUGAR!!!!!

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